Publicado em Notícias

{news} Eu li notícias literárias da semana

O preço do livro ao redor do mundo
Uma simples comparação entre valores praticados aqui e em outros catorze países. Fonte: Cabine literária. Continue lendo

Nova série baseada na obra de Agatha Christie acaba de estrear na Inglaterra
Estreou neste domingo, 26 de julho, na BBC Inglesa, a série Partners in Crime. produzida para celebrar os 125 anos de nascimento de Agatha Christie. Fonte: LP&M. Continue lendo

Escritores analisam mudanças no meio literário e impasses da leitura no país
Revolução digital e bolsas de tradução mudaram cenário, mas formação de leitores continua a ser desafio. Fonte O Globo. Continue lendo

Silviano Santiago: ‘Diálogo entre leitor e texto ganhou a arena pública’
Em artigo exclusivo, ensaísta analisa as transformações da crítica literária. Fonte: O Globo. Continue lendo

Em novo ‘Millenium’, Lisbeth Salander tenta hackear inteligência americana.
A Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA) será o próximo alvo da superhacker Lisbeth Salander. A Garota na Teia de Aranha, continuação da trilogia “Millenium” de Stieg Larsson, escritor sueco morto em 2004, escrita pelo também sueco David Lagercrantz teve seus primeiros detalhes revelados por sua editora na Inglaterra, MacLehose Press, nesta quarta (22). Fonte: Folha de S.P. Continue lendo

Booktubers
Há alguns anos acompanho o fenômeno dos booktubers — leitores que criam canais no YouTube para postar vídeos sobre livros. A proposta é simples: eles sentam diante da câmera e conversam informalmente com a audiência sobre impressões de leitura. São vídeos opinativos, em sua maioria, e que não pretendem fazer o papel de critica literária especializada. Ao contrario, muitos costumam reforçar que são apenas leitores e que fazem o canal por diversão, nada mais. Fonte: Blog da Companhia. Continue lendo

A menina que doa livros
Quer uma boa leitura de graça? Basta procurar Giovanna Pampolin no Minhocão. Fonte: Carta Capital. Continue lendo

AS 10 LIVRARIAS MAIS INTERESSANTES DO MUNDO
María Luisa Fundes, do jornal “ABC”, de Madri, escreveu pequenos textos sobre as dez livrarias mais interessantes do mundo. “Para os aficionados à leitura, as livrarias são paraísos inigualáveis e incomparáveis.” Lá, entre as estantes, descobre-se o universo, globaliza-se o conhecimento. Muitas pessoas passam horas circulando entre as estantes, folheando e lendo algumas páginas dos livros. Fonte: Revista Bula.  Continue lendo

Textos de Jane Austen viram disfarce para hacker na internet. Fonte: Folha de S.P. Continue lendo

‘O Pequeno Príncipe’ é best-seller há mais de meio século
Um dos mais famosos personagens da literatura universal, o Pequeno Príncipe já estampou uma enorme variedade de produtos – de sandália a joia, de chocolate a caderno. Agora, a campanha é para que a história vire um brinquedo de montar. Se 10 mil pessoas votarem a favor do projeto, no site da Lego, a ideia será avaliada pela empresa. Fonte: Estadão. Continue lendo

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Quintane-se

Em 30 de julho de 1906 nascia o poeta Mario Quintana, e ele é um dos poetas mais fofos que já existiu. E eu adoro esse poema:

Quintana-1Poeminha do contra

Todos esses que aí estão

Atravancando meu caminho

Eles passarão

Eu passarinho

Mario Quintana

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{eu li} Toda luz que não podemos ver – Anthony Doerr

Toda luz que nao podemos verSinopse: Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.

Comecei esse livro com grandes expectativas que foram correspondidas conforme li o livro. No começo estava lendo poucas páginas, interrompendo a leitura toda hora e o livro parecia que não ia fluir. Mas o problema era comigo, eu que tinha que dedicar mais o meu tempo a uma narrativa muito especial que não é linear e que envolve muitos detalhes e muitos personagens importantes. O livro se passa durante a segunda guerra, acompanhamos a história de Marie e Werner, suas mudanças e ao mesmo tempo flashes do ano de 1944 onde o caminho dos dois se cruza definitivamente (e você logo percebe que não vai ser nada fácil). Isso porque suas histórias já tinham elos desde o começo do livro que o leitor aos poucos vai percebendo. Além disso, ano é importante porque um ataque aéreo organizado pelos aliados destrói a cidade francesa de Saint-Malo e expulsa os alemães. O ataque liberta, mas em guerra todos pagam, principalmente os inocentes.

