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{eu li} O menino do pijama listrado – John Boyne

omeninodopijamaBruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai.

Eu enrolei um pouco para ler O menino do pijama listrado livro, acho que porque já sabia o final, falei para minha irmã me contar anos antes de descobrir o autor, John Boyne, como um dos meus favoritos e saber mais sobre o livro. A sinopse é bem clara sobre a história. Acredito que quase todo mundo já tenha ouvido falar desse livro premiado, um dos primeiros de grande sucesso do Boyne, que escreveu em dois dias essa história curta e profunda (algo que o autor faz muito bem).

Nesse livro vemos várias faces do nazismo, o próprio Fuher (ou Fúria como Bruno chama) aparece na história, indo jantar na casa da família para promover e “convidar” o pai do menino para dirigir o campo de concentração de  Auschwitz. Bruno não sabe nada sobre os judeus, sobre o campo, o que eles fazem e porque estão lá.

_ e eram todos sempre muito educados com o pai e diziam que ele era um homem para ser observado e qu o Fúria tinha grandes planos para ele.

É só disso que se fala, se é que você sabe. O trabalho do papai isso e aquilo. Bem, se o trabalho do meu pai significa que temos de mudar da nossa casa, para longe do corrimão-escorregador e dos meus três melhores amigos, então acho que meu pai devia pensar duas vezes a respeito do trabalho dele não acha?

Ele é uma criança preocupada em brincar e ter a atenção dos pais (bem típica), custa a perceber o que passa ao seu redor, até descobrir pessoas por trás da cerca a quilômetros da sua casa ha não só pessoas mas também crianças.

O autor provoca o leitor com um verdadeiro choque de realidade ao comparar nos diálogos de Shmuel e Bruno como suas infâncias são diferentes, e como Bruno sabe pouco e acredito que ele representa muitos alemães sobre o que acontece no campo.

Bruno tem um pai bastante rude, a quem todos dizem que ele deve admirar o trabalho mas nunca se preocupam em explicar o que o pai faz no escritório que ele é proibido de entrar. Ele também tem uma irmã mais velha, da qual não compreende os atos. Sua ligação melhor é com a mãe, que estressada com a nova rotina e a solidão na casa nova também acaba o deixando um pouco de lado. Esse quadro só aumenta a necessidade de Bruno ter um amigo e Shmuel apesar de todas as estranhezas que representa para Bruno entra nesse papel.

O pano histórico é tratado como sempre de forma perfeita por Boyne, temos vários personagens que exemplificame  destacam o que foi o nazismo, mesmo que o nosso personagem principal não compreenda. E o final apesar de arrancar lágrimas de quase todo mundo (principalmente no filme) é criativo e perfeito para a história.

O filme

Eu gostei muito do filme que assisti e recomendo, só não gostei que fizeram um pai bem mais a meno do que no livro. Mas também deram mais cor aos outros personagens, é mais fácil compreender a mãe no filme, embora suas motivações estejam um pouco diferentes. No filme ela se abala claramente ao descobrir que o judeus estavam sendo queimados, o que no filme ficou muito bom e até enfrenta o pai (o que não acontece no livro). Dificultaram bem mais as saídas de Bruno da casa também do que no livro. Mas é uma ótima adaptação.

Outras resenhas sobre livros do John Boyne aqui no blog:

A casa assombrada

Fique onde está e então corra

Tormento e Noah foge de casa

 O ladrão do tempo

A coisa terrível que aconteceu com Barnaby Brocket

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{tag} 10 começos

Eu vi uma matéria na Revista Bula sobre os 15 melhores começos da literatura, até divulguei, a partir daí resolvi fazer uma lista de dez começos muito bons de livros. Não necessariamente os melhores, porque eu teria que rever os começos tooodos para não ser injusta. Decidi chamar de tag 10 começos. Muita gente acredita que o começo de um livro tem que prender muito o leitor para ele continuar lendo. Assim, vou listar aqui alguns começos curiosos, emocionantes, que fazem a gente grudar… Não está na ordem do melhor, são apenas fragmentos pescados aqui e ali, da estante e do computador, o primeiro parágrafo de livros que li. Espero que você fique curioso com pelo menos um deles…

*Desculpem-me se andei sumida esses dias, estava ocupadíssima com o aniversário da minha irmã e estou lendo Queda dos Gigantes do Ken Follet, que é gigante mesmo, tô amando, já já a resenha chega.

