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{eu li} Orgulho e Preconceito – Jane Austen

ORGULHO_E_PRECONCEITO_1264992203BSinopse: Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.

Esse livro não estava no planos de leitura, mas depois de rever o filme, me veio aquela vontade de reler e não resisti (somados ao fato da leitura do terceiro livro de As Memórias de Cleópatra que não está sendo muito instigante :/ ). Eu adoro esse livro, um dos favoritos e o que mais gosto da autora, já tinha comentado algo sobre ele aqui e até compartilhei a resenha de uma amiga, em um post que fiz sobre a adaptação de outros autores em cima de obras já existentes (utilização de personagens, continuações da história…). Jane é uma autora que já ganhou muitas adaptações, livros como “Orgulho e Preconceito e Zumbis” e “Morte em Pemberley“. E também muitas adaptações para o cinema e para a TV.

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Mas hoje após essa releitura aproveito para dar a minha opinião sincera sobre o livro. Primeiro que é um dos meus favoritos. O liro agrada não só pelo romance (um dos melhores casais), mas também porque é cheio de críticas sociais e ironias.

Como diz a sinopse, fazer um bom casamento era a grande preocupação das mães, ainda mais para uma mãe de cinco filhas como a Sra. Bennet. Jane, Elisabeth, Mary , Kitty e Lydia. A primeira considerada a mais bela (e sensível), a segunda a mais inteligente e as outras um tanto cabeças ocas. Elisabeth é com certeza uma das personagens femininas mais cativantes, a favorita do pai, que não abaixa a cabeça e tem sempre uma resposta na ponta da língua. No livro a questão da mulher no final do séc. XVIII é fortemente discutida, qual o seu papel? O que pode desejar? Aspirar para seu futuro?

_Sendo assim _observou Elisabeth _, devem ser muitas as suas exigências para que considere uma mulher prendada.
_Sim, são muitas exigências.
_ Oh! Sem dúvida. Exclamou sua fie colaboradora-ninguém pode ser considerado prendado se não superar em muito o que se encontra na maioria. Uma mulher deve ser profunda conhecedora de música, canto, desenho, dança e línguas modernas para merecer tal adjetivo. E, além de tais dotes, deve possuir um algo mais em suas atitudes e modo de andar, no som de sua voz, em seu vocabulário e no modo como se expressa, ou o termo seria apenas parcialmente merecido.
_Tudo isso ela deve possuir – acrescentou Darcy-, e a tudo isso ela deve ainda somar algo mais substancial, com o aperfeiçoamento do intelecto através de muita leitura.
_Já não me surpreende mais que o senhor conheça apenas seis mulheres prendadas. gora me pergunto se realmente conhece alguma.
_ Será a senhorita tão severa em relação ao próprio sexo a ponto de duvidar da possibilidade de tudo isso?
_Nunca vi uma mulher assim. Nunca vi tanta habilidade, bom gosto, determinação e elegância juntas, como descreveu.

O livro começa com a chegada do Sr. Bingley, um jovem rico e solteiro. E como a autora começa o livro dizendo, quando um jovem assim aparece, mesmo antes de saber mais sobre ele, ele já vira “propriedade de direito das moças do lugar”. A Sra Bennet, logo faz questão de que ele conheça suas filhas e encoraja o interesse por Jane, com certo sucesso. Ele é tudo que um bom homem deve ser, amistoso, cordial, dança com Jane. Mas traz consigo suas irmãs (logo insuportáveis) e o amigo Mr. Darcy.  Fitzwilliam Darcy é aparentemente o oposto, não quer dançar com ninguém, tem uma feição dura e parece ter orgulho demais para se misturar com os mais pobres. E acaba ferindo o orgulho também presente em Elisabeth, Lizzie.

Mas durante o livro várias situações acontecem e embates entre esses dois personagens garantem diálogos incríveis. O dois aos poucos vão perceber que as primeiras impressões e o preconceito podem enganar muito. E atrapalhar muito.