Veja também a resenha em vídeo:

A história, narrada em terceira pessoa, se passa na França e na Alemanha. Em Paris, Marie vive com o pai, que é muito mais do que um chaveiro, no começo me interessei mais por ele do que por ela. Ele é um verdadeiro artista, sabe criar cofres, caixas secretas, objetos com seus próprios segredos para guardar preciosidades, alguns nem precisam de chave. Ele é um excelente pai, que ensina a filha (a esposa já faleceu) a se virar e ler em braile depois que ela fica cega. Ele trabalha em um museu, então os arredores da filha são sempre bem interessantes e ela vive feliz mesmo sem poder enxergar.

No entanto, também há lugar para o orgulho _ orgulho de fazer tudo sozinho. De ver a filha tão curiosa, tão resiliente, Há a humildade de ser o pai de alguém tão forte, como se ele fosse meramente um canal para algo maior. Esse é o sentimento de agora, pensa ele, ajoelhado ao lado da menina, lavando o cebelo dela: como se o seu amor pela filha ultrapassasse os limites do seu próprio corpo.

saint maloAté que precisam deixar a cidade e ir buscar abrigo na casa do tio-avô dela, que mora em Saint-Malo (região da Bretanha), um senhor recluso e traumatizado com a primeira guerra. A cidade é um refúgio afastado o princípio, antes da guerra tomar conta de tudo. É bonito ver como uma criança pode iluminar a vida de alguém e como o conhecimento, a curiosidade e o amor podem tirar alguém da toca.

Ele a fez girar; os dedos dela reluzem no ar. à luz da vela, ela aprece ser de outro mundo, o rosto todo cheio de sardas e no centro das sardas aqueles dois olhos imóveis como as bolsas dos ovos das aranhas. Eles não o seguem, mas tampouco o incomodam; parecem olhar para um lugar diferente, mais profundo, um mundo que consiste apensas de música.

Além disso, seu pai leva também um tesouro do museu (tamanha a confiança que o personagem passa) que dizem carregar uma maldição e que desperta a cobiça de um homem poderoso relacionado ao governo alemão, responsável por capturar obras e jóias para os nazistas, avalia-lás quanto a sua autenticidade, principalmente. Naquele sonho louco de Hitler de pegar as maiores oras e criar um museu do mundo. O autor também retrata o esforço de pessoas comuns em se libertar da opressão, correndo riscos de serem apanhadas.

É muito interessante ver como a ocupação alemã assusta os franceses, que primeiro se preocupam com coisas fúteis, como alimentos refinados que somem, e depois veem que podem perder a liberdade ou a vida. A própria Marie reclama muito no começo e vai amadurecendo. O que mais me impressionou na história dela foi como o autor soube transformar a cegueira em sua aliada, com o desenvolvimento dos outros sentidos e uma capacidade de andar sem esbarrar nas coisas por memorização do lugar dos objetos. Isso é vital no momento mais tenso do livro.

No outro lado da história, temos Werner um órfão alemão, que cresce em um orfanato, com sua irmã, cuja única perspectiva é fazer 14 anos e trabalhar forçadamente nas minas de carvão (trabalho totalmente insalubre). Mas sua vida sofre uma mudança drástica quando seu talento para concertar rádios e sua inteligência é reconhecida. Ele vai estudar numa escola alemã e depois trabalhar captando ondas de rádio para o exército. Ele é um garoto muito inteligente, que aprendeu vários conceitos científicos por um misterioso programa de rádio, no começo ele se deslumbra com a possibilidade de ser alguém importante, aprender mais e trabalhar para o país, mas logo vê que o preço é alto.

Ainda na escola a vida não é fácil nem para os alemães devido a esse ideal nazista de purificação da raça ariana, alguns se veem em risco quando não são táo perfeitos como se espera deles (inteligentes, claros, atletas, ferozes…). Eles são medidos e testados como cobaias. E mesmo os que passam no teste são criados para obedecer a um nacionalismo cruel. Mas apesar dos pesadelos Werner tem uma chance de se redimir e não poderia ter escolhido uma vida diferente nas circunstâncias em que vivia.

Há cadete com pele de leite, íris de safiras e redes ultrafinas de veias azuis nas costas das mãos. Por enquanto toda via, com as rédeas nas mãos da administração, eles são todos iguais, todos *Jungmänner. Eles se amontoam pelos portões juntos, engolem ovos fritos no refeitório juntos, marcham pelo quadrilátero, passam por revista, fazem continência par a abandeira, atiram com rifles, tomam banho e sofrem juntos. Cada um é uma porão de argila, e o ceramista, que é o imponente comandante, está moldando quatrocentos jarros idênticos.  *Homens jovens

Os ideias nazistas são apresentados nesse livro de uma forma diferente, não vemos o lado judeu, mas o lado problemático para os próprios alemães. Como as ideias são incutidas nas pessoas, principalmente nos jovens como adiantei. E no caso de Werner alguém que tem uma mente em conflito por isso, a irmã que ele deixa para trás representa principalmente sua consciência.

