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{eu li} Wild Cards – Ases nas alturas – livro 2

Resenha! Estou há algum tempo sem publicar nenhuma resenha, mas hoje consegui! Trabalhei tanto semana passada que estava sem forças para escrever, só tive tempo de falar do concurso. Então, vamos lá! Levei algum tempo para ler o segundo volume de Wild Cards, mais do que o normal, o livro começa num ritmo muito intenso e depois diminui um pouco, foi quando enrolei um pouco para terminar de ler, mas me esforcei e valeu a pena, porque depois de algumas páginas o ritmo acelerado de acontecimentos volta e então eu não consegui mais para de ler! Haha! O final do livro é muito bom! Quem ainda não ouviu falar da história, melhor ler o post que fiz sobre o livro 1. Vamos de sinopse…

downloadDepois do vírus alienígena, um ataque vindo do espaço
Estamos no início dos anos 1980, há mais de trinta anos a humanidade convive com os atingidos pelo xenovírus Takis-A, mas a integração ainda caminha a passos lentos. Os abençoados pelo vírus, os ases, combatem os perigos da Nova York que nunca dorme. Os amaldiçoados, com suas deformidades causadas pelo vírus, lutam pela sobrevivência no Bairro dos Curingas. E, no céu, uma ameaça espreita a humanidade, aguardando a oportunidade certa para lançar seu ataque. Um ser extraterreno chamado o Enxame ruma para a Terra, ao mesmo tempo em que alguns ases planejam uma conspiração para controlar o mundo. Entre jogos de aparências, teletransportes e irmandades envoltas em mistério, forças de ases e “limpos”, seres humanos não infectados pelo vírus, se unem para combater o monstro alienígena e a terrível Ordem que se esconde no Mosteiro de Nova York. Este segundo volume da série Wild Cards conta com a participação de novos gênios da fantasia e do próprio organizador, George R. R. Martin, autor do best-seller Crônicas de Gelo e Fogo. As cartas da humanidade estão na mesa!

 

Esse livro é surpreendente, ainda mais se você parar para pensar que não foi escrito por uma pessoa só. Como já expliquei quando falei do primeiro livro, existe uma divisão por personagens, alguns autores cuidam mais de um grupo outros de outros. É claro que quando vejo o nome do George no livro fico toda animada né, mas as páginas finais não foram escritas por ele (John J Miller) e ainda sim foram emocionantes. Os autores presentes no livro são: Lewis Shiner, Walter Jon Williams, Roger Zelazny, Melinda M. Snodgrass, Walton Simons, Victor Milán, Pat Cadigan e John J. Miller

O livro começa com um ataque alienígena, daqueles que você acha que a Terra não vai ter a menor chance. O Enxame é uma força inteligente, capaz de criar aliens dos mais variados ligados psiquicamente a mãe. TIAMAT.

“Entre as raças da Rede, ela era o inimigo com uma centena de nomes: semente do demônio, grande câncer, mãe infernal, devoradora de mundos, mães dos pesadelos. Nas mentes vastas das rainhas-deusas kondikki, seu nome era um símbolo que significava , pavor.”

No livro aparecem alguns personagens novos, mas também tem o retorno de Dr. Tachyon, Tartaruga, Croyd, Juba, Fortunato e outros. Que se juntam para combater o monstro e entender melhor o que está acontecendo, quem quer que o ataque aconteça, quem é aliado e quem são os verdadeiros inimigos. O que mais gosto na história é que apesar dos poderes e do lado ficção cientifica, os personagens são extremamente reais, não são aqueles heróis que porque ganham poderes resolver por uma roupa colorida e ir salvar a humanidade. Alguns só se metem em encrenca e são quase arrastados para abriga porque nem eles mesmos acreditam que a salvação é possível. São tantos traumas e perdas, tanta coisa que o vírus tirou de suas vidas. E também há uma crítica constante a como a humanidade reagiria ao vírus e ao ataque alienígena. A segregação dos curingas ainda presente depois de 30 anos, do começo da história, é muito forte e crível.

“Porém, era dezembro, e aquilo havia acontecido em março, e a vida era muito mais resiliente do que podia reconhecer. Como pombos-passageiros, os brotos ameaçaram escurecer o sol, e como os pombos-passageiros, desapareceram quase que imediatamente. Após aquele momento inesquecível, mesmo a guerra dos mundos havia se transformado em apenas outra tarefa. Era mais pesquisa do que combate, como matar baratas especialmente grandes e feias. Garras, pinças e unhas venenosas eram inúteis contra sua armadura; o ácido secretado pelos voadores ferraram bem suas lentes, mas aquilo era mais um incômodo do que um perigo. Ele se pegou tentando pensar em maneiras novas e imaginativas de matar aquelas coisas para aliviar o tédio. Voava com eles até bem alto no céu, cortava-os ao meio, agarrava-os em punhos invisíveis e os esmagava como guacamole. Dia após dia, de novo e novamente, sem fim, até pararem de chegar.

