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[BEDA] O que tem na prateleira? [Ingleses e outros]

Oi pessoal! BEDA quase chegando ao fim, hoje encerramos o O que tem na prateleira?, tá na hora de mostrar os últimos cantinhos e livros.

N18197980_1476624295744886_2122644767_nesse nicho estou deixando espaço para os autores ingleses, quero ter outros livros do Dickens, Jane Austen… por isso posso deixar espaço aqui para depois. Esse nicho também é complicado que muitos livros não cabem pela altura. Estão aqui:

->O roxinho é A Abadia de Northanger da Jane Austen aí também está Orgulho e Preconceito (meu favorito dela – resenha). Já li outros da autora e gosto muito.

-> Dois livros do Bukowski: Misto-quente (que já li e é bem ácido – resenha) e Ao sul de lugar nenhum que ainda não li.

->A Utopia de Thomas Mann (ainda não li) e duas peças de Shakespeare  (quero ter as outras um dia) que gosto muito: Antônio e Cleópatra e o Mercador de Veneza.

-> O Morro dos Ventos Uivantes (resenha) é um livro muito interessante, com personagens que a gente ama e odeia ao mesmo tempo, da Emily Brontë. Ainda quero ler os livros escritos por suas irmãs, principalmente Jane Eyre.

-> A edição mais bonita desse cantinho, com certeza é a de David Coperfild do Charles Dickens, ainda não li, mas dele já li Grandes Esperanças (resenha) e é um livro incrível.

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Em cima da mesa do computador estão os livros que não se encaixam em outro lugar, ou eu ainda não li e não sei se é bom, ou estou lendo também. É a parte mais misturada. Eu fiz dois apoios para eles ficarem em pé e ensinei como fazer nesse post (aqui). Temos aqui:

-> Os livros do John Green, eu mesma fiz um box para eles com a caixa que ganhei no lançamento do filme Cidades de Papel. Dentro estão O Teorema Katherine, Deixe a neve cair (dele com outras duas autoras), Quem é você, Alasca?, A culpa é das estrelas e Cidades de Papel. Os que mais gosto são A culpa e Alasca, o que menos gosto Cidades (apesar do filme ser bem legal).

-> A graça da coisa da Martha Medeiros, é um livro de crônicas que ainda estou lendo.

-> Cela sem portas que deveria estar na parte policial do Marcel Trigueiro (corrigirei), uma ótima dica para quem quer ler mais autores nacionais (resenha).

-> A trilogia Cinquenta Tons de Cinza (todo mundo tem direito de ler umas  bobeiras às vezes hahah) da E.L. James

-> O azarão do Markus Zusak que não gostei (nem li as continuações da trilogia) e Eu sou o mensageiro que é dele também e amo.

Sinopse: Ed Kennedy leva uma vida medíocre, sem arroubos. Trabalha, joga cartas com cúmplices do tédio, apaixona-se por uma amiga que dorme com todos os vizinhos do subúrbio e divide apartamento com um cão velho. O pai alcoólatra morreu há pouco; a mãe parece desprezá-lo. Certo dia, ele impede um assalto a banco e é celebrizado pela mídia. O ato heróico tem conseqüência. Logo depois, Ed recebe enigmáticas cartas de baralho pelo correio: uma seqüência de ases de ouros, paus, espadas, copas, cada qual contendo uma série de endereços ou charadas a serem decifradas. Após certa hesitação, rende-se ao desafio. Misteriosamente levado ao encontro de pessoas em dificuldades, devassa dramas íntimos que podem ser resolvidos por ele.

-> O Extraordinário (quero ler logo antes que o filme saia)

> A vida do livreiro A.J. Fliker que é uma fofura de história (amei) da Gabrielle Zevin (resenha).

-> Muito prazer, eu sou a morte do Jorge Oliveira recebi em parceria com a Chiado (preciso ler logo).