A vida é um caos, senhores. E o que representamos é a imposição de uma ordem ao caos. Mesmo no caso dos genes. Estamos impondo ordem na evolução das espécies. Separando os inferiores, os desregrados, separando o joio do trigo.

O rádio é um elemento fundamental nessa história, um fio condutor que aos poucos liga Marie e Werner, o próprio rádio é uma pista. O leitor fica querendo saber de tudo ao mesmo tempo, chaga um momento que não dá mais para largar o livro. É um livro que eu aconselho ler trechos grandes para não se perder e deixar passar detalhes. Nele há muitos parágrafos também sobre ciência, eletrônica, ondas, temas que também são importantes no retrato histórico. Tem todos os elementos para os fãs de romances históricos e para os que não são fãs se tornarem.

anthony doerrO autor:
Anthony Doerr é americano e com esse livro ganhou o Prêmio Pulitzer de ficção de 2015.  é historiador e autor dos livros The Shell Collector Memory Wall (contos), Four Seasons in Rome (memórias) e About Grace (romance), dedicou 10 anos a criar Toda luz que não podemos ver. Pelo que li ele ficou bem surpreso com o prêmio e a repercussão do livro, antes do sucesso recente não se sustentava com a escrita e dava aulas de redação. Confesso que achei graça com a semelhança dele e do John Boyne, dois carecas que escrevem romances históricos. 🙂 Anthony tem tudo para ser um dos meus favoritos como o Boyne.

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{news} Eu li notícias literárias da semana

Cidade natal de Harper Lee celebra ‘Vá, coloque um vigia’, novo livro da autora de ‘O sol é para todos’
Cópias do livro compradas em Monroeville terão marcação especial. Fonte: O Globo. Continue lendo

Katniss vai para o embate definitivo – e épico – em novo trailer de Jogos Vorazes: A Esperança – O Final. Fonte: Adoro Cinema. Continue lendo

Aos 84 anos, Augusto de Campos lança livro inédito e fala sobre trajetória da poesia concreta
Em “Outro”, autor e tradutor mantém tradição política do movimento com “desomenagem” ao golpe de 1964. Fonte: O Globo. Continue lendo

Os detetives e seus amigos
Para comemorar o dia do amigo, veja uma seleção de amizades curiosas no universo dos policiais – quatro literárias e uma do cinema. À parte as parcerias convencionais, como Sherlock & Watson e Poirot & Hastings, encontre cinco duplas que brigam, dormem juntos, se pegam no tapa e fofocam, mas sempre cuidando um do outro. Fonte: Literaturapolicial.com. Continue lendo

O recluso escritor Rubem Fonseca sai da toca vai à ABL receber prêmio
Ele ganhou o Prêmio Machado de Assis, no valor de R$ 100 mil, e aproveitou rara saída para falar sobre sua relação com a literatura; veja os outros premiados. Fonte: Estadão. Continue lendo

John Green quer Taylor Swift em adaptação de “Quem é Você, Alasca?
Autor dos romances adolescentes “A Culpa é das Estrelas” e “Cidades de Papel”, que fizeram sucesso também nos cinemas, John Green tem uma favorita para estrelar “Quem é Você, Alasca?”, sua próxima adaptação cinematográfica: ninguém menos do que Taylor Swift. Em tom de “brincadeira séria”, o escritor manifestou o desejo durante uma entrevista à TV americana, enquanto divulgava o longa “Cidades de Papel”. Fonte: Cinema UOL. Continue lendo

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{livro infantil} A princesa que não tinha reino – Ursula Jones

Hoje é sábado, dia da minha irmã Ana Clara falar de um livro infantil que leu e o que achou. O livro da vez é o A princesa que não tinha reino. Sinopse: Era uma vez uma princesa que não tinha reino. Tudo o que ela possuía era um pônei, uma carruagem e um guarda-chuva vermelho para protegê-la da chuva. O que ela não tinha em bens materiais, no entanto, possuía em educação, inteligência e beleza – qualidades que a tornavam muito mais atraente do que várias princesas com um belo reino. Vários reis se encantaram por ela e até a pediram em casamento. Mas ela sempre pensava – para que ter um reino?