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{euLi} O Corcunda de Notre Dame – Victor Hugo

O_CORCUNDA_DE_NOTRE_DAME_1376882884BSinopse: Na Paris do século XV, a cigana Esmeralda dança em frente à catedral de Notre Dame. Ao redor da jovem e da igreja, dançam outros personagens inesquecíveis – como o cruel arquidiácono Claude Frollo, o capitão Phoebus, a velha reclusa Gudule e, claro, o disforme Quasímodo, o corcunda que cuida dos sinos da catedral. Com uma trama arrebatadora, que tem a cidade de Paris como bem mais do que um mero pano de fundo, Victor Hugo criou um dos grandes clássicos do romantismo francês, de leitura irresistível. Essa Edição Comentada e Ilustrada inclui tradução, apresentação e notas de Jorge Bastos Cruz e mais de 50 ilustrações originais.

Eu comprei esse livro na penúltima Bienal do Livro no RJ e demorei para ler, já tinha pego e achado o começo um pouco confuso e descritivo, não era a hora para esse livro, embora o interesse ainda estivesse ali. E ainda bem porque foi só enveredar por mais algumas páginas para não conseguir largar o livro.

Confira também o vídeo aqui ou no final da página.

É engraçado que ler esse livro desconstrói um dos filmes da Disney que mais gosto até hoje (sim, sei todas as músicas e falas). Se bem que, aos poucos fui me chocando com as diferenças mas ao chegar ao final fiquei com a sensação de que fizeram o possível para adequar a uma história infantil. Embora aquela cena do Frollo cantando na lareira sobre como Esmeralda o “enfeitiçou” seja assustadora e não tenha nada de infantil. E pra mim mostrou bem a tormenta desse personagem tão louco.

O cara é consumido por um sentimento que ele não consegue realizar, mas não tem como ter pena dele, não consigo. Ela não tem culpa dele ser padre, assustador e velho. Esmeralda era sim muito bonita, mas não esse mulherão do filme, no livro é uma beleza pura. E também uma menina, uma adolescente, com nada de bruxa, mas que representa bem o pavor e curiosidade que as pessoas da época tinham sobre os Egípcios/ciganos. No livro as pessoas tem uma espécie de amor e ódio por ela, de curiosidade sobre o que ela faz com sua cabra Djali, truques inocentes mas que podem ser mal interpretados com um piscar de olhos. Logo percebemos quão ingênua ela é quando ela se apaixona pelo capitão Phoebo ( que diferente do filme é um egoísta).

O outro personagem fundamental desse livro é Quasimodo, o sineiro que vive para seus sinos que o deixaram surdo. Ele foi acolhido por Frollo, na época um padre raso de Notre Dame, com a esperança de garantir um lugar no céu para seu único irmão através dessa caridade. O menino deformado que tem uma história que vamos descobrindo ao longo do livro, não ia ser adotado por mais ninguém, as senhoras preconceituosas da época já achavam que ele era um filho do diabo.

Não vamos tentar dar ao leitor uma ideia do nariz tetraédrico, da boca em ferradura, do olho esquerdo minúsculo e obstruído por uma desgrenhada sobrancelha ruiva, enquanto o direito desaparecia por completo sob uma imensa verruga, dos dentes desordenados, desfalcados, parecendo ameias de uma fortaleza,a beiçola calejada em que um daqueles dentes  se posicionava como a presa de um elefante, o queixo bifurcado e, sobretudo, a fisionomia _ uma mistura de malícia, espanto e tristeza. Que se tente imaginar, se possível for, tal conjunto.

Victor Hugo fala de forma muito irônica sobre Quasimodo, tenta nos despertar sentimentos contraditórios por ele, tentando nos causar repulsa para questionarmos nossos valores. Toda a sociedade acusa Quasimodo de coisas impossíveis e se sentem afrontados com sua feiura e esse sentimento é recíproco por uma criatura que também parece odiar a todos. Menos Frollo, seu mestre e salvador, com o qual tem uma relação de obediência irrestrita, e Esmeralda que ele também viu dançar. Quasimodo se sente acuado e rejeitado por todos, e ainda por cima não escuta então a comunicação é muito complicada. A única coisa que as pessoas admiram com assombro é o que ele faz o campanário, o som que produz juto aos sinos é encantador. Mas sempre arrumam um jeito de criticar também.