-> Outro dia que eu ganhei num evento da Record e preciso comprar para ter os dois e aí sim ler o Todo Dia que vem primeiro nessa duologia do David Levithan.

-> Resgate de Amor de Carlos Augusto Segatto é um livro infanto-juvenil bem bacana que mistura romance policial com uma história de amor, li tem muitos anos.

-> Por um fio do Drauzio Varela que ganhei num amigo oculto e nunca li (preciso ler).

-> O leitor do trem das 6h27 de Jean-Paul Didierlaurent é uma história muito fofa também gostei (resenha).

18216972_1476623502411632_1085062381_nNesse outro apoio temos:

-> Um dia do David NIicholls (que não curti muito),

-> A garota que você deixou para trás da Jojo Moyes (ainda não li) e Como eu era antes de você (que amei).

-> Uma longa jornada do Nicholas Sparks, que lerei em breve para ver se gosto, apesar de ter certo preconceito (foi presente).

-> Outros livros que ganhei da Record e sei pouco sobre: O que fez minha melhor amiga (Lucy Dawson), Como dizer adeus em robô (Natalie Standiford). E Homens, Mulheres e Crianças de Chad Kultgen (que já me falaram muito bem do filme).

-> Um certo verão na Sicília (Marilena de Blasi), li e acho que gostei na época, apesar de não me lembrar muito bem.

-> Livros da Hoo editora que amei (LGBT): O livro das coisas que nunca aconteceram (Ana Luiza Savioli – resenha), Volto quando puder (Isa Próspero e Márcia Oliveira – resenha), Torta de Climão (HQ de Kris Barz).

-> Outros dois livros da Chiado que ainda não li: A bela e os lobos (Alexa L.D.) e 9 e um Quarto (João Gonçalvez).

Confira as prateleiras anteriores: Fantasia, Romances Históricos, Suspense e Clássicos e Contemporâneos.

Beijos!

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[BEDA] O que tem na prateleira? [4-Clássicos e Contemporâneos]

18136729_1471947982879184_1330403502_nNo O que tem na prateleira de hoje um cantinho bem especial, que alguns de vocês já devem ter visto pedaços porque aparece atrás de mim em vários vídeos do canal. 🙂 Eu vivo mudando a organização dessa parte, mas a ideia agora é colocar clássicos mundiais em cima.  E embaixo é dividido entre contemporâneos que gosto muito e livros nacionais e latinos. (Costumo por os que eu já li e gostei). Não tenho muito espaço então é o que consigo! hahah Depois me contem como vocês arrumam esses livros.

Os primeiros são os da coleção18109629_1471947999545849_1634232757_nLivro das Mil e Uma Noites” da Biblioteca Azul. Ainda está faltando um volume. Comecei a ler o primiro e parei, estava gostando aí resolvi completar a coleção primeiro. Depois estão os de Cervantes Novelas Exemplares e O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha (volume único com os dois livros). Esses estou lendo e fazendo o projeto Conhecendo Cervantes. Ao lado a biografia sobre o autor escrita por Jean Canavaggio.

Na sequência estão os dois livros do Fiódor Dostoiévski que tenho: Crime e Castigo (acabei de ganhar *.*, obrigada Fernando!) e Os irmãos Karmazov. Ainda não li nem um nem outro, mas não vejo a hora. E do lado os dois que tenho do Victor Hugo: O Corcunda de Notre Dame (incrível – resenha) e Os miseráveis (pretendo ler esse ano). Eu quero mais livros dele, já prevejo outras arrumações, porque gosto de colocar os livros do mesmo autor juntos.

18136574_1471947986212517_691990919_n.jpgDepois vem o livro de outro russo, Tolstoi, ainda não li mas só escuto maravilhas sobre Guerra e Paz  outros livros do autor. Querendo o Anna Karenina. Ao lado está Ilusões Perdidas do Balzac. Eu deveria mudar a ordem  deixar os franceses juntos.

