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{eu li} Misto-quente – Charles Bukowski

mistoSinopse: “O que pode ser pior do que crescer nos Estados Unidos da recessão pós-1929? Ser pobre, de origem alemã, ter muitas espinhas, um pai autoritário beirando a psicopatia, uma mãe passiva e ignorante, nenhuma namorada e, pela frente, apenas a perspectiva de servir de mão-de-obra barata em um mundo cada vez menos propício às pessoas sensíveis e problemáticas. Esta é a história de Henry Chinaski, o protagonista deste romance que é sem dúvida uma das obras mais comoventes e mais lidas de Charles Bukowski (1920-1994)” LPM.

O que dizer desse livro? Eu não sei se eu gostei ou não, mas não sei se foi um livro escrito para gostar e pronto. Misto-quente mostra uma realidade bem dura, sem nenhum floreio, uma narração simples e direta do cotidiano. Um menino que aos poucos vai se endurecendo em pensamentos, em como vê a sociedade hipócrita que o cercava e que tentava levar o sonho americano em frente mesmo no clima da recessão que tornava isso impossível. Ele tinha sonhos, mas que nunca acreditou e com isso nenhuma perspectiva de futuro. Mas como não ser amargurado apanhando do pai, com espinhas monstruosas que o excluíram ainda mais da vida escolar popular. Desde cedo entendeu que pobre continua pobre e queria só uma coisa fazer o que quiser sem ter horários, trabalho, casamento e filhos. A revolta do personagem com o mundo é tão evidente e se revela numa agressividade para com todos, até com os “amigos”. O livro nos leva por toda sua vida infância, nada fácil, principalmente com o pai forçando o a fazer tudo ao contrário do que ele queria e com um interesse mórbido no sofrimento do filho. Fiquei boa parte do livro esperando que algo bom acontecesse com Henry, mas não as coisas só pioram e ele encontra na bebida sua libertação e nas brigas constantes. O período histórico vai desde 29 na recessão até a primeira guerra. É um livro árduo, não leia achando que vai rolar alguma superação ou coisa boa, mas o livro funciona como um bom retrato da época e lendo a biografia do autor fica evidente que várias passagens podem ter acontecido com ele mesmo.

O autor:

charles bCharles Bukowski nasceu em Andernach, na Alemanha, a 16 de agosto de 1920, filho de um soldado americano e de uma jovem alemã. Aos três anos de idade, foi levado aos Estados Unidos pelos pais. Criou-se em meio à pobreza de Los Angeles, cidade onde morou por cinqüenta anos, escrevendo e embriagando-se. Publicou seu primeiro conto em 1944, aos 24 anos de idade. Só aos 35 anos é que começou a publicar poesias. Foi internado diversas vezes com crises de hemorragia e outras disfunções geradas pelo abuso do álcool e do cigarro. Durante a vida, ganhou certa notoriedade com contos publicados pelos jornais alternativos Open City e Nola Express, mas precisou buscar outros meios de sustento: trabalhou 14 anos nos Correios. Casou, se separou e teve uma filha. É considerado o último escritor “maldito” da literatura norte-americana, uma espécie de autor beat honorário, embora nunca tenha se associado com outros representantes beat, como Jack Kerouac e Allen Ginsberg.

Ao longo de sua vida, publicou mais de 45 livros de poesia e prosa. São seis os seus romances: Cartas na rua (1971), Factótum (1975 – L&PM POCKET, 2007), Mulheres (1978), Misto-quente (1982 – L&PM POCKET, 2006), Hollywood (1989 – L&PM POCKET, 2000) e Pulp (1994, L&PM Editores, 1995).

Saiba mais.

Da mente de  Henry Chinaski….

