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{Projeto Uns e Outros} Os desastres de Sofia (Clarice Lispector) e Simplício (Eliane Brum)

178e8db0-e5ea-49e7-b04b-2424a45073d3Hoje no Projeto Uns e Outros mais dois contos espelhados: Os desastres de Sofia de Clarice Lispector e Simplício de Eliane Brum.

A primeira acredito que dispense apresentações, já posso dizer que não sou tão novata nas leituras de Clarice mas é sempre assim que me sinto, nunca sei o que esperar e sempre fico sem saber direito o que senti depois do texto, poucos são os que terminei dela com um pensamento definido.

Confira mais posts sobre livros de Clarice e sua vida clicando aqui.

Os desastre de Sofia está no livro “Felicidade Clandestina” (1971) que reúne diversos textos de Clarice Lispector que foram escritos em diferentes fases da vida da autora. Esse conto parece muito claro na forma que é narrado, mas será que entendemos mesmo os sentimentos de Sofia já que nem ela mesmo se entende?

A narradora conta uma situação de quando era criança, quando era uma menina que gostava de atrapalhar a aula do professor, falando e brincando, ela sentia a necessidade de atormenta-lo e via a raiva que causava. Uma espécie de amor inexplicável já que ela não o admirava realmente. Também sentia que não fazia nada da forma correta. Por fim, pós clímax do conto, ela analisa como os adultos na verdade são comuns e tolos, não necessariamente melhores que as crianças. E isso causa a decepção de que no futuro ela seria uma pessoa melhor só por crescer.

Preferia sua cólera antiga, que me ajudara na minha luta contra mim mesma, pois coroava de insucesso os meus métodos e talvez terminasse um dia me corrigindo: eu não queria era esse agradecimento que não só era a minha pior punição, por eu não merecê-lo, como vinha encorajar minha vida errada que eu tanto temia, viver errado me atraía.

E Eliane Brum?

Eliane fez o esperado do conto espelhado desse, dar a versão do professor. No primeiro não temos certeza do efeito causado da menina no professor, por só termos a visão dela. Já nesse aqui está a “resposta”, os calafrios, a vergonha e a quentura causada por ela e seu interesse inexplicável. O professor desse conto sabe que é pecado querer qualquer coisa com a menina mas isso não o impede de sentir o que não pode. Essa parte incomoda porque associamos logo a pedofilia, principalmente quando ele fala que ficou pensando nela enquanto dormia. ><

Mas o principal é que temos um homem atormentado, um adulto infeliz com a profissão de professor nos moldes que a vive, ele mesmo fala de como assassina o interesse dos alunos e a língua nas aulas e teme que a menina enxergue tudo dele por dentro. Sua imobilidade, de “homem-mesa”, fica evidente quando ele percebe a capacidade de correr por aí da menina, e isso de certa forma o faz querer derruba-lá.

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Nascida em 1966, em Ijuí (RS), é uma das mais premiadas jornalistas brasileiras. Escritora, repórter e documentarista, tem seis livros publicados: cinco de não ficção _ Coluna Prestes, o avesso da lenda, A vida ninguém vê, O olho da rua, A menina quebrada e Meus desacontecimentos _ e um romance, Uma duas. Também ajudou a escrever roteiros de documentários e atualmente se dedica a reportagens na Amazônia, é colunista do jornal El país. (Fonte: Uns e Outros)

Ainda não conhece o projeto? Estou lendo em conjunto com os blogs Ponto para LerLeitora Sempre e Jeniffer Geraldine os contos do livro Uns e Outros publicado pela Tag Experiências Literárias (um clube de livros por assinatura, saiba mais clicando aqui). Os encontros trazem contos clássicos já publicados com releituras de autores de língua portuguesa, nós sorteamos a ordem e montamos um calendário para cada blog (entenda melhor sobre o projeto). Sorteamos um exemplar desse livro (o kit todo da tag) e a ganhadora foi Rudynalva Correia Soares.

No próximo sábado falaremos sobre os contos Teoria do Medalhão de Machado de Assis e O futuro político de Milton Hatoum.

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{Projeto Uns e Outros} Enganos com Guy de Maupassant e Maria Valéria Rezende

178e8db0-e5ea-49e7-b04b-2424a45073d3Oi pessoal! De volta com o Projeto Uns e Outros (saiba mais aqui – últimos dias para participar do sorteio) vou falar hoje sobre os contos: O colar de Guy de Maupassant e Um simples engano de Maria Valéria Rezende. A proposta desses contos que estão no livro Uns e Outros da Tag Experiências Literárias é que o autor contemporâneo faça um conto espelhado, uma espécie de releitura livre de um conto já conhecido. Gostei muito de como Maria Valéria Rezende tratou o tema, situando o no nosso cenário de desigualdade social.