Agora chegando aos latino americanos temos O jogo da amarelinha do Júlio Cortazar (comecei a ler uma vez e parei, preciso de mais tempo). Depois os dois que tenho do Gabriel García Marquez, quero muito ter todos os dele, porque ele é ele. Aí estão Memórias de minhas putas tristes e Crônica de uma morte anunciada, também já li o perfeito Cem anos de solidão. Ao lado está Herói Discreto do Mario Vargas Llosa (também gostei muito). Outro autor clássico que está aí é Borges com o livro de contos O livro de areia, também tenho o Ficção (tá emprestado), gostaria de completar essa coleção também. E o fininho escondidinho se chama Pedro Páramo do Ruan Rulfo, esses dois últimos autores são pioneiros no realismo fantástico.

18136663_1471947942879188_68849952_nKhaled Hosseine é um autor e médico afegão, e seus livros são incríveis. Tenho e li os 3: O caçador de pipas, A cidade do sol, O silêncio das montanhas. Ao lado estão os meus livros do Mia Couto (outro autor favorito): Terra sonâmbula (li e amei), A canção da leoa (idem), Cada homem é uma raça e O Outro pé da sereia que ainda não li, e por último os dois primeiros da trilogia As areias do imperador (o terceiro deve sair esse ano, eu li o primeiro, confira a resenha).  Coladinho e na mesma mágica das palavras em que parece que você está lendo poesia: Valter Hugo Mãe. Só tenho um livro dele: Homens Imprudentemente Poéticos (resenha). Mas já li outros: A desumanização, A máquina d fazer espanhóis e O filho de mil homens (as resenhas estão no blog). Perfeitos.

Nessa parte também estão alguns livros que falam de sociedade, política, preconceito… O da Ingrid Betancourt, NÃO HÁ SILÊNCIO QUE NÃO TERMINE – Meus anos de cativeiro na selva colombiana, contam o período que ela (senadora na época) ficou sequestrada pelas Farcs. Outra mulher forte está ao lado, uma jovem chamada Malala conta como foi o tentado do Talibã que sofreu por falar do direito feminino de estudar no Paquistão no livro Eu sou Malala. Com o tema relacionado está a HQ O Árabe do Futuro (que preciso ler). Já falei bastante de Chimamanda aqui e não vou ficar me repetindo, leiam Americanah (resenha) e todos os outros dela!

Tem um livro da J.K. Rowling perdido aí no meio? Não é que tem sim! Esse livro, Morte Súbita, é muito diferente dos outros que ela já escreveu, tem uma crítica social potente e por isso está nessa prateleira também. Já O tempo entre costuras de Maria Dueñas é um romance bem bacana, gostei bastante e18155432_1471947932879189_1055631986_n vi uma continuação em algum lugar.  A vida breve de Juan Carlos Onetti ainda não li, tô na dívida porque está na prateleira há tempos. E esse, Sangue no olho, da Lina Meruane me deu aquele baita susto, gente que livro é esse? Arraso! (veja na resenha).

Agora os autores brasileiros que estão aí: o primeiro é Esdras Pereira, recebi esse livro, Cicatriz na Parede, do autor e gostei, romance histórico bem construído. Ao lado Fim da Fernanda Torres, ela mesma a atriz, mostra que ela tem uma escrita bacana e eu aprovei a história bem carioca (saiba mais). Outros dois livros que recebi: Enfynie da Patrícia Fagundes, uma fantasia bem bacana (devia estar na prateleira de fantasia, papei mosca) e O inventário das coisas ausentes da Carola Saavedra (livrinho desafiador – resenha).18136805_1471947926212523_523446467_n

O Casamento do Nelson Rodrigues será minha primeira leitura do autor, só escuto maravilhas sobre ele. Do lado estão duas edições de Vidas Secas do Graciliano Ramos, a ilustrada e a comum (falei sobre as duas nesse post). Junto também está o livro de contos do filho dele Ricardo Ramos, Entre a seca e a garoa (ainda não li). O da Inês Pedrosa e de Raquel de Queiroz ainda não li, vieram em uma doação (adoro). O Cortiço de Aluízio de Azevedo e Noite na Taverna de Àlvares de Azevedo são dois clássicos que estou devendo, deveria ter lido na escola. As Meninas da Lygia Fagundes Telles, essa senhorinha é demais, leiam.