“Talvez eu pudesse viver da minha esperteza. um trabalho convencional de oito horas diárias era algo intolerável, ainda que a maioria das pessoas se submetesse a isso. E a guerra, todo mundo só falava da guerra na Europa. Eu não estava interessado na história mundial, apenas na minha própria. Que lixo. seus pais controlavam você durante toda a sua infância e adolescência, cagavam na sua cabeça. depois quando você estava crescido e pronto para viver por conta própria, os outros queriam enfiá-lo num uniforme para que você pudesse levar um tiro no rabo.”

“O universo da faculdade era brando, um faz de conta. jamais lhe diziam o que esperar do mundo real lá fora. Apenas entupiam você com teorias e nunca o alertavam sobre a infinita dureza dos calçamentos.”

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{eu li} John Boyne para todas as idades

A coisa terrível que aconteceu com Barnaby Brocket é um livro para crianças que todos deveriam ler. Futuros papais e mamães deveriam ler. Pessoas preconceituosas deveriam ler, mas não sei se compreenderiam o que qualquer criança é capaz. No livro, John Boyne trata principalmente do respeito às diferenças, discute com uma simplicidade encantadora que a normalidade não existe. A história é uma linda alegoria ao preconceito que as pessoas têm com aquilo que consideram anormal, lembra muito uma fábula. Barnaby é um menino que nasceu com o dom de flutuar, sem o menor controle sobre isso, o que para muitos é uma situação fantástica, pareceu algo terrível aos olhos de seus pais que se consideravam normais demais. Juntos decidiram que era melhor abrir mão do filho caçula para sua vida voltar a ser perfeita, e o abandonam com muito pouco pesar.

Eles acabam proporcionando ao menino, além de muito medo e muitas dúvidas, uma grande aventura em que ele conheceimages pessoas tão diferentes quanto ele, mas muito mais humanas do que seus pais. John consegue tratar de várias diferenças, até mesmo do homossexualismo com um jeito tranquilo e delicado, perceptível, mas para crianças. Em várias passagens do livro, ele lembra a todos que os filhos não são uma extensão dos pais, que não se deve querer que as crianças sonhem os sonhos “padrões” e muito menos acabar com a criatividade e a imaginação. Quando seu filho ou filha nascer lembre que ele é um individuo com características próprias que você deve ama-lo independente do que a sociedade hipócrita vai pensar dele. Ainda não sou mãe, meu exemplo são meus irmãos pequenos, mas eu não quero ter nenhum tipo de preconceito contra meus futuros filhos.

Sou estudante de jornalismo, já tive oportunidade de fazer uma reportagem sobre o Autismo e estou fazendo uma sobre a Síndrome de Down. Nunca vou esquecer o que uma mãe me disse uma vez: “Ser humano, ninguém é igual a ninguém, autista ninguém é igual a ninguém”. E no final ainda arrematou falando que depois do nascimento do Beny ela e o marido viraram mais gente. Sem mais, respeite o próximo e o muito próximo. (Para quem quiser assistir a reportagem, ganhei prêmio na faculdade com ela *.*)

Outra questão é como a mídia muitas vezes transforma em circo o que é diferente, me lembrei logo dos anões que aparecem em programas de televisão, que já são adultos mas são exibidos como crianças ou como menos que gente, com a  desculpa que isso é engraçado. Temos vários e vários exemplos.

Fiquei muito encantada com o livro, muito mesmo, todos esses aspectos da crueldade do mundo tratadas de maneira bem leve, de forma educativa mas passando longe do chato e do lugar comum. O livro é todo ilustrado por Oliver Jeffers, desenhos lindos lindos….barnaby

Assim descobri que John Boyne é para todas as idades. Já era apaixonada pelo autor, pelos livros para adultos. O primeiro que li foi O palácio de inverno, romance histórico, que se passa na Rússia cazarista e na Inglaterra dos anos Thatcher. Amei! Depois li O pacifista, e fiquei chocada, é um romance muito surpreendente, um dos meus livros favoritos, os personagens são muito peculiares, uma história de amor e de guerra que vai muito além do esperado. Outro que li foi O garoto no convés, que não é menos especial que os outros e nem menos surpreendente. Vou colocar as sinopses, é impossível não se interessar. Foram lançados a pouco tempo os livros TormentoO Ladrão do Tempo (que preciso muito obter). Além desses ele é o autor de O menino do pijama listrado, premiadíssimo (adaptado para o cinema em 2008, trailer), e de Noah foge de casa (infantil).

