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Psicose – Robert Bloch #SetembroPolicial

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Sinopse: Livro que deu origem ao mais famoso filme de suspense de todos os tempos. Psicose conta a história de Marion Crane, que foge após roubar o dinheiro que foi confiado a ela depositar num banco. Ela então vai parar no Bates Motel, cujo proprietário é Norman Bates, um homem atormentado por sua mãe controladora. Belo suspense, de tirar o fôlego!

Um grande suspense mesmo, um clássico da literatura policial que inspirou o filme de Hitchcock que deve ser até mais famoso que o livro em si. Mas não haveria filme se não fosse o livro, que impressionou tanto o cineasta que o fez comprar todas as 3 mil cópias disponíveis em livrarias na época.

Esse livro é daqueles que só conseguimos largar no final, foi mais uma leitura excelente do meu Setembro Policial. Obrigada pelo envio Darkside! Se você quer ler o livro não pode deixar de participar do sorteio e concorrer a ele e outros da editora. (Veja aqui).

No livro conhecemos a doentia relação de Bates com sua mãe, uma obsessão que extrapola tudo que já tinha lido. Normam controla um hotel em um lugarzinho ermo onde por obra do acaso vai parar a jovem Mary. Ela está em fuga, então ninguém sabe que ela parou ali, e ela acaba sendo assassinada numa das mais famosas cenas no banheiro, não é spoiler, isso é logo no começo do livro!

Depois vem a investigação, o sumiço de Mary traz a irmã numa busca preocupada, e também o noivo e um investigador que está mais preocupado com outras questões. E eles tem que tomar muito cuidado porque nada é o que parece e vários mistérios serão revelados. Um deles me pareceu claro desde o começo, não sei se eu não tivesse nenhuma informação sobre o livro eu perceberia antes. Na resenha em vídeo eu até comentei, aqui vou deixar o mistério, quem conhece a história vai saber. ^^ Mas não faz diferença já que os detalhes é que são surpreendentes. LEIA!

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[BEDA] O que tem na prateleira? [3 – Suspense, Mistério, Ficção Científica]

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Oi pessoal, hoje chegou a vez de falar d um cantinho que não é exatamente uma prateleira. Em cima da minha cômoda ficam livros de literatura policial (ou que tenham alguma investigação), suspense, mistério, ficção científica… É um cantinho bem querido também. Já falei do canto histórico e de fantasia.

18052786_1465996573474325_327382507_nPrimeiro vem o box com a obra completa do Sherlock Holmes escrita pelo criador, Arthur Conan Doyle. Eu tive o prazer de ler pela primeira vez ano passado e gostei muito. (Só pesquisar Sherlock na lupa que vai achar todos os posts que eu fiz sobre cada livro).  O grandalhão do lado é uma HQ enorme chamada Do Inferno de Allan Moore e Eddie Campbell que conta uma versão para a história de Jack Estripador (resenha).

18034643_1465996566807659_1358541509_nDepois vem o livro Concerto a Quatro Mãos (resenha) que li para o #SETEMBROPOLICIAL do ano passado (fica ligado que teremos mais uma dição esse ano). O livro é um suspense diferente, u mostra a cabeça confusa do assassino e ao mesmo tempo a cabeça de um inocente. Através de “diários” em que só temos a visão de dois personagens, há um verdadeiro mergulho na alma deles. E o final surpreende e assusta.

A Sangue Frio também traz uma investigação de assassinato mas pelo foco jornalístico. Esse livro é um clássico, considerado um dos começos do jornalismo literário e escrito por Truman Capote. Recomendo! (resenha)

Depois estão os livros escritos por J.K. Rowling com o pseudônimo Robert Galbraith que ela criou para escrever sua série policial do detetive Cormoran Strike. O quarto livro está para ser lançado, eu tenho os três, mas na foto só saiu os dois que já li: O Chamado do Cuco e O Bicho da Seda (resenha) . Gostei dos dois, lerei o terceiro para setembro (Vocação para o mal).

