Publicado em Debates e Reflexões, Dicas

12 autoras da minha estante #8demarço

Hoje é o Dia Internacional das Mulher! Então escolhi 12 autoras (ia escolher 10, mas…) da minha estante que gosto muito, que amo e que foram importantes para mim! Não está em ordem de preferência. Fazendo a lista reparei que quase a metade dela é composta por inglesas.. oO  Sim, tenho um fraco por autoras inglesas. Mas na lista também temos algumas americanas, uma colombiana, uma paquistanesa e uma brasileira. Vamos aos nomes?

As inglesas:

agatha Dame Agatha Mary Clarissa Christie (Torquay, 15 de setembro de 1890 — Wallingford, 12 de janeiro de 1976), foi uma romancista policial, autora de mais de oitenta livros. Seus livros são os mais traduzidos de todo o planeta, encontrados em 103 idiomas diferentes, venderam mais de 4 bilhões no total. Sim ela é o máximo! Não me canso de ler, principalmente se o personagem for o Poirot! Já falei dela aqui antes.

 

 

JKJ. K. Rowling
Diva! Me fez ser leitora de verdade com Harry Potter, que dispensa comentários (fãs, vendas ,filmes, sucesso, obra prima), depois disso veio Morte Súbita (2012) e O Chamado do Cuco (2013) com o pseudônimo Robert Galbraiths (já está prevista uma continuação para julho desse ano). Joanne nasceu em julho de 1965, na Inglaterra. A série Harry Potter começou a ser escrita durante uma viagem de trem, que atrasou, entre Manchester e King’s Cross, em Londres. Seus livros bateram vários recordes, um atrás do outro e conquistaram crianças e adultos do mundo inteiro, concedendo a autora inúmeros prêmios e honrarias. As adaptações de HP pro cinema fizeram tanto sucesso quanto os livros e a autora está escrevendo um roteiro para o cinema (Warner Bros) de Animais Fantásticos e Onde Habitam, um dos livros escritos por ela, usado pelos alunos em Hogwarts. Mais sobre a autora  Post sobre O Chamado do Cuco e Morte Súbita.

 

philippaPhilippa Gregory
Minha autora favorita quando se trata de romances históricos. Philippa Gregory nasceu no Quênia, quando tinha dois anos sua família mudou-se para Inglaterra, inglesa também então né. Além de se dedicar a escrever romances históricos, é reconhecida por seus programas de rádio e televisão. É Ph.D. em literatura do século XVIII pela Universidade de Edimburgo e autora, entre outros, de A princesa leal, O amante da virgem e A irmã de Ana Bolena, e também os que já li A Outra Rainha O Bobo da Rainha, mesmo os livros sobre a dinastia Tudor você não precisa ler na ordem. Recentemente A BBC adaptou seus livros sobre as mulheres importantes na Guerra das Duas Rosas (série plantageneta), a série se chama The White Queen, tem até um documentário The Real White Queen and Her Rivels com ela contando a história e mostrando os lugares é fantástico. Post sobre os livros A rainha branca e a rainha vermelha.

janeJane Austin
Jane Austen, nasceu no dia 16 de dezembro de 1775, em Steventon, perto de Basingstoke. Sétima filha do reitor da paróquia, viveu com a família em Steventon até se mudarem para Bath, após a aposentadoria do pai, em 1801. Após a morte dele, em 1805, ela se mudou com a mãe; em 1809, estabeleceram-se em Chawton, perto de Alton, Hampshire, onde permaneceria, com exceção de algumas visitas a Londres, até maio de 1817, quando se mudou para Winchester a fim de ficar perto de seu médico. Ali morreu no dia 18 de julho de 1817.  Suas obras só foram publicadas após muitas revisões, e ela teve quatro de seus romances editados em vida: Razão e sensibilidade (1811), Orgulho e preconceito (1813), Mansfield Park (1814) e Emma (1815). Dois outros romances, A Abadia de Northanger e Persuasão, foram publicados postumamente em 1817. Seus livros são tão lindos, histórias de amor encantadoras, mas com um olhar irônico sobre a sociedade a sua volta. Só me falta ler Emma. A maioria dos livros foi adaptada pela BBC e o filme Orgulho e Preconceito é um dos meus favoritos até hoje. Post relacionado a autora.