Sinopse Palácio de Inverno

palacioGeórgui Jachmenev passou a vida inteira se debatendo com essas questões, e agora, prestes a perder o grande amor de sua vida, tenta encontrar uma resposta para elas ao refletir sobre seu percurso num século XX que sempre lhe pareceu longo demais.
Seus feitos começaram cedo: aos dezesseis anos, em ação impulsiva e atabalhoada, o rapaz impediu um atentado contra a vida de ninguém menos que o grão-duque Nicolau Nicolaievitch, irmão do czar Nicolau II, que, agradecido, nomeou Geórgui o guarda-costas oficial de seu filho Alexei, destinado a ser o próximo czar. Uma reviravolta impressionante, que o levou da taiga russa para o fausto dos palácios moscovitas, cenário que, apesar da amplidão e luxo de seus imensos corredores, iria se revelar bem mais inóspito que os frios grotões de sua vida anterior.  A dura experiência com esse mundo gélido de intrigas palacianas, às quais sempre era jogado contra sua vontade, e de grandes tensões e responsabilidade só foi apaziguada com a chegada do primeiro amor, Zoia. Mas os tempos eram agitados, e a história deixou pouco espaço para idílios: quando a Revolução Bolchevique tomou de assalto o país, e isolou toda a família do czar numa casa de campo nos arredores de Ekaterinburg, mais uma vez Geórgui teve de agir rápido a fim de salvar a si e a Zoia. A vida com ela lhe custaria pátria, família e prestígio, e ele jamais se arrependeu disso – mas e para Zoia, o que teria custado?
Numa narrativa fascinante, em que presente e passado vão convergindo em capítulos alternados, da Inglaterra dos anos Thatcher para a época dos czares russos, e dos anos difíceis da Segunda Guerra Mundial para o turbilhão da Revolução Bolchevique, acompanhamos Geórgui em meio a acontecimentos históricos decisivos que acabam por se revelar mero pano de fundo para uma história de amor que esconde um grande mistério, talvez maior mesmo que a própria história.

Sinopse O pacifista

o pacifistaInglaterra, setembro de 1919. Tristan Sadler, vinte e um anos, toma o trem de Londres a Norwich para entregar algumas cartas à irmã mais velha de William Bancroft, soldado com quem combateu na Grande Guerra. As cartas, porém, não são o verdadeiro motivo da viagem de Tristan. Ele já não suporta o peso de um segredo que carrega no fundo de sua alma, e está desesperado para se livrar desse fardo, revelando tudo a Marian Bancroft. Resta saber se o antigo combatente terá coragem para tanto. Enquanto reconta os detalhes sombrios de uma guerra que para ele perdeu o sentido, Tristan fala também de sua amizade com Will, desde o campo de treinamento em Aldershot, onde se encontraram pela primeira vez, até o período que passaram juntos nas trincheiras do norte da França. O leitor testemunha o relato de uma relação intensa e complicada, que proporcionou alegrias e descobertas, mas também foi motivo de muita dor e desespero. O pacifista é uma história de amor e de guerra que se insere na tradição do romance Reparação, de Ian McEwan. Nada é o que parece nesta trama envolvente e vigorosa, que revela as consequências de uma vida tragicamente marcada pelo silêncio. Com uma abordagem original e relevante para o nosso tempo, o autor do best-seller internacional O menino do pijama listrado revisita neste romance o universo da guerra, tendo dessa vez como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial. Sensível e engenhoso, John Boyne esmiúça um dos capítulos mais traumáticos da história da humanidade pela perspectiva de dois jovens soldados que lutam, acima de tudo, contra a complexidade de suas emoções.  Leia um trecho em pdf

Merece um post só sobre esse livro.