Na sequência estão todos os livros do Carlos Ruiz Zafón que sempre envolvem personagens querendo descobrir algum segredo do passado e só por isso estão aí. Ele é um autor incrível! E a continuação da até então trilogia do O Cemitério dos livros esquecidos está para ser lançada também aqui no Brasil.
Os livros do autor:

  • Trilogia da Névoa
    O Príncipe da Névoa (primeira publicação em 1993, relançado em 2010) – resenha
    O Palácio da Meia-Noite (primeira publicação em 1994, relançado em 2011)  – resenha
    As luzes de Setembro (primeira publicação em 1995, relançado em 2013)  – resenha
  • Marina  – resenha
  • Série Cemitério dos livros esquecidos
    A Sombra do Vento (2001)  – resenha
    O Jogo do Anjo (2008)  – resenha
    O Prisioneiro do Céu (2011)  – resenha
    O Labirinto dos Espíritos (2016) (ainda não tem no Brasil)

Aí ainda tem o pequeno mas muito bacana O escaravelho do diabo da Coleção Vaga-lume. Um romance policial que foi lido por muita gente na infância (resenha).

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Essa sequência começa com a trilogia policial do Stephen King: Mr. Mercedes (já li e amei – resenha), Achados e perdidos (estou lendo) e Último Turno.

Depois do mesmo autor vem Misery que é mais um thriller psicológico do que policial, mas que envolve um sequestro. E é o melhor livro do autor que já li até agora (resenha). Novembro de 63 que mistura Sci-Fi com história, viagem no tempo com o assassinato de Kenedy. E Sob a Redoma que conta a história de uma cidade u foi abruptamente cercada por um campo de força e todo o drama que se desenrola por isso. Leia Stphen King, e pode ler qualquer um desses, são todos incríveis.

E exprimida no cantinho está a trilogia Millenium de Stieg Larsson: Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar (foi lançado um quarto livro, e será lançado um quinto, com outro autor  que não sei se tenho vontade de ler). Stieg faleceu depois de entregar essa trilogia brilhante, não aceito nada menos que incrível de continuação. Ela envolve tantos assuntos que é difícil de definir em poucas palavras.

Sinopse Os Homens que não amavam as mulheres: 

Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas – passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada – o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.
Quase quarenta anos depois, o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger, e que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados – de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois…. até um momento presente, desconfortavelmente presente.’

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Também estão aí os livros da Agatha Christie: Extravagância do morto (ótimo), Os elefantes não esquecem (ainda não li), O natal de Poirot (ainda não li), O assassinato de Roger Ackroyd (perfeito). E a biografia de Agatha Christie From My Heart escrita pelo brasileiro Tito Prates, recomendo!

18052569_1465996536807662_249657679_n.jpg O livro Meu Nome é Vermelho do Orhan Pamuk também envolve um assassinato mas tem uma narrativa muito diferente em que até objetos inanimados e animais podem sr narradores.

Narrativa policial, um amor proibido e reflexões sobre as culturas do Oriente se reúnem neste livro. Estamos em Istambul, no fim do século XVI. Para comemorar o primeiro milênio da fuga de Maomé para Meca, o sultão encomenda um livro de exaltação à riqueza do Império Otomano. Na tentativa de afirmar a superioridade do mundo islâmico, as imagens do livro deveriam ser feitas com técnicas de perspectiva da Itália renascentista. As intenções secretas do sultão logo dão margem a especulações, desencadeando intrigas e o assassinato de um artista que trabalhava no livro. Ao mesmo tempo, desenrola-se o caso de amor entre Negro, que volta a Istambul após doze anos de ausência, e a bela Shekure. Construída por dezenove narradores entre eles um cachorro, um cadáver e o pigmento cuja cor dá nome ao livro, a história surpreende pela exuberância estilística, que reflete o encontro de duas culturas.

