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{news} Eu li notícias literárias da semana

Looking for Alaska | nova adaptação aos cinemas da obra de John Green contrata diretora
A adaptação aos cinemas de Looking for Alaska , primeira obra publicada por John Green, contratou sua diretora. Rebecca Thomas (A Fita Azul) cuidará do novo filme. Fonte: Omelete. Continue lendo

Adaptação de “As Crônicas de Nárnia: A Cadeira de Prata” tem roteiro finalizado e ano de lançamento confirmado!
Roteiro do quarto filme de “As Crônicas de Nárnia” é finalizado e ano de estreia é confirmado!. Fonte: Sobre Sagas. Continue lendo. 

Google Maps dos livros mostra onde cada história se passa

Uma organização britânica resolveu usar o Google Maps e identificar as localizações de onde se passam as histórias contadas nos livros. Bacana, não é? A Lovereading já mapeou mais de 200 obras, inclusive, você mesmo pode adicionar algumas. Que tal fazer um passeio pela cidade do seu livro favorito? Fonte: Catraca Livre. Continue lendo

Harry Potter vai ganhar uma peça de teatro produzida por J.K. Rowling
Saudades da saga Harry Potter? Então prepare o coração pois não é só a trilogia Animais Fantásticos e Onde Habitam que vem aí! J.K. Rowling anunciou uma peça sobre a vida do bruxinho antes de Hogwarts. Fonte: Adoro Cinema. Continue lendo

Na internet, trocar itens é opção ao consumo
Bicicletas, roupas, móveis e brinquedos, todos podem ser conseguidos através de trocas em redes na internet; prática já é bem comum na Europa e vem ganhando adeptos no Brasil. Fonte: Estadão. Continue lendo

J.K. Rowling explica aos fãs por que os tios de Harry Potter o detestavam

Segundo a escritora, desavenças com o pai do bruxo explicam as atitudes do casal. Fonte: O Globo. Continue lendo

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TAG: Confissões de uma bibliófila

tag confissões bibliófilaHoje é segunda, mas não acabei de ler Toda luz que não podemos ver, então resolvi responder a tag Confissões de uma bibliófila, sugerida pela minha amiga Camille, assistida no vlog da Tati Feltrin e original do vlog Karma Kayla. A tag é para responder algumas perguntas sobre os meus hábitos de leitura. Bibliófilo significa aquele que ama os livros e também que os coleciona.

1. Qual é o gênero de literatura que você se mantém longe?

Não gosto de livros de auto-ajuda, me dão a impressão que os seus problemas todos podem ser resolvidos com algumas palavras. E o pouco que já vi me parece óbvio… Não sei como as pessoas realmente deprimidas ou passando por algum problema muito sério se sentem lendo. Se esse tipo de leitura já ajudou muito alguém quem sou eu para julgar, mas parece que pelo menos comigo a princípio não cola.

2. Qual é o livro que você tem na estante e tem vergonha de não ter lido?

O Jogo de Amarelinha, do Julio Cortázar, tenho vergonha porque eu comecei a ler e parei, acho que achei chato por falta de bagagem cultural. Vou tentar mais velha e torcer para dar tudo certo. Ah e tem também o Corcunda de Notre Dame do Victor Hugo, que comecei, achei o começo um pouco descritivo demais, não estava no momento para ler esse livro, mas vou retomar, com certeza, em breve. Já me disseram que é um livro fantástico e que devo gostar.

3. Qual é o seu pior hábito enquanto leitor(a)?

Às vezes fico enrolada com as coisas do dia e deixo para ler muito tarde e se eu embalo no livro vou dormir  mais tarde ainda e no outro dia é uma dificuldade grande para acordar (não gosto de acordar cedo) ou de noite mesmo acabo dando cabeçada no livro cochilando também. Eu não tenho nenhum compromisso ultimamente de manhã, mas eu gosto de ir para a academia cedo, para ter o resto do dia livre, para o dia render, para estudar {to estudando para concurso, rezem por mim}.