Eu sou Malala – A história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã

No dia em que nasci, as pessoas da nossa aldeia tiveram pena de minha mãe, e ninguém deu os parabéns a meu pai. Vim ao mundo durante a madrugada, quando a última estrela se apaga. Nós, pachtuns, resenha logoconsideramos esse um sinal auspicioso. Meu pai não tinha dinheiro para o hospital ou para uma parteira; então uma vizinha ajudou minha mãe. O primeiro bebê de meus pais foi natimorto, mas eu vim ao mundo chorando e dando pontapés. Nasci menina num lugar onde rifles são disparados em comemoração a um filho, ao passo que as filhas são escondidas atrás de cortinas, sendo seu papel na vida apenas fazer comida e procriar. Veja o primeiro capítulo. Também existe a versão juvenil do livro.

A confissão da leoa – Mia Couto

Deus já foi mulher. Antes de se exilar para longe da sua criação e quando ainda não se chamava Nungu, o atual Senhor do Universo parecia -se com todas as mães deste mundo. Nesse outro tempo, falávamos a mesma língua dosresenha logo mares, da terra e dos céus. O meu avô diz que esse reinado há muito que morreu. Mas resta, algures dentro de nós, memória dessa época longínqua. Sobrevivem ilusões e certezas que, na nossa aldeia de Kulumani, são passadas de geração em geração. Todos sabemos, por exemplo, que o céu ainda não está acabado. São as mulheres que, desde há milénios, vão tecendo esse infinito véu. Quando os seus ventres se arredondam, uma porção e céu fica acrescentada. Ao inverso, quando perdem um filho, esse pedaço de firmamento volta a definhar. Veja o primeiro capítulo.

Crônica de uma morte anunciada – Gabriel Garcia Márquez

No dia em que o matariam, Santiago Nasar levantou-se às 5h30 para esperar o navio em que chegava o bispo. Tinha sonhado que atravessava um bosque de grandes figueiras onde caia uma chuva branda, e por um instante foi feliz no sonho, mas quando acordou sentiu-se completamente salpicado de cagada de pássaros. “Sempre sonhava com árvore”, disse-me sua mãe 27 anos depois, evocando os pormenores daquela segunda-feira ingrata. Livro em pdf.

A coisa terrível que aconteceu com Barnaby Brocket – John Boyne

Esta é a história de Barnaby Brocket. E para entender Barnaby, primeiro você precisa entender os pais dele: duasresenha logo pessoas queque tinham tanto medo de gente diferente que acabaram fazendo uma coisa terrível, com consequências aterradoras para todos que amavam. Veja um trecho.

A menina que roubava livros – Markus Zusak

Primeiro as cores.
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que vejo as coisas.
Ou pelo menos, é o que tento.

– Eis um pequeno fato – Você vai morrer.

O silêncio das montanhas – Khaled Hosseini

ENTÃO, É ISSO. VOCÊS QUEREM uma história, e eu vou contar uma. Mas somente uma. Nem pensem em pedirresenha logo mais. É tarde e temos um longo dia de viagem pela frente, Pari, você e eu. Você precisa de uma boa noite de sono. E você também Abdulllah. Estou contando com você, garoto, enquanto sua irmã e eu estivermos fora. E sua mãe também. Bem. Uma história então. Escutem, vocês dois, escutem com atenção. E não me interrompam.

