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{euLi} 2990 graus – Adilson Xavier #SetembroPolicial

2990_GRAUS_1503344504707234SK1503344504BSinopse: O jovem delegado Hermano está longe de ser um policial típico. Filosofa sobre a verdade, gosta de poesia. Inexperiente e orgulhoso por jamais ter usado sua arma, ele recebe a missão de investigar o assassinato de um deputado federal acusado de desviar verbas destinadas às vítimas de uma grande inundação.
A arma do crime foi um maçarico, usado com impressionantes requintes de crueldade. Outros políticos são mortos com o mesmo ritual torturante. Um pastor evangélico, ex-presidiário, surge como suspeito. A população batiza os assassinos como “Vingadores do Povo”. Pressão total. Ódio e desinformação esquentam os ânimos. A vida de Hermano se transforma num inferno.

Chegamos ao primeiro post do #SetembroPolicial! Não deixe de acompanhar tudo e participar dos sorteios no instagram @euliouvouler!

Esse livro me intrigou desde a sinopse, não é muito difícil na situação atual alguém pensar em se livrar de políticos corruptos. Sem dúvidas permeia o imaginário de muita gente! É claro que tem que parar no imaginário porque não podemos deixar que o ódio vire a solução, até porque no começo do livro logo paira a dúvida de quais foram os reais motivos para os assassinatos que acontecem. Tem sempre algo por trás em um romance policial, e gostei muito que esse não foge a regra e foge do óbvio.

O livro do Adilson Xavier levanta muitos pontos importantes sobre a situação atual, temos um policial bem inconformado com a sua situação. Naquele cenário bem complexo da polícia no Rio de Janeiro, casos de corrupção, vantagens que os políticos tentam tirar da resolução dos casos, pressão para que tudo se resolva rápido, alta divulgação da mídia sobre os casos, pressão popular… Um contexto bem explosivo, que o detetive Hermano tem que descobrir como lidar, sem servir de bode expiatório e sempre se arriscando.

Os assassinatos são bem cruéis, não vou descrever aqui, porque acredito que fazem parte da dinâmica de você ler esse tipo de livro. Mas envolvem um maçarico então fica aí na imaginação o tamanho da tortura. Os reais motivos você só tem certeza no final, então não vou contar, mas englobam vários temas como a política que se faz no Brasil e interesses financeiros. O que mais surpreende é o apoio popular aos assassinos, pessoas chegam a dar o nome de Vingadores do Povo e isso é bem discutido no livro: o fazer vingança com as próprias mãos; o condenar antes das provas; e se os justiceiros são mocinhos ou vilões?

Hermano é um ex-viciado em drogas, e foi na reabilitação que conheceu sua esposa, o casal já mora junto há algum tempo, mas acaba escondendo certas coisas um do outro. Então temos essa situação paralela e íntima junto ao caso, mas que surpreende no fim com a forma em que tudo está conectado. Hermano tem um lado machista, não é aquele personagem principal que você vai admirar o tempo todo, ele é bem real na verdade. Ele usa o estresse do trabalho como desculpa para trair, a forma como ele lida com essas relações me renderam aquela revirada de olho de irritação. Mas para com o personagem e não com o livro em si.

A companheira de Hermano também esconde uma situação com o ex-namorado, que não está ligada necessariamente há uma relação física e sim as artes. Em um outro caso que também vai por em cheque o limite das produções artísticas, o que pode ser exposto em um quadro, até onde a justiça deve intervir, o exagero de algumas reações e por aí vai.

Eu fiquei impressionada como o autor conseguiu lidar com tantos temas, em um livro que não é grande e dar conta. Teve uma ou duas passagens que fiquei na dúvida sobre quanto tempo tinha passado e se eu tinha deixado passar alguma informação, mas nada que atrapalhasse muito a leitura. Não é aquele livro em que a investigação é brilhante o tempo todo, Hermano e seus detetives subordinados vão dar muito com os burros n’água em quase o livro todo, fiquei até na dúvida se o livro ia terminar aberto ou se realmente alguém seria preso no final conforme as páginas que faltavam iam diminuindo. Recomendo muito a leitura, é um livro ousado que se propõe a tocar o dedo na ferida e falar de vários assuntos incômodos.

Saiba mais sobre o #SetembroPolicial e seus participantes clicando aqui.

TBR #Setembro Policial – Livros que falarei aqui no blog e no canal

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#SetembroPolicial Ano III

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O Setembro Policial é um mês dedicado a literatura policial, que está chegando a sua 3ª edição no mês que vem. Fazemos uma programação especial aqui no blog e no canal voltada para esse gênero, porque foi em setembro que nasceu Agatha Christie, nossa rainha da literatura policial. Junto comigo estão vários parceiros que irão participar a sua maneira, além de autores e editoras convidadas. Fiquem ligados que sempre rolam dicas muito bacanas e sorteios especiais!

E vocês podem participar das leituras, comentando e também lendo outros livros do gênero, postando com a nossa #SetembroPolicial. Não deixe de seguir o instagram e curtir a página do Eu li no facebook para não perder nada.

Enquanto dia 1º não chega, que tal conferir essas playlists lá no canal que podem te ajudar a escolher alguns livros para ler? 😉

Especial Agatha Christie
Todos os livros do Sherlock Holmes (escritos pelo Conan Doyle)
Vídeos do Setembro Policial

E você também pode conferir aqui os posts de todos os blogs de 2016 e 2017!

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{euLi} Quase Memória – Carlos Heitor Cony

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Sinopse: Quase memória explora o território situado entre a memória e a ficção a partir de um punhado de recordações do narrador-autor. Nelas, a figura de Ernesto Cony, seu pai, é o centro e a motivação para o exercício das lembranças que, constantemente, adquirem contornos do imaginário. Nostalgia, cumplicidade, vergonha, saudade: os mais diversos sentimentos despertados pelo recebimento de um misterioso pacote sem remetente. O livro recebeu importantes prêmios literários no Brasil e, mais do que isso, conquistou o coração de milhares de leitores desde seu lançamento.

Que delícia de leitura, fiquei pensativa, emotiva, e as histórias estão longes de ser piegas ou clichês… Me peguei pensando na minha família, nas minhas próprias memórias, no meu pai.

A tag como sempre me trazendo experiências novas, nunca tinha lido nada do Cony. Esse livro ele escreveu depois de um período de 20 anos sem lançar nada, é um livro aclamado que eu não conhecia. O autor, membro da Academia Brasileira de Letras, nasceu em 1926 e no livro retoma memórias da sua família, principalmente de seu pai Ernesto Cony. O livro mistura ficção com realidade, numa quase biografia. No começo o autor/narrador/personagem recebe um misterioso pacote de seu pai (já falecido há dez anos) o que o leva pelas lembranças.

Tem tantas histórias divertidas, Ernesto é uma figura. O jornalista fez de tudo para sustentar a família, até vender galinhas quando o jornal que trabalhava foi depredado na Revolução de 30. Adorava encantar o filho com os balões juninos, sempre o surpreendia com situações inusitadas, e contava seus próprios causos usando a imaginação.

O livro também mostra um jornalismo que não existe mais, muitas vezes amador, mas com mais individualidade… O próprio filho segue os passos do pai no jornalismo e acompanha essas mudanças de perto, a modernização, bem interessante.

Confira o vídeo que conto mais!

Saiba mais sobre o autor.

Discurso de posse do Cony na ABL

Quase memória na amazon compre aqui e ajude o blog 🙂 (clique aqui).

Tag Experiências Literárias, saiba mais.