Eu me chamo Antônio do Pedro Gabriel é um dos poucos livros que já pensei em desmembrar para fazer uma colagem, um quadro…porque ele é tão legal que dá vontade de expor (conheça). E da Clarice Lispector (conheça o projeto Conhecendo Clarice), eu só tenho Laços de Família e A hora da estrela (dois livros incríveis). E ao lado está a biografia sobre ela, escrita por Benjamin Moser: Clarice, (resenha) .

Dois Irmãos do Milton Hatoum é incrível, me deu mais vontade de ler depois que vi e gostei de trechos da minissérie da Globo, daí não resisti e comprei. Em breve faço resenha sobre ele. Os últimos livros são bem diferentes, Seu Moço da Patrícia Pirota traz recados que você às vezes precisa ouvir (quase uma poesia – resenha), Cartas de amor da Patrícia C. Grade, traz cartas bem diferentes e que envolvem muita emoção (nem todas são boas) e Cartas do Coração da Elisabeth Orsini, eu conheci no Ensino Médio quando a autora veio a escola, ela reuniu cartas muito bacanas de várias personalidades.

Espero que tenham gostado, desculpa pelo post enorme! Se quiserem saber mais alguma coisa sobre um dos livros só perguntar nos comentários. Beijos

Veja também:

O que tem na prateleira: Romances históricos, Fantasia, Suspense.

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[BEDA] Flip – Festa Literária Internacional de Paraty

flip-logoOi pessoal! Hoje resolvi falar um pouco da Flip, um evento literário que morro de vontade de ir (espero concretizar isso esse ano), que acontece em Paraty aqui no RJ desde 2003. Lá autores nacionais e internacionais se reúnem em mesas de debates sobre temas variados que envolvem várias formas culturais. Esse ano o evento acontece entre 26 e 30 de julho. “Flipinha, FlipZona e FlipMais compõem o programa da festa, com atividades que combinam literatura infantojuvenil, performance, debates, artes cênicas e visuais”.

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Toda edição faz uma homenagem á algum autor brasileiro, e esse ano será sobre Lima Barreto (saiba mais sobre ele). Me sinto numa dívida imensa por não ter lido nada dele ainda, mas pretendo mudar isso em breve. O ator Lázaro Ramos lerá trechos de suas obras, durante uma apresentação ilustrada pela historiadora Lilia Schwarcz. “Conhecido por interpretar personagens marcados por suas condições sociais e raciais, como Zumbi do Palmares e Madame Satã, Lázaro Ramos também lançará no festa o seu livro “Na minha pele”, no qual aborda a sua trajetória como ator negro. Lilia Schwarcz levará a Paraty seu novo olhar sobre o autor homenageado, resultado de pesquisa de mais de uma década que gerou a biografia “Lima Barreto, triste visionário”, que será lançada em junho” (O Globo).

Aluns livros importantes do autor:

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Sinopse: Para Major Quaresma, a Pátria é um ideal que está acima de tudo. Visionário por excelência, suas idéias colocam-no em várias situações embaraçosas e levam-no até a ser internado em um manicômio. Tímido, discreto, ingênuo, é também uma palha de pureza a navegar num oceano de podridão. Este é um livro escrito com todos os nervos, mas principalmente com o coração, e que se destina a quantos tenham orgulho de ser brasileiros.