kateKate Mosse
Kate Mosse é autora de dois romances e de livros de não-ficção. Já foi apresentadora do programa Readers and Writers Roadshow, da BBC 4, e hoje é apresentadora convidada do programa Saturday Review, da Radio 4, também da BBC. Co-fundadora e diretora honorária do prêmio Orange de Literatura de Ficção, Kate é curadora de Artes e Negócios, de Artes e Crianças e do Conselho de Artes do Sudeste da Inglaterra, além de ser membro da Royal Society of Arts. Em 2000, ganhou o prêmio de Realização Feminina da Europa por sua contribuição às artes. Em 2005, venceu o prêmio British Book Award de melhor leitura do ano por seu romance histórico Labirinto. Também é autora do livro Sepulcro.
Os dois livros envolvem o leitor numa aura de mistérios e segredos, também tem um pezinho no sobrenatural. A autora gosta de utilizar no mesmo livro duas narrativas que acontecem em épocas diferentes, mas que tem relação e influência uma com a outra.

A brasileira da lista:

LygiaLygia Fagundes Telles
Nunca falei da Lygia aqui no blog, a única brasileira da lista de hoje, preciso ler mais livros de brasileiras urgentemente. A autora que vai fazer 91 anos esse ano, nasceu e vive em São Paulo. Considerada pela crítica uma das mais importantes escritoras brasileiras, publicou ainda na adolescência o seu primeiro livro de contos, Porão e sobrado (1938). Estudou direito e educação física antes de se dedicar exclusivamente à literatura. Foi eleita para a Academia Brasileira de Letras em 1985 e em 2005 recebeu o Prêmio Camões, o mais importante da literatura de língua portuguesa. Dela já li As meninas Antes do Baile Verde, um livro que me traz boas recordações porque interpretei na escola o conto Venha ver o pôr do sol.

As americanas:

 niffenegger,%20audreyAudrey Niffenegger
É uma escritora estadunidense, nascida em 13 de junho de 1963, autora do bestseller A Mulher do Viajante do Tempo. Que é um dos meus livros favoritos. Também é autora do livro Uma estranha Simetria, que também é bem legal. As temáticas são bem diferentes, no primeiro temos um homem com u distúrbio genético que o faz viajar para o futuro e passado, seu e de sua amada Claire. Já no segundo temos dois pares de gêmeas idênticas com uma relação tão liada que beira a loucura, e mesmo a morte não pode separar. Já falei dos dois aqui no blog!

Suzanne_CollinsSuzanne Colins
Essa autora com certeza está em uma das mais faladas na mídia hoje, autora da trilogia Jogos Vorazes (Jogos Vorazes, Em Chamas e A esperança), que já foi para as telonas com os dois primeiros títulos. Em Chamas foi uma adaptação muito melhor do que o primeiro filme, mal posso aguardar pela continuação. Lançada em 2008 nos Estados Unidos e em 2010 no Brasil, a trilogia Jogos Vorazes já contabiliza meio milhão de livros vendidos no Brasil e mais de 50 milhões de cópias impressas apenas nos Estados Unidos. O que mais gostei nos jogos, foi como a trama foi bem construída e o fato de conseguir passar uma crítica ao comportamento das pessoas e ao espetáculo. Suzanne nasceu em 10 de agosto de 1962 e é filha de um oficial da Força Aérea americana, vive em Connecticut com o marido e os dois filhos.  Iniciou a carreira em 1991, como escritora de programas infantis. Também é autora da série As Crônicas do Subterrâneo.

