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{Tag} Arco-íris Literário

Hoje eu vim responder a tag arco-íris literário, que eu vi em vários canais no youtube e segundo a maioria deles ela foi criada pelo canal ArrictineReads. Não fiz vídeo porque apesar de amar o audiovisual, não vejo muito porque… prefiro que leiam minhas linhas sobre os livros. A tag é bastante simples, basta você escolher um livro para cada cor do arco-íris, pela capa. Espero que gostem da seleção!

SAM_2911Vermelho

EU_SOU_O_MENSAGEIRO__1229024851P Essa capa não é toda vermelha, mas a lateral é um vermelho escuro quase marrom. Eu simplesmente amo esse livro, que é do Marcus Zusak, mesmo autor de A menina que roubava livros. Ele tem uma história muito rica e poucas páginas, uma história surpreendente, cativante e inspiradora. O autor escreve muito bem, a narrativa flui, uma história que parece boba, mas tem aquela profundidade que a alma entende. Sinopse: Ed Kennedy leva uma vida medíocre, sem arroubos. Trabalha, joga cartas com cúmplices do tédio, apaixona-se por uma amiga que dorme com todos os vizinhos do subúrbio e divide apartamento com um cão velho. O pai alcoólatra morreu há pouco; a mãe parece desprezá-lo. Certo dia, ele impede um assalto a banco e é celebrizado pela mídia. O ato heróico tem conseqüência. Logo depois, Ed recebe enigmáticas cartas de baralho pelo correio: uma seqüência de ases de ouros, paus, espadas, copas, cada qual contendo uma série de endereços ou charadas a serem decifradas. Após certa hesitação, rende-se ao desafio. Misteriosamente levado ao encontro de pessoas em dificuldades, devassa dramas íntimos que podem ser resolvidos por ele. Uma mulher é estuprada diariamente pelo marido, enquanto uma senhora de 82 anos afoga-se em solidão, à espera do companheiro, morto há mais de meio século. A ele parece caber o papel do eleito, do salvador. Convencido disso, segue instruções e se perde entre ficções de estranhos e sua própria, embaçada, realidade.

Laranja

garotoconves

Esse livro é de um dos meus autores favoritos, o John Boyne, do qual já falei muito aqui.  Ele traz a história de um menino sofrido que pouco teve direito a uma infância , John Jacob, que embarca em um navio para salvar a própria pele. E o navio em questão é o de guerra britânico HMS Bounty  que foi palco de uma revolta de parte da tripulação contra o capitão William Bligh, que acabou deixado à própria sorte em um bote em alto-mar junto com os marinheiros ainda fiéis a seu comando. O menino se envolve em diversas aventuras a bordo e quando chega no Taiti, ele acaba narrando tudo o que percebe sobre a tripulação e o cenário, desvendando como pode ter sido esse motim. É bem interessante! Gostei muito de ler esse livro. Sinopse.

 

 

Amarelo

morte Já falei do livro aqui, então vou só por a sinopse. Quem quiser ver a opinião só clicar aquiSinopse: Quando Barry FairBrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque. A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra. Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista. A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas? Com muito humor negro, instigante e constantemente surpreendente, “The Casual Vacancy” é o primeiro livro para adultos de J.K. Rowling.

 

Verde

rainhadocastelodear

Essa sem dúvidas é uma das minhas trilogias favorita: Millenium. É uma história de ação, suspense, jornalismo, violência, críticas sociais. Esse verde é o romance que encerra a trilogia então não vou falar dele, falar do primeiro para não ter spoiler. Os livro da trilogia são: Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar. No primeiro livro conhecemos a racker Lisbeth Salander e o jornalista  Mikael Blomkvist, que tem seus próprios dramas: ela é considerada mentalmente incapaz pela justiça e sofreu vários tipos de abuso por conta disso e ele cometeu um erro jornalístico que pode levar sua carreira e revista para o ralo. Mas juntos eles vão resolver um mistério: Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, sumiu numa ilha sem deixar vestígios, quando criança há quase 40 anos antes da trama. Mais aqui.