12443114_1040389916034995_244267469_nQuasimodo é eleito o Papa dos Bufos pela sua feiura, em uma celebração da Festa dos Bufos que acontece logo no começo do livro. Na brincadeira as pessoas faziam caretas e as outras escolhiam a mais feia, que era eleita o Papa dos Bufos. Quasimodo foi levado em um cortejo até a praça onde Frollo acaba com sua brincadeira. E assim termina o único momento em que ele não é reprimido no livro. Sua feiura é sempre impedimento, até Esmeralda que é bondosa e recebe sua ajuda não consegue encará-lo direito, dá uma raivinha dela nessa parte.

Naquele 6 de janeiro o que agitava a população de Paris, como disse Jean de Troyes, era a dupla comemoração, coincidente desde tempos imemoriais, do dia de reis e da festa dos bufos. Nesse dia haveria fogueira comemorativa a Gréve, plantação de maio na capela de Braque e mistério no Palácio da Justiça (uma espécie de peça).

E não é atoa que Victor Hugo escolheu o dia festivo para começar sua história, é uma oportunidade de apresentar personagens de diferentes classes sociais em uma só cena. São tantos nomes e explicações que o capítulo 1 é um pouco cansativo e confuso, mas vencendo esse capítulo tudo fica mais fácil. O autor tem grande apresso pela arquitetura de Paris, pela cidade como um todo, então ele vai contar a história mas mesclando com comentários sobre o cenário. Nesse começo ele vai falar muito sobre o Palácio da Justiça, as praças e o comportamento da população. As pessoas chegaram muito cedo para assistir o tal mistério, mas na verdade estão claramente mais interessadas em ver as figuras importantes, brigar, conversar e ao mesmo tempo irritadíssimas que a história não começa. A confusão quase estoura, enquanto os artistas estão esperando o Cardeal e uma comitiva para começar, até que fica decidido que se comece, mas logo depois que começa temos a decepção do escritor da “peça” que vê a atenção de todos roubada por qualquer coisa.

No meio dessa confusão fica evidente a falta de consideração das figuras de poder da Igreja e da Justiça com o povo, em toda a história há diversas alegorias. Uma das melhores para mim é quando Quasimodo é julgado, após tentar raptar Esmeralda e é julgado por um juiz surdo. Um surdo julgando o outro, é sensacional essa parte!

E a vida desses personagens é enroscada até o fim, é uma história trágica e surpreendente. Quasimodo, Frollo e Esmeralda tem seus destinos entrelaçados até o final. Até onde esses dois homens são capazes de ir pelo coração da última? Sendo que ela ama outro! Em alguns momentos o autor escolhe parar o capítulo em pontos muito tensos o que deixa o leitor agoniado. E começa uma outra historinha, que parece a princípio não ter nada a ver, mas logo você percebe que é a pecinha no quebra cabeça que faltava na história dos personagens principais. A história é fenomenal, vale a pena se esforçar e ler cada nota de rodapé, mesmo que não seja uma leitura tão rápida, é um clássico e tem suas características.

12516470_1040389889368331_1427047774_nHá também capítulos dedicados a Notre Dame e a cidade, que tentam nos explicar como esses organismos funcionavam. Esses capítulos são bem descritivos, e podem até ser considerados desnecessários, mas acho que vale ler para entender melhor aquele mundo. Merece o esforço, embora a leitura se arraste um pouco neles.

Eu gostei muito dessa edição da Zahar, mantém o texto integral, é comentada e ilustrada. Traz uma apresentação de Jorge Bastos que explica a vida do autor e como ele era envolvido com a política, seu começo como monarquista, o momento em que muda e tende ao socialismo e como ele era importante.