MarionMarion Zimmer Bradley
Nasceu em Nova Iorque, em junho de 1930 e faleceu 1999, autora de romances sobre fantasia e ficção científica. A autora começou a trabalhar muito cedo, chegando a ser garçonete e faxineira. Ao completar dezesseis anos, ganhou uma máquina de escrever da mãe. Marion, com o presente oferecido pela mãe, começou a escrever histórias. No início, para sobreviver, sujeitou-se a produzir uma série de romances sensacionalistas. Mas com As Brumas de Avalon, e a sua permanência de três meses na lista dos bestsellers do New York Times, Marion tornou-se uma escritora de prestígio e uma das mais lidas no mundo inteiro. Entre seus livros mais famosos estão As Brumas de Avalon, O Incêndio de Tróia, A Casa da Floresta e a série Darkover. Dela li As Brumas de Avalon e já baixei vários outros mas ainda não li. E tem filme!

deboraDéborah Harkiness
Deborah é professora universitária e escritora especializada em história da ciência e da medicina. Ela é detentora de diversos prêmios, entre  os quais o Fullbright, o Guggenheim e a bolsa do National Humanities Center. Atualmente, ocupa o cargo de professora de história na University of Southern California. Estreou com o livro A descoberta das bruxas e com a sequência Sombras da noite (post aqui no blog), que depois de HP são meus livros favoritos do gênero. Os livros são perfeitos, trazem um mundo de vampiros, bruxas, humanos e demônios e o melhor os personagens são adultos, interessantes e inteligentes. Mal posso esperar pelo terceiro, o lançamento do segundo livro demorou tanto aqu no brasil que prefiro nem ficar pensando em quando vai sair o terceiro, mas vale muito a pena ler.

A paquistanesa mais incrível:

 malala4Malala Yousafai
Malala, paquistanesa do vale do Swat, filha  de um professor, que viu o Talibã tomar conta do seu vale aos poucos e o direito das meninas estudarem ir embora junto com isso. Malala sabe a importância de estudar e lutou com as palavras para tentar ver a educação restaurada no Paquistão. Em 9 de novembro de 2012, ela foi baleada no rosto a mando do Talibã dentro do ônibus enquanto voltava para a escola, sobreviveu por milagre de um tiro que tinha tudo para ser fatal. No livro Eu sou Malala: a garota que defendeu a educação e foi baleada pelo Talibã, Malala conta a história de sua família e a sua própria, antes e depois do Talibã, assim mostra como situações horrorosas como essa vão crescendo, como o medo e a ignorância fortalecem regimes baseados na intolerância e na violência fazendo um povo e o governo se calarem. O livro é muito bem escrito, com a ajuda da jornalista Christina Lamb, que também merece meus parabéns! Resenha completa que fiz do livro.

A colombiana mais forte:

 ingridIngrid Bitancourt
Nasceu em 1961, em Bogotá. Graduada no Institute d’Études Politiques de Paris, ex-deputada e ex-senadora, era candidata à presidência da Colômbia nas eleições de 2002 quando foi sequestrada pelas Farc. Depois de mais de seis anos de cativeiro na selva, Ingrid foi libertada em julho de 2008. Em 2010, lançou o livro Não há silêncio que não termine – Meus anos de cativeiro na selva colombiana. Levada para o interior da selva em inúmeras viagens de barco, caminhão e marchas a pé, Ingrid se viu repentinamente desligada do convívio dos amigos e da família, isolada do mundo exterior em meio a guerrilheiros fortemente armados, e é toda essa história que ela conta de maneira dura e sem rodeios., num livro surpreendente. Mais.

 

Então gostaram da seleção? Quais são as suas autoras favoritas?

Autor:

Estudante de Jornalismo na UFF, leitora voraz, que gosta muito de dividir com os amigos o que lê, o que gosta de ler e o que amou ler.

2 comentários em “12 autoras da minha estante #8demarço

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