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{News} Eu li notícias literárias da semana

Autores fazem leilão beneficente para colocar fãs em livros

Após Stephen King e George R. R. Martin, figuras como Julian Barnes e Ian McEwan incluem pagantes em contos e romances. Fonte: O Globo. Continue lendo

Livro de ficção científica vai dar mais de R$ 1 milhão em moedas de ouro a quem desvendar seu mistério

‘Endgame’ também contará com jogo de realidade aumentada. Fonte: O Globo. Continue lendo

Evaldo Cabral de Mello é eleito para a vaga de João Ubaldo Ribeiro na ABL

Historiador e irmão do poeta João Cabral de Melo Neto, ele foi eleito com 36 dos 37 votos; no dia 30 haverá nova eleição para escolher o sucessor de Ariano Suassuna. Fonte: Estadão. Continue lendo

Ouro Preto terá primeira residência no Brasil para escritores estrangeiros perseguidos

Casa Brasileira de Refúgio será anunciada na abertura do Fórum das Letras, quarta-feira, na cidade mineira.Fonte: O Globo. Continue lendo

Senado debate emenda que pede o veto a trechos de biografias

Drama da censura prévia se converte em receio por censura posterior se a lei das biografias for aprovada como está hoje. Fonte: Estadão. Continue lendo

Livro apresente 101 escritores contemporâneos 

‘Por Que Ler os Contemporâneos?’, lançado pela editora Dublinense, traz análises de obras de autores que escreveram o século 21. Fonte: Estadão. Continue lendo

Beatriz Toro estreia na literatura aos 14 anos e planeja carreira

Fonte: Estadão. Continue lendo

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{Eu li} A Invenção das Asas – Sue Monk Kidd

A_INVENCAO_DAS_ASAS_1387406955PSinopse: Em sua terceira obra, Sue Monk Kidd, cujo primeiro livro ficou por mais de cem semanas na lista de mais vendidos do New York Times, conta a história de duas mulheres do século XIX que enfrentam preconceitos da sociedade em busca da liberdade. Sue Monk Kidd apresenta uma obra-prima de esperança, ousadia e busca pela liberdade. Inspirado pela figura histórica de Sarah Grimke, o romance começa no 11º aniversário da menina, quando é presenteada com uma escrava: Hetty “Encrenca” Grimke, que tem apenas dez anos. Acompanhamos a jornada das duas ao longo dos 35 anos seguintes. Ambas desejam uma vida própria e juntas questionam as regras da sociedade em que vivem.

A Invenção das Asas é um livro que conta a história da luta de Sarah Grimké, Angelina Grimké e da escrava Encrenca por liberdade. Nascida em uma família escravista da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. Sarah sempre foi uma menina diferente, a frente do seu tempo como a maioria dos grandes tranformadores. Desde criança, sempre teve seus ideias abolicionistas por não enxergar os escravos de seus pais como pessoas inferiores e que nasceram para servir. Incentivada pelo pai a ler livros de filosofia e direito e aprender a debater suas ideias, esse sentimento de injustiça foi alimentando sua alma e formando alguém que não se contentaria em ser uma dama da sociedade da época. Mas seus pais e irmãos nunca a viram como alguém que ajudaria a mudar o curso da história e tentaram cortar sua educação e suas asas. A personagem precisou primeiro crescer para romper com suas próprias correntes e ai sim poder lutar. Teve que deixar para trás a religião e a família para ser que nasceu para ser.

invencaoParalela a vida de Sarah, temos a narração de Encrenca, criança que já nasceu escrava mais que sempre teve um espírito muito mais liberto do que o de sua dona. Encrenca foi presenteada a Sarah, com 1o anos, e encontrou na outra menina não uma causa de martírio, mas uma pessoa tão confusa quanto ela e que não desejava o seu mal. E que acaba prometendo a sua mãe um dia libertá-la, mas ela não é pessoa de ficar esperando que outra a liberte. Encrenca nos conquista a ponto que não baixa a cabeça nem mesmo diante dos horrores e castigos que sofre e vê os outros sofrerem.

Bens e escravos. As palavras do caderno de couro apareceram na minha cabeça. A gente era como o espelho de moldura dourada e a sela do cavalo. Não pessoas de verdade. Não acreditava nisso, nunca acreditei um dia de minha vida, mas se você escuta os brancos por muito tempo, uma parte triste e derrotada de você começa a acreditar. Todo o orgulho por causa de nosso valor me deixou. Pela primeira vez senti dor e vergonha por quem eu sou. Depois de um tempo, desci pro porão. Quando mamã viu meus olhos vermelhos, ela disse: Ninguém pode escrevê num livro quanto ocê vale.

O livro é composto por personagens riquíssimos e cativantes. No livro também temos Angelina, a irmã mais nova e afilhada de Sarah, que se torna quase que sua filha e cresce disposta também a lutar contra a escravidão por influência da irmã mais velha. Angelina é a personagem necessária para dar um grande empurrão em Sarah, para que ela que é muito ponderada comece a agir mais e encarar a luta. A luta aos poucos vai deixando de ser só pela causa abolicionista, mas também pela liberdade da mulher de se expressar.