Antes falando de O colar: nele conhecemos um jovem que apesar de bela é pobre, então que não adianta ter grandes aspirações e  se contenta em casar com um escriturário. Vive bem infeliz apesar de o marido fazer tudo para que ela seja fique bem. Ela não se contenta com a vida que tem, gostaria de ter muito mais, é uma personagem fútil. E um dia o marido consegue que eles sejam convidados para um grande baile, ela consegue que ele gaste as economias com um vestido e pede uma joia emprestada a uma amiga rica. É o que acontece depois do baile que os faz descer mais de classe social, ensina a esposa que as coisas podem ficar muito piores. Que ela devia ser grata pela vida que tinha antes e tudo o mais. Mas o final também ensina como a desigualdade social é cruel, como bem materiais podem significar sonhos para uns e para outros que já vivem de forma rica não é nada demais.

E gostei muito que Maria Valéria conseguiu manter isso, numa realidade bem mais próxima de nós. No conto dela conhecemos Matilde, que mora no morro e sonha sair dele. Escolhe o marido que tem mais chance de sair dessa vida também, alguém que mora quase no asfalto e é branco como ela. Isso é bem enfatizado. Ele trabalha como telemarketing e ela como manicure, os dois aos pouquinhos vão crescendo, ele na faculdade e ela fazendo a unha de forma exclusiva para pessoas ricas. Mas ela também nunca está feliz.

Quando ele se forma e vai subindo de cargo na empresa também surge uma festa. E o cenário se repete, dessa vez o que é tomado emprestado é um carro. E mais uma vez temos um engano anunciado. Gostei que aqui não é só a mulher que é deslumbrada pelo luxo, o marido também tem sua parcela de culpa na história. E de novo a desigualdade social, o sonho ligado ao consumo e a diferença dos valores é esfregada na nossa cara.

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Henry René Albert Guy de Maupassant foi escritor, poeta e um dos maiores contistas de todos os tempos. Sua obra é conhecida por retratar situações psicológicas e fazer crítica social com técnica naturalista. Entre 1875 e 1885, produziu a maior parte de seus romances e contos. Escreveu pelo menos 300 histórias curtas, muitas das quais algumas se tornaram mundialmente conhecidas, como Bola de Sebo, O Colar, Uma Aventura Parisiense, Mademoiselle Fifi, Miss Harriett e O Horla.  Rico e famoso, ele teve muitos casos amorosos, mas a sífilis o atormentou por mais de uma década, ocasionando-lhe pesadelos, angústia e de alucinações. Em 1892, Guy de Maupassant tentou o suicídio. Morreu, porém, no ano seguinte, em um manicômio, aos 43 anos de idade, em consequência de complicações da sífilis. (saiba mais)

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Maria Valéria Rezende –  Nasceu em 1942, em Santos (SP). Dedica-se desde 1960 à educação popular. Vive na Paraíba desde 1976. Seu primeiro livro de ficção, Vasto Mundo, é de 2001, seguidos dos romances O coo do guará vermelha (traduzido em vários países). Quarenta dias (Prêmio Jabuti de 2015, romance e melhor livro de ficção), Outros cantos ( Prêmio Cada se las Américas 2017). Também recebeu o Prêmio Jabuti em 2009 (infantil: No risco do caracol ) em 2013 (juvenil: Outro dentro da cabeça).

Não conhece o projeto? Estou lendo em conjunto com os blogs Ponto para Ler,  Leitora Sempre e Jeniffer Geraldine os contos do livro Uns e Outros publicado pela Tag Experiências Literárias (um clube de livros por assinatura, saiba mais clicando aqui). Os contros trazem contos clássicos já publicados com releituras de autores de língua portuguesa, nós sorteamos a ordem e montamos um calendário para cada blog (entenda melhor sobre o projeto). E tá rolando sorteio do livro, participe até amanhã, dia 11/02 (clique aqui para o formulário).

No próximo sábado falaremos sobre Eveline (James Joyce) e A morte da mãe (Beatriz Bracher).