A ficção restaura a cidade e a catedral num momento _ os seis primeiros meses do ano de 1482 _ que nunca existiu propriamente, a não ser na trama de Hugo, para descrever o período social em que ” a grande obra da humanidade, não será mais construída, será impressa”. E Notre Dame, como edifício de transição de estilos, se apresenta “entre as velhas igrejas de Paris, uma espécie de quimera: tem a cabeça de uma, os membros de outra, o traseiro de uma terceira _ e algo de todas”. É uma monstruosidade, mas exprime uma nuance de arte que, sem isso, se perderia. -Jorge Bastos

Também explica que ele teve que entregar o romance as pressas, que acabou publicado primeiro como Notre Dame de Paris, 1482 e com três capítulos a menos. Depois o próprio Victor Hugo explica que não escreveu os capítulos depois, que só os introduziu porque haviam se perdido e que do contrário não faria.

Não tente acrescentar capítulos a um livro que não deu certo. Parece incompleto? Durante a gestação é que devia ter se completado. Não se endireitam árvores que cresceram tortas.(…) Assim sendo, é importante para o autor que o público saiba que os capítulos acrescentados não foram expressamente feitos para a presente edição.

Então, se você gosta de uma boa história, cheia de nuancias e personagens humanos e contraditórios. Leia! Vale a pena se dedicar nos momentos mais descritivos, pensando que Victor Hugo achava aqueles dados importantes, e chegar ao fim de boca aberta.

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{euReli} Harry Potter e as Relíquias da Morte – J.K. Rowling

SHARRY_POTTER_E_AS_RELIQUIAS_DA_MORTE_1399133878Binopse: Desta vez, Harry Potter foi encarregado de uma tarefa obscura, perigosa e aparentemente impossível: localizar e destruir os Horcruxes remanescentes de Voldemort. Potter nunca esteve tão sozinho nem teve de enfrentar um futuro tão sombrio. Porém, de algum modo, Harry deve encontrar dentro de si próprio a força para completar a tarefa que lhe foi dada: ele deve sair do ambiente acolhedor e seguro da Toca para seguir sem temor nem hesitação pelo inexorável caminho que lhe foi traçado… Na sétima e última parte da saga de Harry Potter, J.K. Rowling revela de modo espetacular respostas que há muito são esperadas.

Vídeo o final da página ou clicando aqui.

Algumas pessoas esperavam mais desse livro, já eu gostei muito. É difícil agradar tantos fãs. Gosto das respostas dadas para a história, e o final tão melhor do que o filme! Nesse livro há várias perdas, e chorei um pouquinho por todas elas novamente, pela solidão do Harry nos sentimentos que só ele vai entender.

Nesse livro como já diz a sinopse, Harry vai atrás das Horcruxes, que são o maior símbolo da maldade de Voldemort. As Horcruxes são partes da alma do Lorde das Trevas, que mutilou a alma com assassinatos e assim “garantiu” uma imortalidade, enquanto ninguém destruí-las, o que ele acha impossível. Não contava com a inteligência do lado do bem. O problema no começo do livro é que Harry não tem um plano claro, não sabe por onde começar. Só sabe que precisa encontrar e destruir o medalhão, a cobra e alguma coisa das fundadoras de Hogwarts. E é tudo muito difícil.

A lealdade dos melhores amigos vai ser posta a prova nesse livro, como seguir alguém que não sabe bem aonde vai? Como deixar de lado a família, a proteção e segurança? É claro que eles resolvem ir com Harry, mas esse trio vai permanecer junto?

Uma das coisas que gosto nesse livro é quem eles passam perto do perigo mais de uma vez no livro, não fica só para o final topar com Voldemort e seus Comensais. E para se esconder e proteger eles usam feitiços o tempo todo, é o fim de contar só com a sorte.

De formas surpreendentes ainda recebemos algumas respostas de Dumbledore, mesmo após sua morte. A extensão de seu plano mostra uma inteligência e confiança, mesmo quando os segredos dificultam um puco a vida do Harry. Além disso, jovem bruxo vai ficar desconfiado do mentor em alguns momentos, quando coisas sobre o passado de Dumbledore também vem atona.

