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#SetembroPolicial Ano III

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O Setembro Policial é um mês dedicado a literatura policial, que está chegando a sua 3ª edição no mês que vem. Fazemos uma programação especial aqui no blog e no canal voltada para esse gênero, porque foi em setembro que nasceu Agatha Christie, nossa rainha da literatura policial. Junto comigo estão vários parceiros que irão participar a sua maneira, além de autores e editoras convidadas. Fiquem ligados que sempre rolam dicas muito bacanas e sorteios especiais!

E vocês podem participar das leituras, comentando e também lendo outros livros do gênero, postando com a nossa #SetembroPolicial. Não deixe de seguir o instagram e curtir a página do Eu li no facebook para não perder nada.

Enquanto dia 1º não chega, que tal conferir essas playlists lá no canal que podem te ajudar a escolher alguns livros para ler? 😉

Especial Agatha Christie
Todos os livros do Sherlock Holmes (escritos pelo Conan Doyle)
Vídeos do Setembro Policial

E você também pode conferir aqui os posts de todos os blogs de 2016 e 2017!

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{euLi} Quase Memória – Carlos Heitor Cony

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Sinopse: Quase memória explora o território situado entre a memória e a ficção a partir de um punhado de recordações do narrador-autor. Nelas, a figura de Ernesto Cony, seu pai, é o centro e a motivação para o exercício das lembranças que, constantemente, adquirem contornos do imaginário. Nostalgia, cumplicidade, vergonha, saudade: os mais diversos sentimentos despertados pelo recebimento de um misterioso pacote sem remetente. O livro recebeu importantes prêmios literários no Brasil e, mais do que isso, conquistou o coração de milhares de leitores desde seu lançamento.

Que delícia de leitura, fiquei pensativa, emotiva, e as histórias estão longes de ser piegas ou clichês… Me peguei pensando na minha família, nas minhas próprias memórias, no meu pai.

A tag como sempre me trazendo experiências novas, nunca tinha lido nada do Cony. Esse livro ele escreveu depois de um período de 20 anos sem lançar nada, é um livro aclamado que eu não conhecia. O autor, membro da Academia Brasileira de Letras, nasceu em 1926 e no livro retoma memórias da sua família, principalmente de seu pai Ernesto Cony. O livro mistura ficção com realidade, numa quase biografia. No começo o autor/narrador/personagem recebe um misterioso pacote de seu pai (já falecido há dez anos) o que o leva pelas lembranças.

Tem tantas histórias divertidas, Ernesto é uma figura. O jornalista fez de tudo para sustentar a família, até vender galinhas quando o jornal que trabalhava foi depredado na Revolução de 30. Adorava encantar o filho com os balões juninos, sempre o surpreendia com situações inusitadas, e contava seus próprios causos usando a imaginação.

O livro também mostra um jornalismo que não existe mais, muitas vezes amador, mas com mais individualidade… O próprio filho segue os passos do pai no jornalismo e acompanha essas mudanças de perto, a modernização, bem interessante.

Confira o vídeo que conto mais!

Saiba mais sobre o autor.

Discurso de posse do Cony na ABL

Quase memória na amazon compre aqui e ajude o blog 🙂 (clique aqui).

Tag Experiências Literárias, saiba mais. 

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{euLi} Extraordinário – R. J. Palacio

EXTRAORDINARIO_1377304151BSinopse: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade… até agora. Todo mundo sabe que e difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele e um menino igual a todos os outros.

Esse livro é uma graça, estava há um bom Tempo parado na minha prateleira, eu fiquei com vontade de ler quando todos estavam falando dele mas depois me deu alguma trava… O lançamento do filme está chegando então resolvi ler logo, já que é um tema que considero muito importante.

No começo achei a escrita um pouco ok só, mas quando entendi que a ideia era que uma criança comum estivesse te contando compreendi melhor a forma como a história estava sendo narrada. Me lembrou da forma como minha irmã me conta as coisas que acontecem em seu dia a dia.  E é isso que temos, um menino contando a sua trajetória, intercalado com outros narradores que também colocam o seu ponto de vista. O que temos de especial é a história em si, porque ela vai mostrar como as diferenças podem ser respeitadas e os desafios para se chegar a isso.

Os pais do August gostariam de protege-lo do mundo, porque o mundo não está acostumado a deixar passar nada de diferente, ele não só nota, se espanta e analisa, como muitas vezes é cruel. E isso desde as crianças. Mas os pais sabem que Auggie precisa conviver com outros de sua idade, porque coisas maravilhosas podem vir disso também. Além disso, ele precisa ir para a escola para aprender mais do que a mãe pode ensinar em casa. Achei muito bacana como a autora colocou nas poucas palavras do menino o receio e dúvidas dos seus pais.

Ele vai para a escola e é recebido por um diretor bondoso (com nome ridiculamente desnecessário) e por algumas crianças para conhecer o lugar. Daí temos uma história que mostra o que esperamos, que algumas crianças vão ser más e outras amigas, e a maioria na verdade também precisa de tempo para entender que ele é muito mais do que a aparência. É bom que vemos como essas crianças não devem ser isoladas, que elas tem potencial de ensinar as outras a ter empatia com os problemas dos outros.

O bullying está presente mas o livro tem a mensagem positiva de que ele pode ser vencido, que muitas crianças precisam conviver com as diferenças para aprenderem a ser seres humanos melhores. Eu indico o livro para todas as idades; para os adultos porque a inclusão precisa ser refletida, e existem várias situações familiares que você pode se identificar, principalmente se você for pai/mãe ou conviver com crianças e adolescentes; e para as crianças para que elas aprendam a ser gentis e respeitar o outro. Acredito que o livro seja uma excelente ferramenta, porque você está pelo menos por um momento na cabeça de outra pessoa e isso faz com que você entenda.

A importância da família é um destaque importante e um ponto alto para mim no livro, por mais que o personagem tenha que enfrentar todas as barreiras fora de casa, ele sabe que pode contar com a sua família. E infelizmente nem todos os lares são assim, às vezes o preconceito está dentro de casa. Então se você tem um filho que foge do padrão que você acredita, aprenda a enxergar mais do que isso. Ler o livro pode ser uma boa ajuda.

Cinema

O filme estreia na semana que vem e as expectativas são altas por conta do trailer. No elenco teremos Julia Roberts como a mãe do August e Olwen Wilson como o pai, A interpretação de Auggie fica por conta de Jacob Trambley que fez o filme O quarto de Jack (que eu amei).

Compre o livro pelo link na Amazon e ajude o canal – clique aqui.

Já leu o livro? Gostou? Você também pode gostar de: A coisa terrível que aconteceu com Barnaby Brocket do John Boyne (resenha).