E, depois disso, de volta para casa, ficou surpreso com a rapidez na qual a Guerra do Enxame desapareceu das manchetes, e como a vida voltou tão facilmente ao curso normal. No Peru, em Chade e nas montanhas do Tibete, as principais infestações alienígenas continuavam sua devastação, e remanescentes menores ainda causavam problemas aos turcos e nigerianos, mas os enxames do Terceiro Mundo eram apenas conteúdo da página quatro na maioria dos jornais norte-americanos. Enquanto isso, a vida continuava. As pessoas faziam pagamentos de hipoteca e trabalhavam; aqueles cujas casas e trabalhos haviam sido destruídos, preenchiam devidamente os pedidos de pagamento de seguro e se inscreviam no seguro-desemprego. As pessoas reclamavam do tempo, contavam piadas, iam ao cinema, brigavam sobre os esportes”.

Para relembrar:

“George Martin criou pessoalmente este cenário para jogar RPG com amigos, também escritores de fantasia. No começo, a aventura servia apenas para a diversão do grupo. Mas foi virando uma obsessão e, quando viram, estavam todos abrindo mão de suas vidas e deixando de trabalhar e pagar suas contas. Foi aí que chegaram a um consenso: abandonavam aquele mundo ou o transformavam em uma forma de ganhar a vida. E hoje sabemos qual foi a opção escolhida. Além disso, cansado de heróis dos quadrinhos americanos, os criadores decidiram que o mundo de Wild Cards estaria em permanente evolução. Assim, acompanhamos personagens salvando o mundo, se apaixonando, tendo filhos, morrendo e permanecendo mortos. E por trás das metáforas e alegorias da ficção, os escritores fazem críticas diretas à política americana da época, envolvendo questões ligadas aos conflitos armados e a herança da geração pós-guerra.

A série Wild Cards é composta por 22 livros escritos. O primeiro foi publicado em 1987 e o último está sendo finalizado atualmente. A coleção conta uma história alternativa da Terra. Em 1946, um vírus alien que reescreve o DNA humano é acidentalmente lançado aos céus de Nova Iorque, matando 90% dos que têm contato com ele. Entretanto, 9% sofrem mutações que os transformam em criaturas deformadas (conhecidos como Coringas) e o 1% restante (conhecidos como Ases) obtém super poderes. Uma parcela dos Ases é chamada de Dois, são os que adquiriram super poderes ridículos ou insignificantes. O vírus transportado pelo ar por fim se espalha sobre todo mundo, infectando dezenas de milhares de pessoas. Fazem parte da série contos e romances-mosaico que compartilham um mesmo universo ficcional. Criada por um grupo de escritores americanos, foi reunida e editada pelo autor best-seller George R.R. Martin”. Para saber mais.

Continuação

Lançamento previsto para maio/2014:

apostas mortais wild 3

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Duas novas parcerias!

Olá pessoal! O Eu li, agora tem dois novos parceiros:

Para cruzar o Atlântico das escritoras Simone Guerra, Alexandra Collazo, Cristiane Vilarinho, Nara Susane e Patrícia Dantas. Escritoras talentosas que estão sempre trazendo um texto novo e criativo!

Para ter um gostinho do blog…

Paixão – por Nara Susane Klein Quando menos se espera,

A paixão domina, impera,
Aquece o coração,
Com fogo, emoção.
Não há como controlar
A tremedeira, a falta de ar,
O descompasso do coração,
Tomado pela paixão.
Ponto para ler do escritor Paulo H. C. Souza, que também traz textos feitos por ele mesmo e  notícias do mundo literário. Não perca!
Para ter um gostinho do blog…
Resenha sobre o Livro “Sob a Redoma” do Stephen King.
O livro não é de terror, sim meu bom leitor mesmo sendo do mestre do terror está obra não é de terror, mas sim uma envolvente narrativa com diálogos apurados e acontecimentos de tirar o coração do peito ao final da página. E mesmo não sendo de terror a historia é recheada de mortes, assassinatos e lutas corporais no melhor estilo do Stephen, então se prepare para limpar um pouco de sangue do rosto durante a leitura. Não tenho nem o que falar da continuidade da historia, ela vai te agarrar e não te soltar até que você tenha lido a última palavra e ainda fique com aquela sensação de “quero mais”. Continue lendo.
Publicado em Concursos

I Concurso de poesia do Eu li

Hoje é dia de votação aqui no blog! Muito obrigada, todos que se inscreveram e me enviaram esses poemas lindos. Fiquei muito feliz com a participação de vocês aqui no blog, me deixou muito motivada a continuar tentando novas formas de aproveitar o mundo literário com vocês. Vou me empenhar para trazer novas ideias, concursos e diversões além dos comentários sobre os livros. Mas chega de blá blá blá.

