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{eu li} O Projeto Rosie – Graeme Simsion

O_PROJETO_ROSIESinopse: Perto de completar 40 anos, o peculiar professor de genética Don Tillman havia desistido do amor. Para acompanhar sua rotina severamente cronometrada, com esquema de refeições padronizadas, um cronograma para a execução de cada compromisso e lidar com sua falta de habilidade social, só mesmo a mulher perfeita. E ele já sabe como encontrá-la. Ou pelo menos acha que sabe. Ele desenvolve o projeto Esposa Perfeita, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a selecionar candidatas adequadas a seu estilo de vida, mas quando Don conhece a jovem Rosie ele descobre que nem tudo na vida pode ser programado… e que o amor pode, de repente, vir a seu encontro.

Comecei a ler o livro O Projeto Rosie porque achei a sinopse divertida, apesar da busca por um par perfeito ser um pouco clichê. E também porque o livro é querido por muita gente e vai virar filme estrelado pela Jennifer Lawrence no papel de Rosie. Para mim não é dos melhores, eu ri e gostei do casal de personagens principais mas tenho algumas ressalvas com o livro.

O que achei problemático é que apesar de cenas ótimas, algumas partes do livro foram pouco exploradas e o autor me pareceu correr com a história. Principalmente nas primeiras 90 e poucas páginas e no final que ficou abrupto (parece que acontece mil coisas em menos de 30 páginas. E o principal enigma da história na verdade não é se o casal vai ficar junto e sim quem é o verdadeiro pai de Rosie, coisa que matei antes do fim.

Voltando agora a história, no livro conhecemos Don que como descrito na sinopse é metódico, objetivo e tem dificuldade de ser sensível com coisas que são consideradas emocionantes pelos demais, sua empatia não é como a de todo mundo, e isso afeta o seu jeito de tratar as pessoas. Durante o livro ele fala que sofreu bulling por isso na escola, mas que aprendeu a lidar, também conta de como psicólogos e médicos tentaram rotular o seu “defeito”, como ele chama, mas que para ele isso não tinha muita importância. Aos poucos ele deixou seu lado controlador assumir sua rotina que é toda cronometrada.

Nem todo mundo tem paciência em conhecer e se tornar amigo de alguém assim, na história Don tem um casal como amigos (conselheiros, psicólogos…), mesmo no meio científico que ele trabalha com genética sua objetividade o tempo todo chega a ser mal vista. Embora quem lê concorde com ele em alguns pontos.

Ele acha que mesmo não estando apaixonado e não conseguindo compreender essas emoções, está na hora de se casar. Ele se acha um bom partido em questões lógicas: físico, condições financeiras, estabilidade. E através de um questionário criterioso vai procurar candidatas que se enquadrem no seu ideal de perfeição. Mas no meio dessa busca ele vai conhecer a Rosie, que é o contrário de muita coisa e que vai mostrar para ele que para gostar dele não precisa ser assim tão perfeita e que ele também pode afrouxar um pouco. Nisso a história é bem fácil de captar que eles vão acabar juntos.

O “imprevisível” acontece e ele se vê interessado em Rosie, mesmo sem entender, ela conquista um espaço na sua vida, por causa de um problema que Don está bem apto a resolver. Ela não sabe ao certo quem é seu pai, sua mãe não revelou antes de morrer e ela foi criada pelo padrasto com quem tem uma relação difícil. Mas por terem algumas pistas aliadas a facilidade quem Don tem de fazer testes de DNA, eles vão buscar esse pai. Apesar de Don ver que a busca atrapalha seu projeto esposa, ele não consegue abandonar a ideia e vai percebendo o que sente por Rosie. Até evoluir para ele querer parecer romântico.

O livro conta com alguns trechos bem engraçados e críticos. É engraçado ver Don meter os pés pelas mãos em algumas situações bizarras como tentar treinas sexo com um esqueleto no laboratório e obviamente ser flagrado na situação embaraçosa. OU não entender porque alguém gosta de sorvete de um sabor específico.  A Rosie também é uma personagem divertida que consegue fazer o Don se libertar um pouco de seus métodos por ter personalidade forte. Ela também vai fazer uma crítica, necessária na história (embora curta), se mostrando feminista, ao método de Don para conseguir alguém como altamente machista e objetificador da mulher (o que é verdade, mesmo sem a intenção).

Então o livro apesar de ser um pouco previsível, tem momentos prazerosos de leitura e divertidos. Gostaria que o autor não tivesse corrido tanto com a história, a ideia é boa e poderia ter sido mais bem trabalhada. Acho que vai dar um filme engraçado. Vários filmes são usados pelo autor como referência do ideal romântico…

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O autor

O australiano Graeme Simsion hoje é escritor em tempo integral, mas antes de se dedicar totalmente à literatura era consultor de tecnologia da informação e professor. É casado com Anne, professora de psiquiatria e autora de ficção erótica, com quem tem dois filhos. Fonte: Skoob

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Autor:

Estudante de Jornalismo na UFF, leitora voraz, que gosta muito de dividir com os amigos o que lê, o que gosta de ler e o que amou ler.

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