NÃO HÁ SILÊNCIO QUE NÃO TERMINE – Meus anos de cativeiro na selva colombiana
Ingrid Betancourt

Tomei a decisão de fugir. Era minha quarta tentativa, mas depois da última vez as condições de detenção tinham se tornado ainda mais terríveis. Eles haviam nos instalado numa jaula construída com tábuas de madeira e folhas de  zinco à guisa de telhado. O verão estava chegando, fazia mais de um mês que não tínhamos tempestades à noite. Ora, uma tempestade era indispensável para nós. Eu localizara uma tábua meio podre num canto de nosso cubículo. Empurrando-a fortemente com o pé, consegui rachá-la o suficiente para criar uma abertura. Fiz isso numa tarde, depois do almoço, enquanto o guarda cochilava em pé, equilibrado sobre seu fuzil. O barulho o assustou. Ele se aproximou, nervoso, e deu a volta na jaula devagar, como um animal selvagem. Eu o acompanhava pelas fendas que separavam as tábuas, prendendo a respiração. Ele não conseguia me ver. Parou duas vezes, chegando a grudar o olho num buraco, e por um instante nossos olhares se cruzaram. Deu um pulo para trás, assustado. Depois, para disfarçar, plantou-se bem na entrada da jaula; estava indo à forra, pois não tirava mais os olhos de mim. Veja o primeiro capítulo completo.

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios – Marçal Aquino

Não adianta explicar. Você não vai entender. Às vezes, como num sonho, vejo o dia da minha morte. É uma coisa meio espírita, um flash. E, embora a mulher não apareça, sei que é por causa dela que estão me matando. E tenho tempo de saber que não me deixa infeliz o desfecho da nossa história. Terá valido a pena. Comentário

Meu nome é vermelho – Orhan Pamuk

Agora, sou meu cadáver, um morto no fundo de um poço. Faz tempo que dei o último suspiro, faz tempo que meuresenha logo coração parou de bater mas, salvo o canalha que me matou, ninguém sabe o que aconteceu comigo. Esse crápula desprezível, para certificar-se de que tinha mesmo dado cabo de mim, observou minha respiração, espreitou minhas derradeiras palpitações, depois deu-me um chute nas costelas, arrastou-me até um poço, passou-me por cima da mureta e precipitou-me fosso abaixo. Minha cabeça, já rachada a pedra, esfacelou-se na queda; meu rosto, minha testa, minhas faces se estraçalharam; moeram-se meus ossos, minha boca encheu-se de sangue. Veja o primeiro capítulo completo.

O livro de areia – Jorge Luis Borges

*É um livro de conto, então escolhi o primeiro parágrafo do primeiro conto: O outro.

O fato aconteceu no mês de fevereiro de 1969, ao norte de Boston, em Cambridge. Não o escrevi de imediato porque meu primeiro propósito era esquecê-lo, para não perder a razão. Agora, em 972, penso que, se o escrever, os outros o leram como um conto e , com os anos, talvez o seja para mim.

Então ficou curioso com algum? Não esquece de me contar nos comentários um começo de livro que você amou!

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{eu li} A casa assombrada – John Boyne

acasaSinopse: Eliza Caine tem 21 anos e acaba de perder o pai. Totalmente sozinha e sem dinheiro suficiente para pagar o aluguel na cidade, ela se depara com o anúncio de um tal H. Bennet. Ele busca uma governanta para se dedicar aos cuidados e à educação das crianças de Gaudlin Hall, uma propriedade no condado de Norfolk – sem, no entanto, mencionar quantas são, quantos anos têm ou dar quaisquer outras explicações. Assim, ela larga o emprego de professora numa escola para meninas e ruma para o interior. Chegando a Gaudlin Hall, Eliza se surpreende ao encontrar apenas Isabella, uma menina que parece inteligente demais para sua idade, e Eustace, seu adorável irmão de oito anos. Os pais das crianças não estão lá. Não se veem criados. A governanta recém-contratada busca informações com as pessoas do vilarejo, mas todos a evitam. Nesse meio-tempo, fica intrigada com janelas que se fecham sem explicação, cortinas que se movem sozinhas e ventos desproporcionais soprando pela propriedade. E então coisas realmente assustadoras começam a acontecer…