Harry vai ser confrontado com as perdas, é difícil não se sentir culpado pela morte de amigos que lutam pela mesma causa que ele. É claro que o consolo é que todos querem se livrar de Voldemort.

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{News} Eu li notícias literárias da semana

Editoras preparam livros que ajudam a entender política e o momento do País
De Zygmunt Bauman a Guilherme Fiuza: veja o que as editoras lançam nos próximos meses. Fonte: Estadão. Continue lendo

Nova história de Harry Potter será lançada no Brasil pela Editora Rocco
Roteiro da peça, que estreia em julho em Londres, sai em português em outubro.  Fonte: O Globo. Continue lendo

Editoras cartoneras driblam a crise com papelão e material reciclado
Às margens do mercado, casas que produzem livros baratos e artesanais ganham espaço.  Fonte: O Globo. Continue lendo

Verissimo e Luiz Schwarcz aderem a manifesto em defesa da democracia
Texto de escritores e profissionais do livro reúne até agora 7.500 assinaturas.  Fonte: O Globo. Continue lendo

Como registrar o seu livro
Hoje o post é dedicado a você que tem algum texto e pretende mandar para as várias editoras que temos atualmente no mercado. Se você já tem um original completo que pode ser enviado para editoras, meus parabéns! Fonte: Ponto para ler. Continue lendo

40 romances policiais essenciais
De Edgar Allan Poe a Patricia Cornwell, a literatura policial é uma das favoritas entre leitores. O gênero já passou por diferentes fases e alimentou muitos estereótipos: dos detetives aristocráticos aos policiais erráticos e problemáticos, das tramas “whodunnits” (quem fez?) aos thrillers psicológicos e jurídicos, hoje existem abordagens heterogêneas e uma variedade de protagonistas nem sempre restritos ao papel de herói. Fonte: Literaturapolicial.com. Continue lendo

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{tag} Se você gostou de….pode gostar de!

Oi pessoal, respodi a tag Se você gostou de lá no canal! Vi o vídeo no canal da Tatiane Feltrin , a tag original If you like foi criada pela escritora Jen Campbell. No vídeo eu dou sugestões de livros para quem gostou de ler outros. Confira!

Gostou? Passa lá no canal e curte 😉 Obrigada!

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{News} Eu li Notícias literárias da semana

Carlos Heitor Cony completa 90 anos de independência
Escritor, que planeja dois romances, fala de inferninhos, ditadura, mistérios da fé e da ABL. Fonte: O Globo. Continue lendo

Sempre um Papo faz 30 anos e comemora com Luis Fernando Verissimo em São Paulo. Fonte: Estadão. Continue lendo

Manoel de Barros tem obras reeditadas com documentos inéditos
No ano de seu centenário, poeta ganha edições com fotos e manuscritos. Continue lendo

Isenção tributária para o livro digital já tem data de votação
E mais: o livro vai ficar mais caro. Fonte: Estadão – Blog Babel Continue lendo

Diretor de ‘O Diário da Princesa’ planeja 3º filme com Anne Hathaway
Garry Marshall, diretor dos filmes “O Diário da Princesa”, disse à revista americana “People” que planejar um terceiro capítulo para a saga de Mia Thermopolos, princesa da ficcional Genovia vivida por Anne Hathaway no cinema. Fonte: Folha de SP. Continue lendo

Para os amantes de literatura, lenços estampados com capas de livros clássicos
Pra quem gosta de moda e não consegue desgrudar de uma boa leitura: que tal se enrolar nas páginas de seu livro preferido? Fonte: followthecolours. Veja que lindo

Adaptação do livro O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares ganha trailer

O novo longa-metragem do cineasta Tim Burton já ganhou um trailer. O vídeo de O Lar das Crianças Peculiares (em inglês, Miss Peregrine’s Home For Peculiar Children) foi divulgado na internet esta terça-feira (15). A previsão é de que a produção estreie no Brasil em setembro. Fonte: Pipoca Moderna. Continue lendo