Sinopse O garoto no convés

convésEm abril de 1789, semanas após concluir no Taiti uma curiosa missão com fins botânicos, o navio de guerra britânico HMS Bounty foi palco de uma revolta de parte da tripulação contra o capitão William Bligh, que acabou deixado à própria sorte em um bote em alto-mar, com os marinheiros ainda fiéis a seu comando. Sem provisões e instrumentos de navegação adequados, o grupo enfrentou 48 dias de duras provações até alcançar a costa do Timor. O episódio inspirou numerosos livros e filmes.
Em O garoto no convés, agora publicado em edição econômica, a história da expedição é narrada do ponto de vista de John Jacob Turnstile, um garoto de Portsmouth, sul da Inglaterra, que sofre abusos de toda sorte, inclusive sexuais, no orfanato e pratica pequenos furtos nas ruas da cidade. Detido pela polícia após roubar um relógio, é salvo pela própria vítima do roubo quando esta lhe faz uma proposta: em vez de ficar encarcerado, embarcaria no HMS Bounty para passar pelo menos dezoito meses como criado particular do respeitado capitão Bligh. Turnstile aceita a barganha, planejando fugir na primeira oportunidade. Mas a rígida disciplina da vida no mar e uma relação cada vez mais leal com o capitão transformarão sua vida para sempre. É pela voz desse adolescente insolente e sagaz, mas ao mesmo tempo frágil e ingênuo, que o leitor acompanhará uma viagem repleta de intrigas, tempestades intransponíveis, cenários exóticos e lições de lealdade, paixão e sobrevivência.

johnO autor

Nasceu na Irlanda, em 1971, e mora em Dublin. Escreveu outros seis romances e foi traduzido para mais de quarenta idiomas. Seu livro mais célebre, O menino do pijama listrado (2007) lhe rendeu dois Irish Book Awards, vendeu mais de 5 milhões de exemplares pelo mundo e foi adaptado para o cinema em 2008.

Site: www.johnboyne.com

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{eu li} Um livro que começa pelo Fim

Fim é um livro que conta a história de cinco amigos cariocas, um grupo que pode até se separar mas não se esquece. Na hora da morte vemos uma retrospectiva dos fatos mais marcantes de suas vidas e do que levou eles até ali. Álvaro, Sílvio, Ribeiro, Neto e Ciro, são apresentados ao público por si mesmos, pela ótica dos amigos e das mulheres que marcaram suas vidas. A cada capítulo o leitor é levado a formar uma nova opinião sobre os personagens, seus desejos, paixões e angústias humanas. Não é um livro para quem espera finais felizes, mas sim reflexões, melancolia e até mesmo rabugices e amarguras que nos fazem rir ao reconhecer causos que poderiam ser contados por um vizinho. Causos tão cotidianos mas que ao mesmo tempo despertam grande curiosidade como se estivéssemos olhando pelo buraco da fechadura a vida alheia. Um livro fino com jeito de crônica, que da para ler num piscar de olhos. A estratégia narrativa de misturar divagações num fluxo de pensamentos, com a narração do que aconteceu e dos diálogos num discurso livre, dão ao texto a sensação de estarmos realmente dentro da cabeça dos personagens, interessados no que eles estão pensando, mais até do que nos fatos em si. Sexo e a importância que damos a ele, jogadas na cara, misturados às frustrações de quem esperava mais do destino, mesmo sabendo que as escolhas feitas poderiam levar a isso.

* Achei umas partes um tanto quanto nelsonrodriguianas: “É a paixão que devora as mulheres, é ela que desperta os sentidos, o olfato, o tato, o paladar, a visão, o arrepiar dos ouvidos.”