Eu geralmente evito histórias de assombração, mas fiquei curiosa pela temática que é bem diferente dos outros livros do autor, John Boyne, que é um dos meus favoritos. Bom o livro deixa você curiosa logo de cara com a casa que se apresenta como um lugar bem perigoso. E o fato de ninguém querer contar a Eliza o que acontece ali deixa claro que algo bem pavoroso pode ter ocorrido no lugar. O leitor logo começa a levantar várias hipóteses até descobrir toda a história, que é o mais legal da trama. É uma bem história plausível que prende o leitor até ele acabar e entender tudo o que aconteceu antes. Não posso entrar em detalhes porque a graça é descobrir cada parte e a história é curta.

Um dos pontos que percebo da obra do autor é o crescimento do personagem, evolução ou mudança. Nesse caso, a personagem se depara com crianças e assume um extinto de proteção por elas e isso acaba mudando a jovem ingênua e insegura numa mulher mais forte e decidida do que se poderia esperar nas primeiras páginas. A melancolia e saber lidar com a perda é outro tema que está bem presente, essa não é uma história de terror apesar de ser sobre fantasmas. Eles não estão ali sem um objetivo que aos poucos vai ficando mais claro.

Apesar de não ser um livro exatamente sobre um período histórico como vários outros livros do autor, a narrativa se passa na Inglaterra no início do século XIX, então a história está ali de qualquer forma, cita-se muito Charles Dickens na história. O período histórico é muito bem construído, os costumes e principalmente o que se esperava das mulheres de diferentes posições sociais naquela época. Não era comum uma mulher ter que tomar suas decisões sozinhas e isso assusta Eliza no começo que se vê desejando um parente para ajuda-lá a tomar algumas decisões. Mas o bom é que aos poucos ela aprende que isso é uma besteira e trassa os rumos de sua história.

johnO autor

Nasceu na Irlanda, em 1971, e mora em Dublin. Escreveu outros seis romances e foi traduzido para mais de quarenta idiomas. Seu livro mais célebre, O menino do pijama listrado (2007) lhe rendeu dois Irish Book Awards, vendeu mais de 5 milhões de exemplares pelo mundo e foi adaptado para o cinema em 2008.

Site: www.johnboyne.com

Veja as resenhas de outros livros do autor.

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{eu li} Fique onde está e então corra – John Boyne

55046_gAlfie Summerfield nunca se esqueceu de seu aniversário de cinco anos. Quase nenhum amigo dele pôde ir à festa, e os adultos pareciam preocupados – enquanto alguns tentavam se convencer de que tudo estaria resolvido antes do Natal, sua avó não parava de repetir que eles estavam todos perdidos. Alfie ainda não entendia direito o que estava acontecendo, mas a Primeira Guerra Mundial tinha acabado de começar. Seu pai logo se alistou para o combate, e depois de quatro longos anos Alfie já não recebia mais notícias de seu paradeiro. Até que um dia o garoto descobre uma pista indicando que talvez o pai estivesse mais perto do que ele imaginava. Determinado, Alfie mobilizará todas suas forças para trazê-lo de volta para casa.

O livro Fique onde está e então corra me trouxe de volta um dos meus autores favoritos, John Boyne, mas por gostar tanto, acho que eu esperava bem mais do livro. Acho que achei o que o menino fez fácil demais para uma criança de nove anos, mas talvez isso seja só uma questão de olhar. Mas o livro não pode ser considerado ruim, é envolvente e traz vários elementos da narrativa de Boyne. Ele definitivamente sabe trabalhar a partir do olhar de uma criança sobre momentos alegres e tristes. E é a característica mais forte do livro, como Alfie lida com as situações e vê as pessoas agindo de uma forma que ele muitas vezes não é capaz de compreender. E em outras , quando ele já está maior, é o único capaz de entender a resposta para o desespero do pai.