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Sinopse: “Em Clara dos Anjos relata-se a estória de uma pobre mulata, filha de um carteiro de subúrbio, que apesar das cautelas excessivas da família, é iludida, seduzida e, como tantas outras, desprezada, enfim, por um rapaz de condição social menos humilde do que a sua. É uma estória onde se tenta pintar em cores ásperas o drama de tantas outras raparigas da mesma cor e do mesmo ambiente. O romancista procurou fazer de sua personagem uma figura apagada, de natureza “amorfa e pastosa”, como se nela quisesse resumir a fatalidade que persegue tantas criaturas de sua casta: “A priori”, diz, “estão condenadas, e tudo e todos parecem condenar os seus esforços e os dos seus para elevar a sua condição moral e social.” É claro que os traços singulares, capazes de formar um verdadeiro “caráter” romanesco, dando-lhe relevo próprio e nitidez hão de esbater-se aqui para melhor se ajustarem à regra genérica. E Clara dos Anjos torna-se, assim, menos uma personagem do que um argumento vivo e um elemento para a denúncia.”

CONTOS_COMPLETOS_DE_LIMA_BARRETO_1289603834BSinopse: Com organização, introdução e notas de Lilia Moritz Schwarcz, esta edição reúne os 149 contos do autor, resgatados por meio de pesquisas em manuscritos, edições originais, jornais e revistas da época. Tanto os contos menos conhecidos quanto alguns mais famosos, como “A Nova Califórnia” e “O homem que sabia javanês”, ressaltam o aspecto autobiográfico que, segundo a organizadora, perpassa toda a carreira de Lima Barreto.

Autores confirmados

1492471676300Uma das atrações já confirmadas é a presença da autora Scholastique Mukasonga. Ela nasceu em Ruanda e é radicada na França. “Mukasonga terá os livros Nossa Senhora do Nilo e A Mulher dos Pés Descalços publicados no País, pela editora Nós, com tradução da poeta Marília Garcia” (Fonte: Estadão).

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Outra presença confirmada é a do autor jamaicano Marlon James, vencedor do Man Booker Prize em 2015 pelo livro A Brief History of Seven Killings. O livro de Marlon James, no Brasil, vai se chamar Breve História de Sete Assassinatos e será publicado pela Intrínseca. A obra é de ficção mas fala sobre o ataque a Bob Marley em  1976 (saiba mais).

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{Blogagem coletiva} Especial Nacional: livros brasileiros favoritos

Oi pessoal! Na blogagem coletiva de hoje o objetivo é indicar livros nacionais que amamos. Eu ainda acho que deveria ler mais, tenho uma dívida com vários autores, mas aí vão alguns que gosto muito:

Dois Irmãos – Milton Hatoum

DOIS_IRMAOS_1480183691283SK1480183691BSinopse: Dois Irmãos é a história de como se constroem as relações de identidade e diferença numa família em crise. É a história de dois irmãos gêmeos – Yaqub e Omar – e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Moram na mesma casa Domingas, empregada da família, e seu filho. Esse menino – o filho da empregada – narra, trinta anos depois, os dramas que testemunhou calado. Buscando a identidade de seu pai entre os homens da casa, ele tenta reconstruir os cacos do passado, ora como testemunha, ora como quem ouviu e guardou, mudo, as histórias dos outros. Do seu canto, ele vê personagens que se entregam ao incesto, à vingança, à paixão desmesurada. O lugar da família se estende ao espaço de Manaus, o porto à margem do rio Negro: a cidade e o rio, metáforas das ruínas e da passagem do tempo, acompanham o andamento do drama familiar. Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Romance.

