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A rainha vermelha.. a história da outra rosa bem diferente da branca


2013-09-04 17.04.07

Na minha estante, os dois livros separados por uma rosa neutra.
Na minha estante, os dois livros separados por uma rosa neutra.

Foi assim, no frio que fez hoje, que terminei de ler A Rainha Vermelha… curtindo o frio com um chocolate quente. Primeiro tenho que parabenizar a autora, Philippa Gregory, pela proposta ousada do livro, que pertence a série plantageneta junto com A Rainha Branca, como comentei aqui antes (confira). Não contente em contar a história de Elisabeth  Woodville e seu amor com o ascendente rei da casa York, Eduardo IV, e junto com isso todos os seus problemas, conquistas e perdas durante o reinado de seu marido, fez um outro livro contando a história de sua “rival” em planos para a Inglaterra Margaret Beaufort da casa Lancaster. Ela conseguiu contar a mesma história sem deixar o livro repetitivo e chato, amei!

Os acontecimentos são quase o mesmos, só que vistos por óticas e planos diferentes, muito diferentes, não só por estarem em lados opostos que se bifurcam todo o tempo durante a história, mas por serem mulheres muito contrárias. Elisabeth viveu o amor e suas consequências, acreditava ter visões sobre o futuro e dons de amaldiçoar aqueles que a prejudicaram por ser descendente da deusa Melusina, e teve a capacidade de dar vários herdeiros ao rei.

Já Margaret, cresceu acreditando ser santa, capaz de fazer conexão direta com Deus, carola mesmo, condena os atos que não sigam totalmente a sua fé. No começo cresceu acreditando que seu caminho era religioso, mas devido as condições de uma mulher de sua posição na época, foi forçada a casar muito nova e nunca obteve nenhum prazer naquilo. E ao dar a luz ao seu único filho, passa a lutar desde o parto para coloca-lo no trono inglês e trazer de volta a casa Lancaster para o poder.

O plano de fundo dos dois livros é a guerra entre primos, a guerra entre os Lancaster e o os York, frutos de uma mesma dinastia e todos com muita vontade de ter o poder. Eu não consegui deixar de preferir a Elisabeth, mesmo depois de ler o lado da Margaret na história, achei ela muito chata rsrs Mas foi muito bom conhecer o que estava além dos olhos da Elisabeth. Pelo que pesquisei existem muitos outros livros em inglês sobre essa história, A senhora do lago, que conta a história da mãe da Elisabeth, Jacquetta, que deve ser muito interessante, outro sobre Anne Neville que acredito também conte a mesma história pela versão de outra rival da Elisabeth, a história da filha da Elisabeth. Espero que eles sejam logo publicados no Brasil, para que eu possa ler!

Séries da BBC

A BBC lançou esse ano a série The White Queen que junta as histórias desses livros, e acredito que também o livro sobre a Anne Neville (que ainda não li) que completa essa crônica sobre as 3 mulheres da história da Guerra entre primos, e um documentário que a própria Phillipa narra sobre os fatos mesmo envolvendo essas três mulheres.

The White Queen           00_41_Ep2_IMG_5833

Link para a série.                                                                Link para o documentário.

História – Guerra das duas rosas

Fonte: http://guerras.brasilescola.com/idade-media/guerra-das-rosas.htm

A Guerra das Duas Rosas é um conflito de grande importância para a compreensão do processo de formação da monarquia nacional inglesa. Essa guerra surgiu com a rivalidade entre duas famílias nobiliárquicas: os York e os Lancaster. Estas duas famílias eram provenientes da dinastia Plantageneta, que ocupou o trono britânico durante um longo período. No entanto, a crise entre essas duas famílias se deu por conta da morte do rei Eduardo III e a sucessão do trono às mãos de Henrique VI.

Os York apoiaram a chegada de Henrique VI ao trono, mesmo este não tendo nenhuma habilidade para lidar com as questões políticas e militares do período. Nessa época, a Inglaterra vivenciava os últimos e decisivos conflitos da Guerra dos Cem Anos e passava por sérias dificuldades por conta das sucessivas vitórias francesas. Mesmo com o fracasso militar britânico, Ricardo de York apoiou a permanência de Henrique VI no trono, esperando que o mesmo morresse em pouco tempo.