4. Você costuma ler a sinopse antes de ler o livro?

Sim, sempre leio a sinopse e pesquiso algumas outras coisas também. Tem vezes que a sinopse me deixa tão curiosa que parto direto para o livro, quando tenho tempo de ficar lendo sinopses na livraria é bem mais legal..

5. Qual é o livro mais caro da sua estante?

Não costumo comprar livros muito caros, não tenho essa verba toda, acho que o mais caro, que eu me lembro, foi O Corcunda de Notre Dame, que foi mais de cinquenta reais porque comprei na bienal e é uma edição linda da Zahar com capa dura. Ultimamente, só compro pela internet, fico esperando as promoções, então o preço mais caro que chego é esse. A Senhora dos Rios, minha mãe comprou pra mim na Travessa, porque a gente estava passeando, e era lançamento, então foi uns 60 reais, mas foi aquela coisa de presentear no momento, bem de mãe mesmo.

6. Você compra livros usados/em sebo?

Muito raramente, acho que o último foi O mundo de Sofia, em 2009, mas não tenho nenhum preconceito contra livros usados, acho que é mais por falta de hábito mesmo. Aqui em Niterói são poucos, às vezes que eu fui comprar algum livro, nas minhas poucas experiências, nem tava muito mais barato também (sebos daqui). Mas ando pensando em tentar completar minha coleção da Philippa Gregory comprando no Estante Virtual, assim que eu estiver com grana, porque os livros que faltam para mim não acho nas livrarias online ou físicas.

7. Qual é a sua livraria (física) preferida?

A que eu mais vou é a saraiva, porque é caminho, fica no shopping aqui em Niterói (pobre de livrarias). Mas a mais fofa do RJ pra mim é a da Travessa, tem um estilo meio antigo e aconchegante. Embora a Cultura seja muito legal também, vende muita coisa, e vários eventos ocorram lá. Vou à livraria mais para olhar e passear mesmo, conversar com as amigas sobre os livros, porque comprar só nas virtuais mesmo, na loja 99,9% das vezes é mais caro que no site. Entendo os motivos deles e não quero que as livrarias acabem, mas para mim não dá. O último que comprei foi o ficcional da Philippa (fiz resenha aqui, o vol.1 da série A Ordem da Escuridão) que por milagre estava o mesmo preço que na internet.

8. Qual é a sua livraria online preferida?

Ultimamente meu coração está dividido entre o Submarino e a Amazon, sempre consulto os preços nos dois e o frete. O frete da Amazon tem sido o mais baixo, mas a submarino tem feito muitas promoções (quando não finge que). Nunca tive problemas com a entrega em nenhum dos dois sites.

9. Você tem um orçamento (mensal) para comprar livros?

Infelizmente não, estou desempregada, então os meus livros físicos tem sido presente mesmo ou algum que não estava caro e não resisti.

10. Quem você “tagueia”?

Eu tagueio as meninas do A Culpa é dos leitores e o Paulo do Ponto para ler.

Espero que tenham gostado da tag! Não esqueçam de comentar, quem mais quiser responder também fique a vontade. Se quiserem sugerir alguma tag só deixar nos comentários. :*

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{news} Eu li notícias literárias da semana

Concurso literário Brasil em Prosa vai premiar contos inéditos de novos talentos
Seleção, promovida pelo GLOBO e pela Amazon com apoio da Samsung, está com inscrições abertas através de plataforma de autopublicação. Fonte: O Globo. Continue lendo

A carta de Stieg Larsson
Foi numa quarta-feira, 18 de junho, que Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander se encontraram pela primeira vez. Os homens que não amavam as mulheres foi lançado originalmente em 2005, e Stieg Larsson nem viu o sucesso que os seus livros fizeram no mundo todo – o autor faleceu em 2004. Dez anos depois, David Lagercrantz dará continuação à série Millennium, levando adiante a ideia de Larsson de publicar mais livros protagonizados por Lisbeth e Mikael, e não só uma trilogia. Fonte: Blog da Companhia. Continue lendo

*Relembre aqui no blog o post sobre continuações feitas por autores diferentes do original.