Dona Flor e seus dois maridos – Jorge Amado (resenha)

DONA_FLOR_E_SEUS_DOIS_MARIDOS_1284851453BSinopse: Num domingo de Carnaval, Vadinho parou de sambar e caiu duro. Uma vida de boemia chegava ao fim: cachaça, jogatina e noites de esbórnia arruinaram o jovem malandro. Dona Flor acorreu em prantos ao corpo do marido, fantasiado de baiana. Em sete anos de casamento, sofrera com as safadezas de Vadinho, mas o amava. Viúva, Florípedes Guimarães concentra-se nas aulas de cozinha na escola Sabor e Arte. Um ano depois da morte de Vadinho, porém, o desejo do corpo lhe incendeia o recato da alma.

O farmacêutico Teodoro Madureira surge como pretendente. Do namoro e de um noivado pudico, eles passam ao casamento. Cerimonioso e equilibrado, o segundo marido é o oposto do primeiro. Dr. Teodoro vive para a farmácia e para os ensaios de fagote. Flor é feliz com ele, mas sente um vazio que não sabe definir. Certa noite, depois de um ano de casada, dona Flor toma um susto: Vadinho está nu, deitado na cama, rindo e acenando para ela. O fantasma do malandro passa a viver com o casal. No melhor estilo de crônica de costumes, Dona Flor e seus dois maridos descreve a vida noturna de Salvador, seus cassinos e cabarés, a culinária baiana, os ritos do candomblé e o convívio entre políticos, doutores, poetas, prostitutas e malandros. Uma das mais conhecidas personagens femininas do autor, dona Flor encarna contradições bem brasileiras. Dividida entre o fiel e comedido Teodoro e o extravagante e voluptuoso Vadinho, ela decide viver o melhor de dois mundos.

A casa dos budas ditosos – João Ubaldo (resenha)

A_CASA_DOS_BUDAS_DITOSOS_14168403771919SK1416840377BSinopse: Ao receber, segundo afirma, um pacote com a transcrição datilografada de várias fitas, gravadas por uma misteriosa mulher, o escritor João Ubaldo Ribeiro não podia imaginar o que o esperava.
E o inocente leitor, que sequer pode suspeitar o que o aguarda em cada uma das páginas deste livro. Nelas se conta uma vida. E a suposta autora teria enviado seu testemunho para que fosse utilizado para o volume sobre a luxúria da Coleção Plenos Pecados.
O escritor aceitou o oferecimento e o resultado final está agora diante de você. Que deve preparar-se para um relato pouco comum, às vezes chocante, às vezes irônico, sempre instigante. Na verdade, dificilmente a ficção poderia alcançar os limites do que a devassa senhora viveu e narra em detalhes riquíssimos.
Se o leitor tem alguma dúvida, ela logo se dissipará, neste fascinante mergulho na vida espantosa de uma mulher sem dúvida excepcional, cuja narrativa alcança as dimensões de um retrato sociológico de toda uma cultura e uma geração, envolvendo um dos pecados mais indomáveis, e capitais. A luxúria.

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios – Marçal Aquino (resenha)

EU_RECEBERIA_AS_PIORES_NOTICIAS_DOS_SEUS_1231381144BSinopse: Numa cidade de garimpo do Pará, conflagrada pelas tensões de uma corrida do ouro, um fotógrafo vive uma paixão clandestina com uma mulher misteriosa e sedutora. Mesmo sabendo dos riscos do jogo, ele decide ir até o fim — e agora está de volta para relatar o que viveu.

Vidas Secas – Graciliano Ramos (resenha)

VIDAS_SECAS_1426915024770SK1426915024BSinopse: O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro. Apesar desse sentimento de transbordante solidariedade e compaixão com que a narrativa acompanha a miúda saga do vaqueiro Fabiano e sua gente, o autor contou: “Procurei auscultar a alma do ser rude e quase primitivo que mora na zona mais recuada do sertão… os meus personagens são quase selvagens… pesquisa que os escritores regionalistas não fazem e nem mesmo podem fazer …porque comumente não são familiares com o ambiente que descrevem…Fiz o livrinho sem paisagens, sem diálogos. E sem amor. A minha gente, quase muda, vive numa casa velha de fazenda. As pessoas adultas, preocupadas com o estômago, não tem tempo de abraçar-se. Até a cachorra [Baleia] é uma criatura decente, porque na vizinhança não existem galãs caninos”. VIDAS SECAS é o livro em que Graciliano, visto como antipoético e anti-sonhador por excelência, consegue atingir, com o rigor do texto que tanto prezava, um estado maior de poesia.