No entanto, o inapto rei Henrique VI conseguiu conceber um herdeiro, o que poderia colocar em risco os planos de Ricardo de York. Tendo em vista a situação desfavorável, Ricardo se uniu a um grupo de barões que exigia o afastamento dos Lancaster dos quadros da administração real. Insultado com a exigência do ambicioso nobre, Henrique VI organizou um exército contra as forças de Ricardo de York. Em 1455, na batalha de Saint Albans, o exércitos de York conseguiram vencer as tropas reais.

Logo em seguida, Ludford Bridge, dos Lancaster, apoiou o rei e conseguiu bater os York, que se refugiaram na Irlanda. No ano de 1460, Ricardo de York recuperou suas forças e conseguiu mais uma vez derrubar as tropas Lancaster durante as lutas travadas em Northampton. Nesse momento, Ricardo tinha amplas condições para finalmente chegar ao trono britânico, mas na Batalha de Wakefield foi brutalmente assassinado por seus inimigos.

Entretanto, os planos de Ricardo foram continuados pelo Barão de Wareick, que formou exércitos em prol da ascensão de Eduardo York, filho de Ricardo, ao trono. Dessa vez as tropas pró-York conseguiram tomar a cidade de Londres e proclamar Eduardo IV como o novo rei da Inglaterra. Na batalha de Towton os exércitos dos Lancaster foram completamente destruídos, o que obrigou o rei Henrique VI a se refugiar em terras escocesas.

A significativa vitória dos York não sinalizava um ponto final para a guerra civil que se instalou na nação inglesa. Durante o reinado do York Eduardo IV, vários desentendimentos com os nobres que o apoiavam enfraqueceram politicamente a sua permanência no trono. Em 1469, o barão de Wareick e o duque de Clarence romperam laços com o rei e decidiram lutar em favor dos Lancaster. Graças a essa mudança de cenário, o rei Henrique VI conseguiu reassumir o trono britânico.

No entanto, a aliança entre a nobreza daquela época poderia se reconfigurar ao menor sinal de desentendimento. No ano de 1471, o deposto Eduardo recuperou o apoio do duque de Clarence e imprimiu uma expressiva vitória na Batalha de Barnet, onde novamente Eduardo IV foi empossado como rei da Inglaterra. Alerta para um possível contragolpe, Eduardo assassinou vários membros da família Lancaster e ordenou a execução de Henrique VI e de seu futuro herdeiro.

Esse episódio acabou interrompendo o conflito entre os York e os Lancaster. O conflito só reacendeu quando Eduardo IV morreu, em 1483. O trono acabou ficando nas mãos de Ricardo III, tio mais novo de Eduardo IV, que assumiu o governo após o misterioso desaparecimento dos dois filhos do antigo rei nas instalações da Torre de Londres. Nesse período os Lancaster financiaram uma nova batalha em prol de um novo pretendente ao trono: Henrique Tudor.

No ano de 1485, Henrique Tudor saiu da Bretanha e invadiu a Inglaterra com um contingente armado de mais de cinco mil soldados. Em contrapartida, os York tinham um poderoso exército que contava com o dobro de guerreiros. Surpreendentemente, as tropas de Henrique Tudor venceram a Batalha de Bosworth Field, onde Ricardo III foi morto. Com isso, Henrique Tudor foi coroado como Henrique VII, novo rei da Inglaterra.

Para evitar outro possível confronto entre a rosa vermelha (a família Lancaster) e a rosa branca (a família York), Henrique VII casou-se com Elisabeth de York. Com isso a dinastia Tudor passou a ser representada com a sobreposição das duas rosas, o que indicava o fim do confronto.

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Autor:

Estudante de Jornalismo na UFF, leitora voraz, que gosta muito de dividir com os amigos o que lê, o que gosta de ler e o que amou ler.

8 comentários em “A rainha vermelha.. a história da outra rosa bem diferente da branca

  1. Pingback: 24 anos |
    1. Nãp, o da filha dela ainda não saiu aqui, estou na espera! A Record é complicada com a Philippa, deixa os livros esgotarem, lança quando quer, lançou outra série antes de acabar essa

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