 

Azul

mileuma noites Esse é o primeiro livro de uma edição de cinco volumes das Mil e uma noites, da editora Globo, o livro é todo cheio de detalhes e explicações. Parece ter sido feito cm extremo cuidado. Eu só li uma parte, ainda não terminei, mas gostei muito do que lia té agora. Sherazad para não morrer nas mão do sultão que a cada dia mandava matar uma esposa diferente por não confiar nas mulheres. Lendo descobri que a história tem mil detalhes e tá longe de ser só isso. E fiquei encantada com a inteligência de Sherazad que soube contar uma história dentro de outra e de outra, prendendo o sultão e o leitor. “Com as 170 primeiras noites, o livro traz detalhada introdução de Mamede Mustafa Jarouche. Nela, o tradutor conta a intrincada história das supostas fontes em persa e sânscrito que teriam sido a base para o livro e conclui afirmando a originalidade árabe das narrativas. A edição apresenta centenas de notas sobre aspectos lingüísticos ou que explicam o cotejo entre manuscritos e edições árabes, além de anexos valiosos, com traduções de passagens do livro que possuem mais de uma redação, e que servem de elementos de comparação para o leitor interessado na história da constituição do próprio Livro das mil e uma noites”.

Azul anil (Indigo)

cronicamorte

Esse livro é extremamente curioso, você já sabe como ele termina no começo, mas mesmo assim ele te prende página por página. E o título irônico não poderia ser mais acertado para esse livro: nele descobrimos o detalhes da morte de Santiago Nasar, que todos poderiam evitar, mas o que é o destino? ‘Em que e em quem acreditar? Como descartar a parcialidade das versões e o “espelho quebrado da memória” dos envolvidos’. Gabriel García Márquez escrevia com uma habilidade impressionante. Sinopse: Neste livro, no sonho que Santiago Nasar acaba de ter, Plácida Linero – sua mãe, especialista em interpretar sonhos alheios – não pressentiu nada macabro. No entanto, de madrugada, Santiago vai ao encontro de uma morte certa. Passou uma noite de vinho e mulheres, rindo e compartilhando da devassidão com aqueles que serão seus carrascos. Assistiu às bodas de Angela Vicario, a noiva devolvida por não ter se mantido virgem até o casamento, e que mencionou o nome de Santiago quando quiseram saber, dela, a verdade. Mais do autor.

 Violeta

aabadiajane A abadia de Northanger é o único com a capa meio violeta da estante. Esse livro da Jane Austen foi publicado depois de sua morte, em 1817. Dos livros dela é o mais diferente, a autora comenta várias vezes o jeito da personagem principal como se estivesse comentado com o leitor diretamente. É bom, embora não seja um dos meus favoritos dela. Sinopse: Catherine Morland é porventura a mais estúpida das heroínas de Austen. A própria insistência no termo “heroína” ao longo da obra e a constatação recorrente do quão pouco este epíteto se adequa à personagem central fazem parte da carga irónica da história. E se Catherine é ingénua para lá do que seria aceitável, e o seu amado Henry a personificação de todas as virtudes masculinas mais do que seria saudável, a perfídia dos maus da fita – amigos falsos, interesseiros e fúteis – não lhes fica atrás no exagero. Tudo isto seria deveras irritante não fora o tom divertido com que Austen assume ao longo das duas partes que constituem este livro o quão inverosímeis são as suas personagens… Acrescente-se a paródia do romance gótico e do exagero em que induz as suas leitoras, e uma crítica inteligente aos críticos que acusam o romance de ser fútil e “coisa de mulheres”, e temos uma interessante historieta de amor, escrita com bastante graça e capaz de ultrapassar a moralidade caduca que nos habituámos a esperar da pena de Jane Austen.

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Autor:

Estudante de Jornalismo na UFF, leitora voraz, que gosta muito de dividir com os amigos o que lê, o que gosta de ler e o que amou ler.

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