Milo Manara retrata Caravaggio em história em quadrinhos
O desenhista italiano revê o artista em um projeto ambicioso, com dois volumes. Fonte: Estadão. Continue lendo

Após decisão do STF, biografia de Manuel Bandeira chegará às livrarias com nove anos de atraso
Escrito em 2006, texto teve a circulação impedida pelos herdeiros do poeta. Fonte: O Globo. Continue lendo

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{eu li} Memória de Minhas Putas Tristes – Gabriel García Márquez

memoriasdeminhasputastristesSinopse: No ano em que completa os seus noventa anos, o autor-narrador destas memórias decide se presentear com uma noite de amor com uma adolescente virgem. E é assim, sem rodeios, que Gabriel García Márquez apresenta a história do velho jornalista que escolhe a luxúria para provar a si mesmo, e ao mundo, que ainda está vivo. ‘Memória de Minhas Putas Tristes’ desfia as lembranças de vida desse solitário personagem. Apresenta ao leitor as aventuras sexuais deste senhor, que vai viver cerca de cem anos de solidão embotado e embrutecido, escrevendo crônicas e resenhas maçantes para um jornal provinciano, dando aulas de gramática para alunos tão sem horizontes quanto ele, e, acima de tudo, perambulando de bordel em bordel, dormindo com mulheres descartáveis.

Esse livro é surpreendente, impressionante o que o autor consegue fazer em tão poucas páginas. Mas se tratando de um autor brilhante como Gabriel García Márquez já era de se esperar. É o terceiro livro que leio do autor, Já li Cem anos de Solidão (resenha) e Crônicas de um morte anunciada. Apesar do tema, o livro não é só sobre sexo, é um livro extremamente poético que fala sobre envelhecimento, solidão, sonhos, ilusões, amor… O personagem que não nos conta seu nome, sempre pagou de uma forma ou de outra pelas mulheres que teve, mas nunca tinha amado e aproveitado de verdade a companhia de uma mulher. Ao resolver pagar por uma menina, suas surpresas se dão mais na alma do que na cama.

É muito bacana, o personagem te uma maneira muito peculiar de apresentar  a si mesmo e o mundo para o leitor. Ele é um nonagenário de mente muito ativa, jornalista e cronista, é o dono da história.

Não preciso dizer, porque dá para reparar, a léguas: sou feio, tímido e anacrônico. Mas a fora de não querer ser assim consegui simular exatamente o contrário. Até o sol de hoje, em que resolvo contar como sou por minha livre e espontânea vontade, nem que seja só para alívio de minha consciência.

O personagem nunca amou e se aventurou de verdade, ficando sozinho depois da morte dos pais, acabou vendendo quase tudo para sobreviver e se desapegando das coisas materiais. Mas a história começa quando ele toma uma decisão que gera uma grande mudança na sua vida, coloca a vida de novo em movimento “numa idade em que a maioria dos mortais está morta”.

Quando deram as sete na catedral, havia uma estrela solitária e límpida no céu cor-de-rosa, um barco lanou um adeus desconsolado, e senti na garganta o nó górdio de todos os amores que puderam ter sido e que não foram.

Nas reflexões encontramos diversas citações que combinam com a erudição do personagem e do autor do livro com uma ironia fina e rara. Não há muito juízo de valor, nada é só bom ou ruim, é simplesmente com a  vida é para ambos.