Além disso, é um ótimo retrato da sociedade do pós guerra, uma forma de tentar imaginar como os horrores da guerra podem afetar para sempre uma pessoa, como a guerra é um ato desumano para todos os envolvidos, como os inocentes são os que mais sofrem. E como elas não deveriam existir. O livro é narrado em terceira pessoa, pequeno e rápido de ler, mas as mensagens ficam gravadas na cabeça. E o autor amarra a história de um jeito inspirador como sempre faz.

sair daqui, vou? eles estão por todos os lados,. Comendo nos meus pés. Minhas pernas doem. deve estar enorme, não o reconheceria. Atiramos nele, atiramos sim, porque ele estava reclamando de tudo. Pare com isso, pare com isso. Eu não queria ter nada a ver com isso, mas o sargento disse que eu não tinha escolha, que senão eu  também acabaria na corte marcial.

A neurose pós guerra, retratada no livro, foi um dos termos que surgiu na psicologia da época. Não se escreve um livro como o de Boyne sem um grande conhecimento da história. E essa é a grande marca do autor, temos livros sobre a Segunda Guerra, Revolução Russa, a maioria deles você pode encontrar a resenha aqui no blog. Se você não gosta de personagens infantis sendo o centro da trama, eu indico o livro O Pacifista (o meu livro favorito dele), que tem uma linguagem bem mais adulta, também trata da guerra, mas ainda fala do homossexualismo e do que era ser um objetor de consciência, como era mal visto e difícil assumir essa posição.

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[Tag] Redes sociais

Hoje é dia de tag, mais precisamente da tag redes sociais. Ela foi criada pelo canal Faultdevices, é muito popular na blogosfera. Você escolhe um livro para cada rede social de acordo com as características. E eu resolvi incluir uma que não vi nas outras listas o Skoob, rede social dos livreiros, que não poderia ficar fora dessa.

tag redes sociais 2

tr1Twitter: Um livro que você quer compartilhar com todo mundo

Esse livro, A coisa terrível que aconteceu com Barnaby Brocket é do John Boyne, traz valores muito importantes, é para todas as idades ( resenha). Sinopse: A família Brocket tinha muito orgulho de ser perfeitamente normal. Alistair, Eleanor e seus dois filhos moravam numa casa normal, num bairro normal, onde faziam coisas normais, sempre evitando que algo fora do comum pudesse acontecer. E assim levavam uma vida pacata e sem sobressaltos – até o dia em que Barnaby Brocket veio ao mundo. Bastou o caçula nascer para todos perceberem que ele era um pouco diferente: logo que se separou do corpo da mãe, o bebê foi parar no teto do hospital… Ele flutuava! E aquela incapacidade de ficar com os pés no chão, que no começo parecia apenas uma esquisitice de criança, com o tempo se transformou num verdadeiro problema para seus parentes. Afinal, como seria a reação dos vizinhos quando descobrissem essa peculiaridade do filho mais novo dos Brocket? Barnaby virou motivo de vergonha. E depois de longos oito anos, quando o caso parecia não ter mais solução, Alistair e Eleanor decidem dar um ponto final nesse sofrimento. O garoto é abandonado à sua própria sorte e começa a flutuar sem destino. Mas, assustado e surpreso com o que tinha acabado de acontecer, Barnaby mal sabia que esse era apenas o começo de uma viagem pelo mundo, em que conheceria lugares impressionantes e pessoas muito especiais – que, como ele, não eram tão normais assim.

