Publicado em Eu li

{euLi} Eternidade por um fio – Ken Follet

eternidade_por_um_fio_1400869871bSinopse: Durante toda a trilogia O Século, Ken Follett narrou a saga de cinco famílias americana, alemã, russa, inglesa e galesa. Agora seus personagens vivem uma das épocas mais tumultuadas da história, a enorme turbulência social, política e econômica entre as décadas de 1960 e 1980, com a luta pelos direitos civis, assassinatos, movimentos políticos de massa, a guerra do Vietnã, o Muro de Berlim, a Crise dos Mísseis de Cuba, impeachment presidencial, revolução… e rock and roll!

Veja o vídeo da resenha clicando aqui ou no final da página.

Semana passada acabei de ler esse livro com certa alegria por estar há um mês lendo (grandão), já estava na hora de ler outras coisas (focar nos projetos do ano), mas também com certa pena de não acompanhar mais personagens tão marcantes. Esse é o terceiro volume da trilogia O Século que conta a história do mundo e de algumas famílias desde a Primeira Guerra Mundial até a queda do Muro de Berlim com o fim da Guerra Fria. Eu falei dos dois primeiros aqui no blog: Queda de Gigantes e Inverno do Mundo, hoje vou falar de Eternidade por um fio que fecha a trilogia.

Os eventos do livro vão de 1961 até 1989 (com direito há um epílogo em 2008 super emocionante). Como nos dois primeiros livros, o leitor acompanha famílias em diferentes partes do mundo: União Soviética, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra… e também outros países por onde os personagens acabam circulando como Cuba, Polônia, Vietnam. E isso ajuda o leitor a ter vários pontos de vista desse período tão conturbado. No começo temos a grande ameaça de uma guerra nuclear, vemos o medo dessas famílias de que da noite para o dia seu país seja riscado do mapa, passando pela crise dos mísseis em Cuba e outros pontos da história da Guerra Fria.

Nos Estados Unidos o personagem que mais se destaca é George, que filho de uma mãe negra e um pai branco, encara vários preconceitos. Depois de se formar em Havard e atuar no movimento negro, vê uma portinha para participar do governo dos irmãos Kennedy e com ele acompanhamos todos os bastidores da política e das lutas pelos direitos civis. Nessa época no Sul dos EUA os negros ainda não conseguiam votar, e na luta surgem nomes como Martin Luther King (que também aparece no livro). George vai se ver fazendo a ponte entre a Casa Branca e King, graças ao contato com Verona (uma mulher forte que vira braço direito do pastor). Lá outra mulher negra que luta pelo seu lugar no governo é Maria que também uma história bem surpreendente.

Rebeca e sua família na Alemanha Oriental, no lado comunista que fecha cada vez mais o cerco sobre a liberdade individual trazem uma história muito emocinante. Depois de dela sofrer uma grande desilusão com seu casamento ela decide fugir par a Alemanha Ocidental e isso traz consequências. Seu irmão, Walli, depois decide traçar o mesmo caminho por querer ser livre e tocar suas músicas no Ocidente, deixando além dos pais outras pessoas importantes demais, o resultado disso é uma família separada pelo muro impossível de não querer acompanhar.

Não é só Walli que tem o rock nas veias, Dave filho dos Williams não se encaixa na escola e deixa o pai desesperado quando abandona os estudos para tocar também. É claro que uma ponte se cria entre os personagens e temos muito sexo, drogas e rock. A liberação sexual que começa nos anos sessenta também é discutida nesse núcleo e o risco do abuso de drogas, como isso pode afundar uma carreira de sucesso.

E na Rússia, Dimka e Tanya (sobrinhos de Volodoya) encaram as várias faces do comunismo. Os irmãos que são muito unidos trabalham em lados opostos no começo do livro, Dimka é assessor de Krushev e Tanya apesar de trabalhar para a revista oficial, na clandestinidade escreve contra o governo. Um tenta trazer reformas para o governo, apoiando medidas que melhorem a economia, a agricultura e diminua a repressão (o que vai ficando cada vez mais impossível), a outra já não acredita mais no comunismo. O comunismo é uma parte que me é sensível da discussão, já que não acredito que o capitalismo seja nenhuma maravilha, e com o livro é possível entender que o problema da URSS foi, principalmente, o desinteresse dos líderes em fazer qualquer coisa que diminua o a concentração do poder. E como Tanya diz no livro a supressão dos órgãos de imprensa e a repressão contra qualquer um que pense diferente.

O livro trata de um período muito grande da história (temos muitos outros personagens importantes também) e podemos observar várias mudanças na sociedade ocidental (de costumes, direitos dos negros e das mulheres por exemplo) e também na oriental que contribuiu para o fim da Cortina de Ferro. É uma história para quem gosta da história, de política e de entender o que aconteceu com o mundo e como isso reflete em quem somos hoje. Confesso que em alguns momentos dá um certo desânimo ao ver que muitas situações bárbaras acontecem até hoje: ninguém aprendeu nada ainda? Vivo numa certa descrença com a humanidade. Mas há também um pouco de esperança na voz de personagens que lutam contra as injustiças e nas mudanças que aconteceram para o bem que acabam te fazendo querer lutar também.

Dicas de filmes relacionados ao período:

Selma – Uma luta pela igualdade (2015)
Cinebiografia do pastor protestante e ativista social Martin Luther King, Jr (David Oyelowo), que acompanha as históricas marchas realizadas por ele e manifestantes pacifistas em 1965, entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital do estado, Montgomery, em busca de direitos eleitorais iguais para a comunidade afro-americana.

E vem aí: Jacky (2017)

Jacqueline Kennedy (Natalie Portman), inesperadamente viúva, lida com o trauma nos quatro dias posteriores ao assassinato de seu marido, o então presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.

Comprando nesse link você ajuda o blog:

Eternidade por Um Fio – Terceiro Livro da Trilogia O Século

Anúncios

Autor:

Estudante de Jornalismo na UFF, leitora voraz, que gosta muito de dividir com os amigos o que lê, o que gosta de ler e o que amou ler.

3 comentários em “{euLi} Eternidade por um fio – Ken Follet

    1. hahahah Eu me enrolei no final do ano coms eles Carol, mas consegui concluir! Acho que o negócio é estabelecer metas, tantas pgs por dia, essas coisas…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s