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{eu li} O Príncipe da Névoa – Carlos Ruiz Zafón

O_PRINCIPE_DA_NEVOA_1357683435BSinopse: Em 1943, a família do jovem Max Carver muda-se para um vilarejo no litoral, por decisão do pai, um relojoeiro e inventor. Porém, a nova casa dos Carver está cercada de mistérios. Atrás do imóvel, Max descobre um jardim abandonado, contendo uma estranha estátua e símbolos desconhecidos. Os novos moradores se sentem cada vez mais ansiosos: a irmã de Max, Alicia, tem sonhos perturbadores, enquanto a outra irmã, Irina, ouve vozes que sussurram para ela de um velho armário. Com a ajuda de Roland, um novo amigo, Max também descobre os restos de um barco que afundou há muitos anos, numa terrível tempestade. Todos a bordo morreram na ocasião, menos um homem – um engenheiro que construiu o farol no fim da praia. Enquanto os adolescentes exploram o naufrágio, investigam os mistérios e vivem um primeiro amor, um diabólico personagem surge na trama. Trata-se do Príncipe da Névoa, um ser capaz de conceder desejos a uma pessoa, ainda que, em troca, cobre um preço demasiadamente alto.

Esse livro do Zafón faz parte de um grupo de livros que ele publicou na década de noventa (chamado em alguns sites de Trilogia da Névoa), como ele mesmo definiu são livros juvenis, mas escritos para agradar a todas as idades. E poderiam ter sidos escritos por um de seus personagens presentes na trilogia do Cemitério dos Livros Esquecidos publicada posteriormente.

Os elementos presentes nas histórias de Zafón estão todos presentes: mistério, romance, aventura e um vilão maligno/demoníaco/paranormal. Depois de ler esse livro e As luzes de setembro (que falarei  aqui na semana que vem), pude perceber que ele usa nos livros um tipo de vilão parecido, com diferente história, o vilão que volta para cobrar uma dívida. São vilões que oferecem a realização de desejos e cobram um preço alto demais. Normalmente o pagamento é algo que a pessoa não pode dar ou cumprir. Um pacto perigoso que traz consequências para gerações futuras e pessoas ao redor.

É numa trama dessa que os Carver se envolvem ao buscar um novo lugar para morar. Afastados da cidade grande pela guerra, eles se mudam para uma casa de verão que carrega uma história e um passado obscuro. Obscuro porque muitas histórias são meias verdades e estão ali para enganar e proteger. E também pelo grande vilão que retorna do mar para cobrar sua dívida, um vilão que fica a espreita dos desejos alheios.

A narrativa prende, principalmente quando as verdades começam a ser descobertas. Eu me interesso mais pela história e o mistério do que pela parte de ação do livro, quando o perigo se torna palpável. Acho que essa parte acabou ficando um pouco corrida no livro que não tem 200 páginas.

Eu li esse livro depois do As luzes de setembro, e por isso achei um pouco parecido demais em alguns detalhes as duas histórias, mas por fazer parte de um grupo talvez as semelhanças tenham sido propositais. Agora estou lendo O palácio da meia-noite que é o próximo e já me parece mais elaborado do que esse. Esses livros mostram que o autor estava começando na literatura, principalmente se forem comparados com os livros que ele lançou depois. Em O Cemitério dos Livros Esquecidos ( A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu) o fundo histórico é mais delineado e também a forma de escrever usando de varias metáforas deixou os livros bem melhores.

Escrevi estes livros alguns anos antes da publicação de A sombra do vento. Alguns leitores mais maduros, levados pela popularidade deste último, talvez se sintam tentados a explorar essas histórias de mistério e aventura. Espero também que alguns leitores novos possam, caso apreciem a história, iniciar suas próprias aventuras na leitura pela vida afora avalia Zafón.

zafón O autor: Carlos Ruiz Zafón nasceu em 25 de setembro de 1964, em Barcelona, cenário de seus romances A sombra do vento e O jogo do anjo, mas vive desde 1993 em Los Angeles, onde trabalha como roteirista. Em 1993 ganhou o prêmio Edebé de literatura com seu primeiro romance, O Príncipe da Névoa, que vendeu mais de 150 mil exemplares na Espanha e foi traduzido em vários idiomas. Lançado originalmente em 2001, A sombra do vento vendeu mais de dez milhões de exemplares em todo o mundo. Seus livros mais recentes publicados pela Suma de Letras são Marina (2011) e O prisioneiro do céu (2012).  As suas obras foram traduzidas em mais de quarenta línguas e conquistaram numerosos prêmios e milhões de leitores nos cinco continentes.

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Autor:

Estudante de Jornalismo na UFF, leitora voraz, que gosta muito de dividir com os amigos o que lê, o que gosta de ler e o que amou ler.

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