BENTO_1314808721BBento – André Vianco (resenha)

Sinopse: Uma noite começa como outra qualquer e entra para a história da humanidade, quando metade dos seres humanos adormece de forma profunda e inexplicável. Tratada como uma epidemia, a doença desencadeia um caos sem precedentes nas cidades do mundo. O pesadelo parece não ter fim quando a porção de humanos livres do sono descobre que está dividindo a noite com demônios da escuridão. Esse mundo, novo e sombrio, é apresentado pelos olhos de Lucas, um homem que desperta nesse tenebroso cenário e que se tornará, mesmo contra sua vontade, um poderoso e venerado guerreiro, lutando contra os vampiros e liderando os humanos ao encontro dos quatro milagres que libertarão a Terra da terrível maldição. Bento é um dos livros mais aclamados pelos leitores de André Vianco, tanto pela aventura vertiginosa como pelas personagens cativantes. É uma passagem certeira para um mundo de fantasia e imaginação.

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[BEDA] O que tem na prateleira? [3 – Suspense, Mistério, Ficção Científica]

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Oi pessoal, hoje chegou a vez de falar d um cantinho que não é exatamente uma prateleira. Em cima da minha cômoda ficam livros de literatura policial (ou que tenham alguma investigação), suspense, mistério, ficção científica… É um cantinho bem querido também. Já falei do canto histórico e de fantasia.

18052786_1465996573474325_327382507_nPrimeiro vem o box com a obra completa do Sherlock Holmes escrita pelo criador, Arthur Conan Doyle. Eu tive o prazer de ler pela primeira vez ano passado e gostei muito. (Só pesquisar Sherlock na lupa que vai achar todos os posts que eu fiz sobre cada livro).  O grandalhão do lado é uma HQ enorme chamada Do Inferno de Allan Moore e Eddie Campbell que conta uma versão para a história de Jack Estripador (resenha).

18034643_1465996566807659_1358541509_nDepois vem o livro Concerto a Quatro Mãos (resenha) que li para o #SETEMBROPOLICIAL do ano passado (fica ligado que teremos mais uma dição esse ano). O livro é um suspense diferente, u mostra a cabeça confusa do assassino e ao mesmo tempo a cabeça de um inocente. Através de “diários” em que só temos a visão de dois personagens, há um verdadeiro mergulho na alma deles. E o final surpreende e assusta.

A Sangue Frio também traz uma investigação de assassinato mas pelo foco jornalístico. Esse livro é um clássico, considerado um dos começos do jornalismo literário e escrito por Truman Capote. Recomendo! (resenha)

Depois estão os livros escritos por J.K. Rowling com o pseudônimo Robert Galbraith que ela criou para escrever sua série policial do detetive Cormoran Strike. O quarto livro está para ser lançado, eu tenho os três, mas na foto só saiu os dois que já li: O Chamado do Cuco e O Bicho da Seda (resenha) . Gostei dos dois, lerei o terceiro para setembro (Vocação para o mal).