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Facebook: Um livro do qual você gostou e foi recomendado por outra pessoa 

Não só recomendado, como dado de presente. Eu amei. Esse livro é uma clássico que ganhei da Camille, isso está virando uma tradição já nossas trocas de livros. Sinopse: O mercador de Veneza é uma das obras mais polêmicas de William Shakespeare (1564-1616). Escrita por volta de 1596, aborda o choque entre diferentes culturas, tema tão presente hoje como na Inglaterra do século XVI. Tradicionalmente classificada como comédia, apresenta elementos típicos do romantismo; um exemplo é a heroína da peça – Pórcia –, uma dama italiana à procura de um marido. A história tem lugar entre Veneza e a fictícia Belmonte e mostra o antagonismo entre Antônio – o mercador do título da obra, comerciante cristão de prestígio – e Shylock, um usurário judeu que leva o outro ao tribunal no intuito de cobrar uma dívida. Para criar este que é um dos seus mais populares personagens, Shakespeare se inspirou na peça O judeu de Malta, de seu contemporâneo Christopher Marlowe. Nesta obra fica clara a habilidade shakespeariana de colocar elementos altamente trágicos numa peça que termina em casamentos e reconciliações. Sem piedade, o dramaturgo manipula a opinião do público em meio a personagens tão dúbios quanto ardilosos, criando um dos seus melhores trabalhos.

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Tumblr: Um livro que você leu antes de fazer o blog e não resenhou

O Símbolo Perdido, é um dos meus livros favoritos do Dan Brown, li em 2010. Nele o personagem Robert Langdon desvenda segredos da maçonaria e se envlve em uma aventura arriscada e cheia de simbologia. Dan Brown usa a história e a simbologia para fazer livros com enredos muito inteligentes, vale muito a pena ler! Sinopse: Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas. Em O símbolo perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon – eminente maçom e filantropo – a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal’akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico. O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está. Nas mãos de Dan Brown, Washington se revela tão fascinante quanto o Vaticano ou Paris. Em O Símbolo Perdido, ele desperta o interesse dos leitores por temas tão variados como ciência noética, teoria das supercordas e grandes obras de arte, os desafiando a abrir a mente para novos conhecimentos.

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Myspace: Um livro que você não tem a intenção de reler

Como comentei aqui na resenha, A Verdade sobre o caso Harry Quebert do Joël Dicker, não é um livro ruim, mas é cansativo para o leitor. Embora a ideia e a trama sejam bem interessantes (resenha). Sinopse: Aos vinte e oito anos Marcus Goldman viu sua vida se transformar radicalmente. Seu primeiro livro tornou-se um best-seller, ele virou uma celebridade e assinou um contrato milionário para um novo romance. E então foi acometido pela doença dos escritores. A poucos meses do prazo para a entrega do novo original, pressionado por seu editora e por seu agente, Marcus não consegue escrever nem uma linha. Na tentativa de superar seu bloqueio criativo, Marcus decide passar uns dias com seu mentor, Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados do país. É então que tudo muda. O corpo de uma jovem de quinze anos – desaparecida sem deixar rastros em 1975 – é encontrado enterrado no jardim de Harry, junto com o original do romance que o consagrou. Harry admite ter tido um caso com a garota e ter escrito o livro para ela, mas alega inocência no caso do assassinato.Com o intuito de ajudar Harry, Marcus começa uma investigação por contra própria. Uma teia de segredos emerge, mas a verdade só virá à tona depois de uma longa e complexa jornada.

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Instagram: Um livro com a capa bonita

 Eu amo a capa de A mulher do viajante do tempo da Audrey Niffeneger (resenha). É simples, mas é uma das minhas capas favoritas até hoje. E a história é igualmente linda e pura. Sinopse: Henry sofre de um distúrbio genético raro. De tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele se vê viajando no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.