A trama é cheia de reviravoltas e pequenas surpresas que não vou revelar no post, só é interessante saber que as opiniões vão mudando. Não só sobre Lizzie e Darcy, mas a própria Jane terá sua postura questionada e Mr.Bingley pode ser muito influenciável, além das irmãs mais novas, é claro que não são nada fáceis. A família e os amigos exercem muita influência sobre os personagens principais, os personagens crescem no livro e ganham vários tons conforme as personalidades são moldadas. E assim aparecem os vários estereótipos da época e as críticas sutis. O texto é repleto de ironia, a autora aprende o leitor preocupado com aqueles personagens e com o destino dos casais, mas sem perder os problemas e situações absurdas.

O livro também é perfeito para quem gosta de mergulhar em outro período histórico: bailes, etiqueta, modo de viver. Mas o livro escrito em 1813, já fez mais de duzentos anos, ainda traz marcas que a sociedade não perde.

Cinema:

O filme de 2005 é um dos meus favoritos. Apesar de algumas situações acontecerem diferentes, os diálogos principais estão ali! Também há uma adaptação da década de 40, mas eu nunca assisti. Também foram feitos filmes para a tv e miniséries pela BBC. Se você procurar vai encontrar adaptações de quase todos os livros da Jane feitos pela BBC.

janeA autora: Jane Austen, nasceu no dia 16 de dezembro de 1775, em Steventon, perto de Basingstoke. Sétima filha do reitor da paróquia, viveu com a família em Steventon até se mudarem para Bath, após a aposentadoria do pai, em 1801. Após a morte dele, em 1805, ela se mudou com a mãe; em 1809, estabeleceram-se em Chawton, perto de Alton, Hampshire, onde permaneceria, com exceção de algumas visitas a Londres, até maio de 1817, quando se mudou para Winchester a fim de ficar perto de seu médico. Ali morreu no dia 18 de julho de 1817. Jane Austen era extremamente modesta com relação ao próprio gênio, descrevendo sua obra ao sobrinho, Edward, como “um pouco (duas Polegadas de espessura) de Marfim, que eu esfrego bem com uma Escova, de modo a produzir pouco efeito depois de muito trabalho”. Quando menina escrevia contos, incluindo versões burlescas de romances populares. Suas obras só foram publicadas após muitas revisões, e ela teve quatro de seus romances editados em vida: Razão e sensibilidade(1811), Orgulho e preconceito (1813), Mansfield Park (1814) e Emma (1815). Dois outros romances, A abadia de Northanger e Persuasão, foram publicados postumamente em 1817, com uma nota biográfica de seu irmão, Henry Austen, anunciando formalmente pela primeira vez a identidade da autora. Persuasão foi escrito enquanto ela lutava contra problemas cardíacos, entre 1815 e 1816. Deixou ainda duas obras: um romance epistolar curto, Lady Susan, e um romance inacabado, The Watsons. No momento de sua morte, ela trabalhava em um novo livro, Sandition, do qual sobrevivem apenas fragmentos.

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Autor:

Estudante de Jornalismo na UFF, leitora voraz, que gosta muito de dividir com os amigos o que lê, o que gosta de ler e o que amou ler.

6 comentários em “{eu li} Orgulho e Preconceito – Jane Austen

  1. Ah, Darcy… Quem não é apaixonada por ele, mesmo que não tenha lido o livro, mas assistido ao filme e série? Resenha ótima como a em vídeo 🙂 Já disse realmente a minha opinião lá no canal, então por aqui digo que tenho forte desejo de er os livros da Jane, não só este, pois eu sei que haverá uma crítica ótima. Beijos e parabéns pelas resenhas!

  2. Oi Thamiris… parabéns pela resenha, esse filme é muito bom, porém nunca li o livro e agora vejo que PRECISO ler rsrsrs… E Parabéns por está trazendo sempre livros tão bons!
    beijos!

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