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{eu li} Eu sou Malala: a garota que defendeu a educação e foi baleada pelo Talibã

3sO livro “Eu sou Malala: a história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo talibã” é uma biografia da vida de Malala, paquistanesa do vale do Swat, filha  de um professor, que viu o Talibã tomar conta do seu vale aos poucos e o direito das meninas estudarem ir embora junto com isso. Malala sabe a importância de estudar e lutou com as palavras para tentar ver a educação restaurada no Paquistão.

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Malala no hospital após o atentado

Em 9 de novembro de 2012, ela foi baleada no rosto a mando do Talibã dentro do ônibus enquanto voltava para a escola, sobreviveu por milagre de um tiro que tinha tudo para ser fatal. No livro Malala conta a história de sua família e a sua própria, antes e depois do Talibã, assim mostra como situações horrorosas como essa vão crescendo, como o medo e a ignorância fortalecem regimes baseados na intolerância e na violência fazendo um povo e o governo se calarem. O livro é muito bem escrito, com a ajuda da jornalista Christina Lamb. As autoras nos apresentam uma cultura riquíssima de pessoas que só querem a paz e desmentem o preconceito de que todos os de fé islã são terroristas e fundamentalistas. Há muitas formas de interpretar as palavras de Maomé e há aqueles que se aproveitam disso para tentar ter o poder pela força e pelo ódio, subjugando mulheres e qualquer outra pessoa que fale algo contrário.

Vale a pena ler o livro por diversos motivos, pela personagem real e tudo o que ela representa, para entender melhor a cultura dessa parte do mundo e o que acontece por lá, para se informar, para se emocionar e entender melhor a trajetória de uma menina que já é um símbolo mundial, mas que não pode, pelo menos por enquanto, estar no seu lar que tanto ama. E para ser sempre contra e manter os olhos abertos para qualquer tipo de extremismo religioso e saber que a educação é a maior arma do povo por isso que é negada há tantos no mundo todo, inclusive no nosso país.

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Malala discursando na ONU no dia do seu 16º aniversário

Hoje seu maior desejo é que todas as crianças tenham direito a estudar, ela que ser política porque sabe a importância de líderes que realmente se importem com seus países, como eu queria que existisse um brasileiro com toda essa agarra! “Minha meta ao escrever esse livro era erguer a voz em nome de milhões de meninas ao redor do mundo às quais é negado o direito de ir à escola e realizar seu potencial. Espero que minha história possa inspirar as garotas a erguer suas vozes e abraçar o poder que têm dentro de si, mas minha missão não acaba aqui. Minha missão, nossa missão, exige que atuemos decisivamente para educar meninas, a fim de que desenvolvam e assumam seu potencial para mudar suas vidas e suas comunidades.”

* Ganhei esse livro da minha amiga Tati Nantes, amei amiga, muito obrigada!

* E a Gisele Palma ganhou no sorteio aqui no blog!

Já leu, gostou? Comente!

Trailer do documentário:

 

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Autor:

Estudante de Jornalismo na UFF, leitora voraz, que gosta muito de dividir com os amigos o que lê, o que gosta de ler e o que amou ler.

5 comentários em “{eu li} Eu sou Malala: a garota que defendeu a educação e foi baleada pelo Talibã

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