A votação se inicia hoje e vai até o dia 25 desse mês (uma semana para votar) e o resultado será divulgado no dia 31, combinado? Chamem os amigos para votar. Não esqueçam de comentar! Vamos prestigiar os poetas!

O prêmio vai ser o livro O Sentimento do Mundo de Carlos Drummond de Andrade, tem vários poemas que eu adoro, é considerado um clássico dele. Isso se não esgotar até o dia do resultado, ok? Se a pessoa já tiver o livro também podemos pensar em outro dele.

E agora vamos aos poemas, que é o que importa hoje!

Cinzel – Camille Velloso

Do teu exagero, teu cheiro, teu medo, teu beijo….
teu sussurro, teu desejo, teu ensejo…
tua boca, tua fala, tua tara…
teu zumbido, teu gemido, teu riso, teu sentido..
tua sensatez, tua inquietude, tua embriaguez, tua vicissitude…
teu jogo, teu rosto, teu gosto…
tua ausência…

(Blog Vale um devaneio)

Vencendo – Cláudia Lima

Nadei, nadei por horas afinco Ali no canto esquerdo desmaio
Após tempos caminho
Debaixo do sol meus pedaços
Por instantes pensei: sou um náufrago
Mas de cansaço não morre o marinheiro
Nem de batalhas perde o guerreiro
Mesmo com sede, frio deita ali
Ao lado meu amor dorme
Desolada por toda a batalha
Mesmo assim estamos no fim
O fim de tudo e do nada
Lutas, guerras, batalhas…
Todas iguais caminhadas
Não perdemos nosso tempo
Lutamos todos os dias
Pelas grandes, pequenas migalhas

(página no Facebook)

Essa tal de globalização..  – Jéssica Rocha

O mundo está errado
não é bom
deram corda para o lado contrário
nem parece verão
esse ar é impuro
no lugar do bom dia um sussurro

que é para poupar energia
que é para preservar o ritmo torto da vida

O mundo está errado
mas você finge que não vê
os bons são sempre os culpados
e quem não deveria estar solto nem precisou fugir

Tudo murcha sem ao menos florescer
tudo se encaixa numa caixa chamada ambição
e quando desencaixa é um propósito vão
os ponteiros em sentido anti-horário
o bem não pode nem ser opção

O mundo está de cabeça para baixo
sem circulação
e ai de quem não dançar esse refrão

que é para decorar e cantar na avenida
que é para engolir durante o jantar

O mundo errou a rotação
mas é difícil saber quem deu o primeiro empurrão.

(Blog Colorir azul)

Pitoresco caminhar – Tatiane  Nantes

Nem aquele raio de sol cegou minha retina , continuo absorvendo, vendo, sendo a pétala última da árvore viva.

Nem o oceano inteiro de movimentos cessou meu andar, fluí nas ondas, afogada, mergulhada naquela última gota do néctar meio doce do sonho.

Nem a terra quente, meus pés descalços puderam parar, corri com os cabelos balançando ao som bailarino das folhas caídas do chão do dia-a-dia.

Nem tudo é melancolia, aventurar-se é mostrar os ombros, dar a cara a tapa e desmoronar com a força bruta da pena mais delicada que ousou existir.

(Blog Sentimento Letrado)

Pulsamento – Luana H.

Automaticamente penso,
Penso que queria sentir mais,
E pensar menos.

Queria sentir os pensamentos dançando.
(Apenas por pensar menos)

Obrigatoriamente me faço pensante,
Utilizando o raciocínio,
Me faço um vivente.
(É isso mesmo que nos faz ser gente?)
Sinto a massa cinzenta ansiar por vida.
(Apenas fale. Dirija. Trabalhe. Durma)
Meu coração não pensa sobre o pensamento,
Sobre o dever, sobre si mesmo
(Seria porque está sob eles?)

Metapensantemente,
Meu cérebro pulsa.
Agonizantemente,
Meu coração pensa.

Ofício – Douglas Cardoso

Como nos tempos antigos,
as musas verteram mel
n’alma cansada d’ourives
e ele reinventou o céu!

Gestos precisos e certos,
olhar de escultor do belo…
Sonhos vão se insinuando,
dançando suaves em cirandas

E brota a palavra certa.
A que desvenda o caminho.
A  que a magia desvela.

Se a verve fosse um vinho
ébrio ele então seria
de tamanha poesia.