O que quer que seja correto moralmente para um homem fazer é moralmente para uma mulher fazer. Ela está dotada por seu Criador dos mesmos direitos e dos mesmos deveres.

Esse é um tema muito instigante. Confesso, que apesar disso, na metade do livro estava ficando um pouco impaciente com Sarah, querendo que ela começasse logo a batalha, mas como se trata de uma mulher da época, a trama é muito coerente pois sua tarefa não era nada fácil, principalmente porque dentro dela também haviam outros sentimentos que eram contraditórios com o que ela queria como o amor pela família e a dor de não construir a sua própria. Então cheguei ao final do livro mito feliz em saber que essas duas irmãs realmente existiram, na nota da autora ela explica que fatos da história delas foram mantidos e o que foi alterado para dar mais sabor a narrativa que é uma ficção.

Elas foram importantes para a causa abolicionista, foram as primeiras mulheres a escreverem manifestos publicados, foram consideradas párias pela sociedade. É muito importante que histórias como essas sejam contadas, a escravidão teve fim mas o preconceito racial ainda existe. A dívida do mundo para com a África ainda existe e temo que nunca será sanada. Infelizmente há pessoas que ainda consideram os negros como pessoas inferiores. E não só os negros mas também os homossexuais. Os mesmos argumentos religiosos que justificavam a escravidão e a onediência da mulher, hoje, apesar de diferentes, ainda ensinam muitas pessoas a acharem que o homossexualismo deve ser eliminado e é prejudicial a sociedade. Abram os olhos e parem de fazer mal a humanidade, as Igrejas já condenaram os negros e depois tiveram que voltar atrás. Porque você acha que com o homossexualismo vai ser sempre tão diferente? Leiam os livros que contam histórias como essas e repensem.

 sueA autora: Sue mora perto de Charleston, na Carolina do Sul. Primeiro livro de Sue, A vida secreta das abelhas ficou por mais de um ano e meio na lista de mais vendidos do New York Times e foi adaptado para o cinema em 2008. Seu segundo romance, O monge e a sereia, que alcançou a primeira posição na lista de mais vendidos do New York Times, ganhou o prêmio Quill de 2005 para melhor obra de ficção e foi transformado em um filme para a TV. Em março, Oprah Winfrey anunciou que a Harpo Films, sua produtora, adquiriu os direitos de filmagem do livro A Invenção das Asas..  Mais informações

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{News} Eu li notícias literárias da semana

‘Harry Potter’ é o livro mais marcante para brasileiros no Facebook

Títulos da saga bateram o bestseller ‘A Culpa é das Estrelas’ e a ‘Bíblia’. Nos EUA, ‘O Alquimista’ está no top 20 dos livros mais marcantes. Fonte: G1. Continue lendo

Prêmio Jabuti revê resultado de cinco categorias e marca nova apuração

Jurados que não preencheram corretamente as fichas terão nova chance e os votos serão recontados na quinta-feira, quando serão anunciados os novos vencedores. FOnte: Estadão. Continue lendo

Com novos aplicativos, audiolivro tenta se reinventar no Brasil

Formato busca segunda chance no mercado, após fracassadas tentativas com fitas cassetes e CDs. Fonte: O Globo. Continue lendo

Publicação dos diários de Heidegger aprofunda debate sobre sua ligação com o nazismo

Convidado para colóquio no Brasil, editor dos ‘Cadernos negros’ analisa acusações de antissemitismo contra o filósofo. Fonte: O Globo. Continue lendo

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{News} Eu li notícias literárias da semana

Patrick Modiano, Nobel de Literatura 2014

Ele é francês de Boulogne-Billancourt, Patrick Modiano, 69 anos, é o último Prêmio Nobel de Literatura. Fonte: Blog Falando em literatura Continue lendo

Rubem Fonseca e Bernardo Carvalho estão entre os vencedores do prêmio Jabuti

Veja a lista dos ganhadores. Fonte: Estadão. Continue lendo

Editoras de livros criam novos artifícios para combater a pirataria na internet

Ainda não há jurisdição específica para o tema. Um dos mais pirateados, em 2012, foi o livro A menina que roubava livros de Markus Zusak. Fonte: Estadão Continue lendo

Apesar de revelar novos autores, autopublicação ainda gera pouco lucro

Origem de autores como E.L. James, iniciativa sofre com baixa remuneração e visibilidade. Fonte: O Globo. Continue lendo

Pioneira pesquisa sobre Pagu ganha nova edição

Obra de Augusto Campos resgata textos da escritora Patrícia Galvão  e chega em edição revisada e ampliada. Fonte: O Globo. Continue lendo

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{Eu li} O Jogo do Anjo – Carlos Ruiz Zafón

O_JOGO_DO_ANJO_1360723302PSinopse: Aos 28 anos, desiludido no amor e na vida profissional e gravemente doente, o escritor David vive sozinho num casarão em ruínas. É quando surge em sua vida Andreas Corelli, um estrangeiro que se diz editor de livros. Sua origem exata é um mistério, mas sua fala é suave e sedutora. Ele promete a David muito dinheiro e sua simples aparição parece devolver a saúde ao escritor. Contudo, o que ele pede em troca não é pouco. E o preço real dessa encomenda é o que David precisará descobrir. Em O Jogo do Anjo, o catalão Carlos Ruiz Zafón explora novamente a Barcelona do início do século XX, cenário de seu grande êxito internacional A Sombra do Vento, que vendeu mais de 10 milhões de exemplares em todo o mundo (skoob).