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{Projeto Uns e Outros} Negrinha! – Monteiro Lobato + Ana Maria Gonçalvez

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Ah essa dupla de contos foi a que mais gostei até agora no Uns e Outros – Contos Espelhados! Ana Maria Gonçalvez pegou um conto que retrata a situação das pessoas negras na época em que a escravidão acabou escrito por Monteiro Lobato e trouxe para o nosso contexto atual. Nos dois contos obviamente temos situações de preconceito, infelizmente bem reais.

Primeiro vemos uma órfã no conto Negrinha de Monteiro Lobato que fica esquecida na casa de uma antiga dona de escravos, considerada pilar da sociedade, que por mais que a escravidão tenha acabado mantém o “vício” de agredir a criança negra presente na casa.  A menina passa por castigos horrorosos e é saco de pancadas. E quando tem um vislumbre de ser criança e de ter uma identidade isso muda completamente o rumo das coisas.

Já no conto de Ana Maria, Negrinha! Negrinha! Negrinha! o contexto de conflito é a escola, no começo não sabemos muito bem o que aconteceu, só que a filha adotiva de um casal branco sofreu alguma forma de preconceito pelas “amigas” dentro do colégio caro.  Mas vamos descobrindo os detalhes aos poucos. Ela só conseguiu contar para a madrinha que também é negra e isso gera uma série de questionamentos dos pais, é claro que a reação da escola é de que tudo foi uma travessura de criança. Os próprios pais não sabem bem como lidar, se aceitam uma medida branda ou se cobram algo mais rígido. E de porque a filha cuidada com tanto carinho aceitou isso mesmo eles tentando esclarecê-la e dar exemplos. E principalmente porque ela não contou para eles. Vemos como ainda é difícil lutar contra o preconceito mesmo que você ache ele errado e/ou queira proteger alguém que você ama.

A discriminação racial é crime, mas o que fazer quando são crianças que cometem atos preconceituosos? Porque na verdade elas são um sintoma da sociedade, se elas se sentem superiores a outras pessoas pela cor ou pelo que for isso não foi gerado nelas sozinho. E isso infelizmente acontece nas escolas sem uma grande medida ser tomada por parte dos educadores, é claro que acredito que tenham escolas mais avançadas nisso, mas não que seja a maioria. E o próprio número de crianças negras nas escolas particulares caras é exemplo da desigualdade racial que acontece em nosso pais. É um conto que consegue ser uma amostra do que acontece e do preconceito racial, e que por ele podemos discutir vários aspectos disso. Foi o melhor conto dos espelhados para mim até agora.

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Ana Maria Gonçalves – Nasceu em Ibiá (MG), em 1970. Trabalhou com publicidade até 2001, quando se mudou para a Ilha de Itaparica e escreveu Ao lado e à margem do que sentes por mim e Um defeito de cor (Editora Record), ganhador do prêmio Casa de las Americas (Cuba, 2007). Já publicou em Portugal, na Itália e nos Estados Unidos,onde ministrou cursos e palestras sobre relações raciais e fez residência em universidades como Tulane, Standford e Middlebury. Mora em São Paulo, onde escreve também para teatro, cinema e televisão.

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No próximo sábado falaremos sobre O colar de Guy de Maupassant e Um simples engano de Maria Valéria Rezende.

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{Projeto Uns e Outros} Um homem célebre – Machado de Assis + José Luís Peixoto

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Estamos de volta com o Projeto Uns e Outros (saiba mais e não perca o sorteio!) para falar de dois contos com o mesmo nome Um homem célebre, o primeiro escrito por Machado de Assis de 1883 e o conto espelhado feito por José Luís Peixoto.

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José Luís Peixoto nasceu em Galveias, Portugal, em 1974. A sua obra abrange vários gêneros, da narrativa ao teatro, do romance à poesia, e foi distinguida com diversos prêmios literários, como o Prêmio José Saramago e o Prêmio Oceanos. os seus livros estão traduzidos e publicados em 26 idiomas. (fonte: Uns e Outros)

 

Ambos os contos mostram uma angústia relacionada a fama mas de formas opostas com personagens do mesmo nome: em quanto o músico Pestana do primeiro conto quer criar uma obra prima e se incomoda com a fama vinda de polcas que ele considera banais, apesar do sucesso de suas criações, o segundo é um escritor que quer a fama a qualquer custo.

O Pestana músico apesar de ter esse sonho, seu sonho é de realmente criar e não apenas parecer bom. Já o Pestana escritor irrita o leitor, ele acha que tem um modelo bem estereotipado de como um escritor deve parecer e é extremamente preocupado com isso. É um personagem que acredita que a aparência é tudo, e também tem seu próprio talento em alta conta.