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Youtube: Um livro do qual você gostaria de ver uma adaptação para o cinema

Sepulcro da Kate Mosse merece uma adaptação para o cinema porque é uma história que merece um filme porque o cenário seria belíssimo e misturaria duas épocas. Além de ser cheio de enigmas e suspenses. Sinopse: Em Sepulcro, duas histórias paralelas estão separadas por mais de um século. Em outubro de 1891, a jovem Léonie Vernier e seu irmão Anatole saem apressadamente de Paris para o Domaine de la Cade, a imponente propriedade da família de sua mãe, próxima da cidadela medieval de Carcassonne. O rapaz corre risco de vida e divide um segredo com sua tia Isolde, que mora no local. Logo, Léonie também terá seu segredo guardado sob a copa das árvores das florestas escuras da região, dentro da sinistra câmara mortuária que ali se esconde desde tempos imemoriais. E cuja chave é um baralho de tarô muito particular, de poder inimaginável. Mais de cem anos depois, em outubro de 2007, a bordo de um trem recém-saído de Paris, Meredith Martin tem muito sobre o que refletir. O que a leva ao exclusivo Hotel Domaine de la Cade parece ser apenas a pesquisa de uma biografia do compositor Claude Debussy. Mas ela sabe que há mais: o desejo de descobrir as origens de sua família, que parecem remontar à misteriosa região. A velha partitura de piano amarelada e as fotos antigas que foram só o que sua mãe lhe deixou são a única chave de que dispõe. E as cartas, em que até então nunca acreditara. As encruzilhadas que ligam Léonie e Meredith são o grande mistério de Sepulcro. Os antigos enigmas que as cercam – se desvendados – podem levar a um grande tesouro, de serenidade e crescimento pessoal.

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Skype: Um livro com personagens com os quais você gostaria de conversar

Andei encantada com esse livro. A vida do livreiro A. J. Fikry da Gabrielle Zevin é cheia de personagens que amam ler e adoram falar dos livros que leram e do universo literário, e eu também amo então poderia conversar horas sem parar (resenha). Sinopse: “Livrarias atraem o tipo certo de gente”. É o que descobre A. J. Fikry, dono de uma pequena livraria em Alice Island. O slogan da sua loja é “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo”. Apesar disso, A. J. se sente sozinho, tudo em sua vida parece ter dado errado. Até que um pacote misterioso aparece na livraria. A entrega inesperada faz A. J. Fikry rever seus objetivos e se perguntar se é possível começar de novo. Aos poucos, A. J. reencontra a felicidade e sua livraria volta a alegrar a pequena Alice Island.

 

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Skoob: Um livro que você tem orgulho de ter na sua estante no skoob

Recentemente li Cem anos de solidão do Gabriel García Márquez e tenho orgulhinho de ter lido esse clássico tão importante para a literatura latina e mundial. Fora que ele é um gênio (resenha). Sinopse: “Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendia havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer a fábrica de gelo”…  Com essa frase antológica, García Marquéz, Prêmio Nobel de Literatura de 1982, introduz a fantástica Macondo, um vilarejo situado em algum recanto do imaginário caribenho, e a saga dos Buendia, cujo patriarca, Aureliano, fez trinta e duas guerras civis… e perdeu todas. García Marquéz já despontava como um dos mais importantes escritores latino-americanos, no início da década de 1970, quando Cem anos de solidão começou a ganhar público no Brasil. O livro causou enorme impacto. Na época, o continente estava pontilhado de ditaduras. Havia um sentimento geral de opressão e de impotência. Então, essa narrativa em tom quase mítico, em que o tempo perde o caminho, em que os episódios testemunhados e vividos acabam se incorporando às lendas populares, evoca nos leitores uma liberdade imemorial, que não pode ser arrebatada. E tão presente. Tão  familiar e necessária. Em Macondo, os mortos envelhecem à vista dos vivos e os anjos chegam, sempre, em dezembro. Entretanto, García Marquéz nunca aceitou que suas narrativas fossem rotuladas como fantasia. Talvez porque isso exilasse Macondo num outro mundo, que nem a solidão ou a liberdade pudessem alcançar. Cem anos de solidão é a mais pura história do povo latino-americano. Mas ultrapassa o momento e expõe a alma dessa história – ou como é vivenciada.

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