Desde então comecei a medir a vida não pelos anos, mas pelas décadas. A dos cinquenta havia sido mais decisiva porque tomei consciência de que quase todo mundo era mais moço que eu. A dos sessenta foi mais intensa pela suspeita de que já não me sobrava tempo para me enganar. A dos setenta foi temível por uma certa possibilidade de que fosse a última. Ainda assim, quando despertei vivo na primeira manhã de meus noventa anos na cama feliz de Delgadina, me atravessou a ideia complacente de que a vida não fosse algo que transcorre como o rio revolto de Heráclito, mas uma ocasião única de dar a volta na grelha e continuar assando-se do outro lado por noventa anos a mais.

Além das reflexões, o livro é muito engraçado em várias partes graças a personagem Rosa Cabarcas que é dona do bordel e que ora parece saber tudo, sobre o amor, os homens e a luxúria, com tiradas muito boas, ora se mostra surpresa mas sempre pronta a fazer seu papel. Como disse antes, a graça da história está principalmente no jeito como ela é contada e nas pequenas surpresas do enredo que não vou estragar contando.

Me pergunto como pude sucumbir nesta vertigem perpétua que eu mesmo provocava e temia. Flutuava entre nuvens erráticas e falava sozinho diante do espelho com a vã ilusão de averiguar quem sou. Era tal meu desvario, que em uma manifestação estudantil com pedras e garrafas tive que buscar forças na fraqueza para não me colocar na frente de todos com um letreiro que consagrasse minha verdade: Estava louco de amor.

Vale muito a pena ler, da para ler as 127 páginas em um dia. Já leu? Gostou? Não esqueça de comentar. Para você qual o melhor livro de Gabriel García Márquez? Confesso que apesar de admirar muito Cem anos de solidão, estou adquirindo muita afeição pelos livros curtos.

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24 anos

Ontem dia 14 eu fiz 24 anos, e hoje vim mostrar os livros que ganhei e o bolo literário que minha mãe fez para mim 😀

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O primeiro, A Filha do Fazedor de Reis, da Philippa Gregory, é a continuação da série Plantageneta, se passa principalmente no período da Guerra das Duas Rosas. Quem acompanha o blog sabe, porque já falei muito dessa série aqui. Ela mostra esse período conturbado na Inglaterra, sobre a ótica de diferentes mulheres que tiveram papéis fundamentais nessa história, são romances históricos excelentes. Esse é sobre a Anne Neville que foi rainha durante um período. Nos outros livros é uma personagem que eu não gosto muito, mas como a autora é fantástica, quero a série completa e tenho certeza que vou gostar. (Resenha dos livros anteriores: A Rainha Branca, A Rainha Vermelha, A Senhora dos Rios.) Eu sou apaixonada pelos livros da Philippa, então tem outras resenhas aqui no blog, sobre os livros dela que contam a história da dinastia Tudor, só pesquisar o nome dela na lupa. Ganhei do meu padrasto, obrigada!

O segundo livro na foto é fantasticamente poético, do Gabriel García Márquez, Memórias de minhas putas tristes é o terceiro livro que li do autor e só me impressiono cada vez mais com sua maneira poética e perfeita de escrever. Vou fazer um post amanhã com a resenha, fiquem de olho! Ganhei da Camille, amei!

E por último um livro que está fazendo bastante sucesso com a crítica, o Toda luz que não podemos ver, tem uma trama dramática que se passa na Segunda Guerra Mundial, provavelmente é o próximo livro que eu vou ler. Ele é um dos principais lançamentos da Intrínseca esse ano. Não conhecia o autor ainda, Anthony Doerr, espero que seja muito bom. Ganhei da minha amiga Elena (obrigada, sua linda).

Agora o meu bolo! 😉

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Além de fofo estava uma delícia, ele tinha lombadas de livros na volta toda *.*

Minha mãe, Simone Oliveira, faz bolos de todos os tipos, um mais lindo do que o outro. Quem quiser conhecer o trabalho dela, só acessar a página Sweet Cake e Mania de Biscuit (ela faz biscuit também).

bolo literário
A inspiração foi esse aqui. Tem outros aqui bem legais.