Na sequência estão todos os livros do Carlos Ruiz Zafón que sempre envolvem personagens querendo descobrir algum segredo do passado e só por isso estão aí. Ele é um autor incrível! E a continuação da até então trilogia do O Cemitério dos livros esquecidos está para ser lançada também aqui no Brasil.
Os livros do autor:

  • Trilogia da Névoa
    O Príncipe da Névoa (primeira publicação em 1993, relançado em 2010) – resenha
    O Palácio da Meia-Noite (primeira publicação em 1994, relançado em 2011)  – resenha
    As luzes de Setembro (primeira publicação em 1995, relançado em 2013)  – resenha
  • Marina  – resenha
  • Série Cemitério dos livros esquecidos
    A Sombra do Vento (2001)  – resenha
    O Jogo do Anjo (2008)  – resenha
    O Prisioneiro do Céu (2011)  – resenha
    O Labirinto dos Espíritos (2016) (ainda não tem no Brasil)

Aí ainda tem o pequeno mas muito bacana O escaravelho do diabo da Coleção Vaga-lume. Um romance policial que foi lido por muita gente na infância (resenha).

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Essa sequência começa com a trilogia policial do Stephen King: Mr. Mercedes (já li e amei – resenha), Achados e perdidos (estou lendo) e Último Turno.

Depois do mesmo autor vem Misery que é mais um thriller psicológico do que policial, mas que envolve um sequestro. E é o melhor livro do autor que já li até agora (resenha). Novembro de 63 que mistura Sci-Fi com história, viagem no tempo com o assassinato de Kenedy. E Sob a Redoma que conta a história de uma cidade u foi abruptamente cercada por um campo de força e todo o drama que se desenrola por isso. Leia Stphen King, e pode ler qualquer um desses, são todos incríveis.

E exprimida no cantinho está a trilogia Millenium de Stieg Larsson: Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar (foi lançado um quarto livro, e será lançado um quinto, com outro autor  que não sei se tenho vontade de ler). Stieg faleceu depois de entregar essa trilogia brilhante, não aceito nada menos que incrível de continuação. Ela envolve tantos assuntos que é difícil de definir em poucas palavras.

Sinopse Os Homens que não amavam as mulheres: 

Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas – passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada – o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.
Quase quarenta anos depois, o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger, e que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados – de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois…. até um momento presente, desconfortavelmente presente.’

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Também estão aí os livros da Agatha Christie: Extravagância do morto (ótimo), Os elefantes não esquecem (ainda não li), O natal de Poirot (ainda não li), O assassinato de Roger Ackroyd (perfeito). E a biografia de Agatha Christie From My Heart escrita pelo brasileiro Tito Prates, recomendo!

18052569_1465996536807662_249657679_n.jpg O livro Meu Nome é Vermelho do Orhan Pamuk também envolve um assassinato mas tem uma narrativa muito diferente em que até objetos inanimados e animais podem sr narradores.

Narrativa policial, um amor proibido e reflexões sobre as culturas do Oriente se reúnem neste livro. Estamos em Istambul, no fim do século XVI. Para comemorar o primeiro milênio da fuga de Maomé para Meca, o sultão encomenda um livro de exaltação à riqueza do Império Otomano. Na tentativa de afirmar a superioridade do mundo islâmico, as imagens do livro deveriam ser feitas com técnicas de perspectiva da Itália renascentista. As intenções secretas do sultão logo dão margem a especulações, desencadeando intrigas e o assassinato de um artista que trabalhava no livro. Ao mesmo tempo, desenrola-se o caso de amor entre Negro, que volta a Istambul após doze anos de ausência, e a bela Shekure. Construída por dezenove narradores entre eles um cachorro, um cadáver e o pigmento cuja cor dá nome ao livro, a história surpreende pela exuberância estilística, que reflete o encontro de duas culturas.

Buffo e Spalanzani do Rubem Fonseca eu ainda não li, mas já li o debaixo O Seminarista. Rubem Fonseca tem uma escrita sangrenta, dura e seca, direto ao ponto, que eu amei. E O pintassilgo da Donna Tart ainda não li 18051852_1465996550140994_1958827793_nmas está na meta de 12 livros para ler esse ano.  Assim como a trilogia Hannibal de Thomas Harris que não é meu, peguei emprestado para ler em setembro.

Espero que tenham gostado do post! Em breve revelo mais um cantinho ou prateleira para vocês. beijos