Vivo das ilusões – Simone Guerra

Vivo na ilusão das minhas loucuras
Do abraço fugido
E do beijo não mais roubado

Vivo na ilusão de ser amada
Do nosso segredo enterrado
Do desvario de amor

Vivo do ceticismo de não ter você
Dos meus sonhos não realizados
E do tempo que me roubou um possível talvez

(Blog Para cruzar o atlântico)

Entre dois amores – Elenir Marins

Por um lado a noite,
Refletindo a paixão da lua,
Trazendo o mistério dos sonhos,
Irradiando os encantos poéticos,
Murmurando palavras obscenas,
Num envolvimento lunático,
Das ausências,
No encontro indefinido do ser só.
Que transbordam os rios,
Em corredeiras selvagens,
Em delírios frenéticos,
E voltam sempre ao mesmo lugar.
Por outro lado o alvorecer,
Com seus raios ensolarados,
Colorindo os sentidos,
Objetivando promessas,
De um alaranjado entardecer,
Talvez sem flores ou poesias…
De palavras doces,
Definindo o encontro do não só ser.
Que enxugam os rios,
Em calmas passagens,
Que muda o seu curso,
E o levam para o mar.
Nessa entressafra me encontro,
Como ser alado que sou,
Sobrevoando entre os dois pólos,
Em direção a nenhum,
Esperando o eclipse do sol,
E o despertar da noite,
No alvorecer.

A arte de escrever  Jean C. de Andrade

A arte de escrever vem de longe, anos e séculos  atrás.

O que hoje em um computador criamos e imprimimos,
antes foi escrito com uma pena em um pedaço de papiro.

Já foi escrito em pedras, pergaminhos, couro e até madeira.

De vários modos a escrita existiu,
ouve época em que pessoas escreviam  segredos sem que soubessem ler,
curiosidades de um povo antigo,
que escreviam em couro ou em papiro,
mas que poucos podiam ver.

Época de Moisés, Aristóteles ou Da Vinte,
a escrita se fez presente e com ela escritores,
poetas e pensadores de vários  modos e de outros Continentes.

Em pena, lápis, caneta ou em teclado,
a escrita sempre esteve perto, bem ali á nosso lado.

Devemos escrever,
mas com responsabilidade,
de nunca nos esquecermos do que houve no passado,
escrever em papel,
no computador ou mesmo em um Tablet

Escrever coisas Boas,
história e poesia,
romance ou até mesmo sua Auto Biografia,
mas escrever  com carinho,
tudo que aprendeu e viveu um dia.

Os poemas –  Maria Luíza Gonçalves

Meus poemas
Eu os faço para você.
Consagro, nesta ousadia
Esse seu jeito encarnado
Sob o manto de leveza
Das luzes cálidas
Dos invernos enobrecidos
Em tardes infindas…
Nos meus poemas
Jejuo suas incertezas
E suas ânsias
Refazendo as letras
Recuando os pontos…
E não pergunto
O quanto gosta da lírica
Ou das rimas,
Mas componho uns poucos,
E os faço para você.
Não contam estórias, os meus poemas,
Nem as estranhezas
Das cores que não se mesclam
Nos desenhos que te compõem…
Pois,
O que te conduz
E te completa,
São riscos cientes
São murmúrios conjugados
São notas esculpidas das canções
Guardadas e sombreadas
Nas linhas dos meus poemas…
E ofereço-os: são seus…

A Força dentro de Mim – Tamara C. Oliveira

Existe uma força dentro de mim
Sobrenatural, surreal
Bagunça minha vida
Destrói minhas ilusões
deixa marca e feridas
Trazendo meu coração despedaçado

Existe uma força dentro de mim que
me descompensa, me confunde e
me deixa louca;
Me levando ao completo desespero
Esta força é invisível, mas consegue destruir
meus sonhos tornando-os em pesadelos.

Existe uma força dentro de mim que
me traz nostalgia, que me enche de
completa alegria. Esta força é invisível
e dispara meu coração, me faz suspirar
me faz tremer. Me causa arrepios
me faz sonhar acordada.

Existe uma força dentro de mim
Que me confunde, que me tira
dos pesadelos e me enche de ilusões
Traz sonhos verdadeiros e perturba minhas
emoções.

Que força é essa eu me pergunto
que com a mesma intensidade que
destrói cura? Que força é essa que
ao mesmo que te empurra para o abismo
te salva da escuridão?
Que força é essa que te deixa destruído
e que faz você se sentir invencível?

Está força é invisível assim como tempo
ela marca e não tem volta e fica para sempre
em nossa vida.
Que força é essa que é capaz de mudar
a gente nos deixando ausente de nós mesmos.
Esta força faz parte de mim ela tem diferentes maneirascd5
de ser mais nos invade com mesma intensidade.

Que força é essa que existe dentro de mim?
Que faz parte de você?
Que fará parte de quem está para nascer?
Que força é essa? Você sabe?

Só quem nunca sentiu não sabe a resposta
Mas dela ninguém é salvo.
Essa força que me invade só tem um
nome que é óbvio é belo e único
Essa força é o que chamo de Amor.