O primeiro conto é mais gostoso de ler e bem escrito, mas não tem grandes surpresas. Imagino que tenha sido um desafio e tanto fazer um conto espelhado de Machado, nome tão importante para a literatura brasileira e mundial, acho que José Luís Peixoto cumpriu bem seu papel. Nunca tinha lido nada do autor e não foi o suficiente para eu ter uma opinião a respeito de sua escrita, mas ele ousou criticar um tipo de personagem que existe em seu próprio meio. E ainda lançou mão no final de um narrador/autor que ao conversar com o personagem cria um segundo que questiona o que de si está representado no conto. Bem interessante!

Machado de Assis é tão importante que há mais 2 contos dele no livro, conversaremos em breve. No Sábado o post trará minhas impressões sobre Negrinha de Monteiro Lobato e o conto espelhado Negrinha! Negrinha! Negrinha! de Ana Maria Gonçalves.

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{Projeto Uns e Outros} Marriage à la mode + A rainha das fadas

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Oi pessoal! Esse é o meu primeiro post do projeto Uns e Outros (saiba mais aqui, não deixe de participar do sorteio) e vou começar pelo par de contos Marriage à la mode  de Katherine Mansfield e seu conto espelhado escrito por Ivana Arruda Leite que ela chamou de A rainha das fadas. E já aviso que gostei muito dessa dupla de contos, principalmente pelo complemento que a Ivana fez mostrando um contraponto do primeiro.

Em Marriage à la mode conhecemos a história de William, um pai que quer levar algum mimo para os filhos e logo nos apiedamos dele. Ele é casado com Isabel que depois de conhecer alguns artistas (acredito que o conto se passe nos anos 20) se deslumbra por uma vida glamourosa e divertida que eles não tinham, sempre enchendo a casa com esses amigos que o marido não aprecia muito e que acabam gastando muito dinheiro com bebidas e outras coisas finas (dinheiro dele). Ele que passa muito tempo trabalhando em Londres, chega sempre cansado e tem que aturar as festas e mal reconhece a esposa. Ele reclama ao mesmo tempo com muito amor e carinho, então é fácil ficar do lado dele de início.

Até que lemos um outro ponto de vista em A rainha das fadas, da Ivana Arruda, em que ela nos chama a real sobre o machismo presente nesse contexto e utiliza os mesmos personagens. Pode uma mulher se divertir? Ter amigos? Ter interesses diferentes do marido? Isabel vivia no contexto comum para a época e infelizmente ainda para muitas mulheres que dependem de alguma forma do marido: fechada em casa,  tendo como única obrigação manter a casa e cuidar dos filhos. Mas ela não se sentia satisfeita com isso e o marido nunca imaginou que sua mulher poderia querer algo mais do que isso. Porque para ele a felicidade era ela ficar esperando com tudo arrumado e junto com as crianças.

E o conto de Ivana não é narrado pelo ponto de vista de Isabel, mas sim pela sua amiga, que a “influencia” mais, também percebemos que ela tem suas próprias opiniões e intensões para com o casal. E que Isabel não é tão manipulável assim, gostaria de um conto também sob o olhar dela. Ivana ampliou os olhares sobre essa cena familiar e me deu muito o que pensar. Fiquei entre a futilidade de Isabel e o machismo do marido. Nada tem só um lado. Amei!

Esses dois contos você encontra no livro Uns e Outros da TAG. Um clube de assinatura de livros que envia mensalmente um kit contendo um livro surpresa, uma revista com conteúdo sobre a obra do mês e um mimo relacionado. A escolha do título fica sempre por conta de um curador do meio literário e no mês de julho eles fizeram um livro inédito de contos de autores renomados junto com releituras de autores da língua portuguesa. (Saiba mais e participe do sorteio!)

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Katherine Mansfield: Neolandesa radicada na Inglaterra, escreveu oitenta e oito contos, gênero ao qual se dedicou com exclusividade. Sua obra está reunida em algumas coletâneas como Felicidade, Aula de canto e Je ne parle pas français. (Fonte: Uns e Outros)

 

 

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Ivana Arruda Leite: Nasceu em 1951, em Araçatuba (SP). É mestre em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Publicou três livros de contos: Histórias da mulher do fim do século, Falo de mulher e Ao homem que não me quis (reunidos na antologia contos Reunidos). Seu mais recente livro de contos é Cachorros (2014). (Fonte: Uns e Outros)

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