Parte da Sinopse: Álvaro vive sozinho, passa o tempo de médico em médico e não suporta a ex-mulher. Sílvio é um junkie que não larga os excessos de droga e sexo nem na velhice. Ribeiro é um rato de praia atlético que ganhou sobrevida sexual com o Viagra. Neto é o careta da turma, marido fiel até os últimos dias. E Ciro, o Don Juan invejado por todos – mas o primeiro a morrer, abatido por um câncer.
São figuras muito diferentes, mas que partilham não apenas o fato de estar no extremo da vida, como também a limitação de horizontes. Sucesso na carreira, realização pessoal e serenidade estão fora de questão – ninguém parece ser capaz de colher, no fim das contas, mais do que um inventário de frustrações.
Ao redor deles pairam mulheres neuróticas, amargas, sedutoras, desencanadas, descartadas, conformadas. Paira também um padre em crise com a própria vocação e um séquito de tipos cariocas frutos da arguta capacidade de observação da autora.
Há graça, sexo, sol e praia nas páginas de Fim. Mas elas também são cheias de resignação e cobertas por uma tinta de melancolia.
Humor sem superficialidade, lirismo sem cafonice, complexidade sem afetação, densidade sem chatice: de que mais precisa um romance para dizer a que veio?

Sinopse completa

fernandaA autora:

Fernanda Torres nasceu no Rio de Janeiro em 15 de setembro de 1965. É atriz e escritora. Há 35 anos mantém uma carreira de sucesso no teatro, no cinema e na televisão, tendo recebido, entre outros, o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes de cinema de 1986. É colunista da Folha de S.Paulo, da Veja Rio e colaboradora da revista piauí. Fim é seu primeiro romance.

 

 

Um trecho do livro lido pela autora:

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{eu li} + John Green

Lendo os livros do John Green me sinto um pouco adolescente, admito, mas os personagens são garotos e garotas tão cativantes que não consigo não gostar. Acho que deveria ser leitura obrigatória para quem é mais novinho. E para esse público é legal porque não é um livro para meninas ou meninos, como a maioria dos classificados para essa fase.
 neveMinhas últimas leituras foram Deixe a neve cair e Quem é você, Alasca?. O primeiro não é só do John, mas também das autoras Maureen Johnson e Lauren Myracle, que não deixaram a desejar. E conta 3 histórias que se começam na véspera de Natal, numa cidadezinha transformada em refúgio romântico pela nevasca. Encontros românticos, acabam acontecendo nesse mesmo ambiente, com personagens diferentes mas que  se relacionam no final. Adolescentes vivendo experiências amorosas e embaraçosas como só adolescentes sabem fazer. Nesse as histórias são bem leves mesmo e todas terminam com um final feliz e um bom beijo.

Já em Quem é você, Alasca? No começo temos novamente um garoto querendo mudanças na sua vida. Dessa vez a história se passa num internato no Alabama, onde um grupo de amigos se une para pregar trotes na escola, beber e fumar, e dessa união surge uma bonita amizade, mudanças na vida e algo mais.  No livro vemos que as escolhas que fazemos tem sim consequências, que as coisas desmoronam e podem ser reconstruídas e que a vida segue. Sem ser chato ou fazer parecer uma lição de moral. Engraçado que tanto em Cidades de Papel como em Quem é você, Alasca?, John coloca o poder feminino  de bagunçar o mundinho dos garotos, no caso Margo e Alasca são as rebeldes e as que costumam reagir sem freio frente aos problemas e que mudam a vida de quem está perto. Como Miles diz no livro “se as pessoas fossem chuva, eu seria uma garoa e ela um furacão.” É assim, de leve, John nos faz lembrar da importância das pessoas que passam na nossa vida e que deixam mudanças significativas.

alascaSinopse de Quem é você, Alasca?

Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras – e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o ‘Grande Talvez’. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, engraçada, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao Grande Talvez.

 

 

Veja também os post sobre A culpa é das estrelas, O Teorema Katherine e Cidades de Papel.