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{Eu li} O Rei Branco de György Dragomán

Primeiro post de junho, um mês muito querido, porque é o mês do meu aniversário e porque daqui a dois dias estou formada. JORNALISTA, sim. Estou num misto de emoções nostálgicas, esperanças e medos para o futuro. Acabei meu tcc, então posso escrever aqui mais tranquila.

ReiBrancoComprei o livro O Rei Branco de György Dragomán, sem grandes expectativas, por cinco reais na bienal, no ano passado. E ele estava intocado desde então… o livro traz a história de Dzsátá, de 11 anos, que vive na União Soviética, um tema muito interessante, tendo e mente as falhas capitalistas que vivemos, mas sabendo que o sistema socialista conforme foi implantado não deu certo e acabou degringolando. Na história, Dzsátá vê seu pai partir, preso por um “crime” político, seu pai é levado para longe da família e passa a fazer trabalhos forçados.  E ele fica com a mãe e a família despedaçada. Dessa forma o autor traz as esperanças do menino de ver seu pai voltar e episódios de uma infância muito árida, em meio a racionamento de comida, intoxicação por radiação, ele vai aos poucos construindo um ambiente totalitário, com a constante presença da elite militar privilegiada.

A narrativa foi construída em um fluxo de pensamentos, diálogos e sonhos, mostrando como enxerga a sua volta uma criança que está entrando na adolescência. O personagem tem um jeito muito peculiar de enxergar as pessoas profundamente e no momento seguinte preferir não entender bem o que está acontecendo a sua volta, como uma forma de proteção. Os capítulos, são vários episódios da infância do menino durante a espera do pai, isso me cansou um pouco na metade do livro, nem todos os capítulos conseguiram me prender muito, mas achei o final muito bom. Forte e triste, na medida, mostrando a que nível de degradação pode-se levar uma pessoa.

Sinopse: 

Estar sempre em casa aos domingos: isso é um compromisso para Dzsátá, de 11 anos, um menino do Leste Europeu. Foi em um domingo que os homens da Polícia do Estado entraram em sua casa e levaram seu pai. Ele acredita que será em um domingo que o pai voltará. Enquanto isso, em sua rotina de aventuras, entretido com violentos jogos de guerra ou brigas nos campos de trigo, com filmes pornôs no reservado do cinema ou com o planejamento de encontros com meninas, Dzsátá começa a descobrir outra realidade: seja por meio da tirania do treinador do time de futebol da escola e dos campeonatos decididos de acordo com interesses do partido, seja devido às trapaças e às dissimulações de trabalhadores e pessoas comuns, ou de diplomatas e privilegiados, como seu avô, integrante da elite política. À espreita dessa adolescência rebelde, contudo, sempre cutucando seu coração, está a prolongada ausência do pai. Quando o garoto finalmente descobre a verdade, arrisca-se a perder sua juventude. Para sempre.

O autor:

GyorgyDragomanGyörgy Dragomán nasceu em Marosvásárhely, Romênia, em 1973, e se mudou para a Hungria aos 15 anos. Seu primeiro romance, Genesis Undone, venceu o Bródy Prize de Melhor Livro de Estreia, em 2002. O rei branco, publicado em húngaro em 2005, ganhou os prêmios József Attila, Tibor Déry e Sándor Márai e foi traduzido para vinte idiomas. O autor mora em Budapeste com a mulher e dois filhos.

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Autor:

Estudante de Jornalismo na UFF, leitora voraz, que gosta muito de dividir com os amigos o que lê, o que gosta de ler e o que amou ler.

2 comentários em “{Eu li} O Rei Branco de György Dragomán

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