O mistério em O Jogo do Anjo conseguiu ser mais intrincado e perigoso do que o de A Sombra do Vento. Ambos os livros fazem parte da coleção O cemitério dos livros esquecidos, do autor Carlos Ruiz Zafón, que pode ser lida em qualquer ordem. Já falei do primeiro livro e do autor em outro post, é só conferir aqui.

Nesse livro, tudo é um mistério, David não sabe muitas coisas sobre sua própria vida e nem da das pessoas que ele ama. A conexão com o livro A sombra do vento, não interfere e nem entra em spoilers, e ainda me gerou uma grande dúvida ao longo da história. Cheguei a pensar que o autor havia feito uma confusão, mas fui alertada por uma amiga que isso era apenas mais um parte do quebra cabeça do livro. E aproveito para alertar vocês, leiam até o fim para entender!

Essa é a forma de Zafón montar seu mistério, com pequenas peças aqui e ali, que depois se juntam na engrenagem. Nesse mistério específico, achei um pouco nebulosa e com margem a mais de uma interpretação a grande revelação e o desfecho. Quem é Andreas Corelli e qual o grande mistério que envolve ele e a casa que David comprou? Não espere uma resposta única.

Abri o paletó e estendi um maço de páginas para ele. Penetramos no recinto do cemitério procurando um lugar abrigado da chuva. O patrão escolheu um velho mausoléu que dispunha de uma cúpula sustentada por colunas de mármore e rodeada de anjos de rosto afilado e dedos demasiadamente longos. Sentamos num banco de pedra fria. O patrão dedicou-me um de seus sorrisos caninos e piscou o olho, suas pupilas amarelas e brilhantes fechando-se num ponto negro, no qual podia ver refletido o meu rosto pálido e visivelmente perturbado.

Além do mistério, no livro é sempre discutido o papel dos livros e dos escritores, qual o jeito certo de se escrever uma obra? Vale a pena o escritor sacrificar suas próprias ideias por fins comerciais? Se vender? Acho que muitos escritores já escreveram livros com um tema ou linguagem simplesmente por ser o requisito da editora ou por ser mais vendável, ou ainda o que o seu público espera. Escrever um livro para ter destaque e depois sim escrever a obra prima de sua vida, é uma situação frequente em livros e filmes que envolvem escritores. O que é mais importante: ser ume scritor famoso e bajulado ou escrever algo que você realmente achaque presta?  Sem perder a ideia de que eles também precisam de dinheiro para sobreviver. O personagem, é atormentado pela vontade de ser um escritor de sucesso e como não vender a própria alma em troca disso. Para ele escrever um livro é se entregar aquele trabalho de forma muito intensa, até os dedos sangrarem.

Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço.

Também é um livro sofrido, os personagens sofrem tentando encontrar a felicidade, mas ela está sempre a lhe escapar dos dedos. E acabam sendo momentos fugazes, de contemplação da felicidade que poderia ser, sem realmente participar dela. Impedidos por questões diversas como a sociedade, o dever com outras pessoas, a perda da família, o perigo e até mesmo uma polícia corrupta. Os momentos de refresco nessa dificuldade de existir são sempre baseados na amizade, porque o amor se revela bem complicado e trágico. É um livro para quem gosta de personagens conflituosos, densos e que não necessitam de um final feliz clássico.

No Cemitério dos livros esquecidos a filosofia é de que os livros tem alma e que elas tocam e se modificam de acordo com quem leu. é uma imagem muito bela para quem ama a literatura e se dedica a ela de alguma forma. Qualquer um que ler essa coleção vai se sentir com vontade de visitar os corredores e o cemitério, e ter um livro que faça um contato tão puro. Mas todos temos livros favoritos, quem nunca pensou: nossa esse livro foi escrito para mim! mesmo sem nunca ter chegado perto do autor.

—Há quem prefira acreditar que é o livro que escolhe a pessoa… O destino, por assim dizer. O que está vendo aqui é a soma de séculos de livros perdidos e esquecidos, livros que estavam condenados a ser destruídos e silenciados para sempre, livros que preservam a memória e a lama de tempos e prodígios que ninguém mais lembra. Nenhum de nós, nem os mais velhos, sabe exatamente quando foi criado ou por quem.

Já comecei a ler o livro O Prisioneiro do Céu, em que as duas narrativas convergem. E estou muito curiosa!