Buffo e Spalanzani do Rubem Fonseca eu ainda não li, mas já li o debaixo O Seminarista. Rubem Fonseca tem uma escrita sangrenta, dura e seca, direto ao ponto, que eu amei. E O pintassilgo da Donna Tart ainda não li 18051852_1465996550140994_1958827793_nmas está na meta de 12 livros para ler esse ano.  Assim como a trilogia Hannibal de Thomas Harris que não é meu, peguei emprestado para ler em setembro.

Espero que tenham gostado do post! Em breve revelo mais um cantinho ou prateleira para vocês. beijos

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{euLi} O assassinato de Roger Ackroyd – Agatha Christie #SETEMBROPOLICIAL

14137688_1161991537208165_1370579488_nSinopse: Em uma noite de setembro, o milionário Roger Ackroyd é encontrado morto, esfaqueado com uma adaga tunisiana – objeto raro de sua coleção particular – no quarto da mansão Fernly Park na pacata vila de King’s Abbott. A morte do fidalgo industrial é a terceira de uma misteriosa sequência de crimes, iniciada com a de Ashley Ferrars, que pode ter sido causada ou por uma ingestão acidental de soníferos ou envenenamento articulado por sua esposa – esta, aliás, completa a sequência de mortes, num provável suicídio. Ameaças, chantagens, vícios, heranças, obsessões amorosas e uma carta reveladora deixada por miss Ferrars compõem o cenário desta surpreendente trama, cujo transcorrer elenca novos suspeitos a todo instante, exigindo a habitual perspicácia do detetive Poirot em seu retorno ao mundo das investigações. O assassinato de Roger Ackroyd é um dos mais famosos romances policiais da rainha do crime.

Oi pessoal! Continuando o nosso mês policial, eu não poderia deixar de falar sobre algum livro da Agatha Christie. Afinal a ideia do mês ser em setembro surgiu por ela fazer aniversário no dia 15 desse mês (quinta). Dia em que será sorteado o Kit Agatha Christie, o primeiro desse mês especial.

Esse livro compete no coração de muitos fãs da Agatha como o melhor a autora, eu ainda acho E não sobrou nenhum/O caso dos dez negrinhos melhor, mas esse de fato tem um final sensacional. E fica em segundo lugar para mim. Confesso que só fui entender o porque dele ser tão importante quando acabei de ler as últimas palavras. Fiquei chocada com a astúcia da autora. E não vou revelar de jeito nenhum nada na resenha. Eu li numa versão bem antiga (essa da foto), comprei baratinho, só não recomendo porque tem uns erros estranhos. Por exemplo, no começo falam que um dos personagens é filho da esposa falecida de Roger Ackroyd e lá pelo meio do livro colocam que ele é sobrinho, que Roger é o tio. Essa edição só em sebo mesmo, então leiam outra.

Esse livro é narrado por um médico na pacata vila de King’s Abbott, ele mora com sua irmã Caroline, uma fofoqueira convicta. Enquanto ele não quer revelar segredos dos pacientes, ela parece saber mais que ele da vida de todos. A história começa com a morte da Sra. Ferrars, e há todo uma suspeita por parte de Caroline de que ela teria envenenado o marido e que teria se matado por consciência pesada. E logo depois morre um amigo íntimo dessa senhora, assassinado em sua própria residência. Isso tudo depois que ele teria pedido para conversar com o doutor e lhe revelado coisas sobre sua relação com a Sra. Ferrars e os segredos da dama. E uma carta com tais segredos desaparece.

Poirot está morando nessa vila, e acaba conhecendo o doutor. Ele já era amigo de Roger Ackroyd mas para a maioria das pessoas ele era ninguém. Até que sua situação é esclarecida e pede para que ele assume o caso. Quem faz o pedido, diferente do que está nas sinopses, é Miss. Ackroyd, sobrinha de Roger que está noiva do enteado do tio, Ralph. Esse último é um personagem bem misterioso, e as opiniões sobre ele sã contraditórias. O fato é que ele está sem dinheiro e há fortes indícios contra ele, e seu sumiço não ajuda em nada. Poirot promete investigar, mas que suas revelações serão as mais verdadeiras possíveis.

Parece chamar-se Mr. Porrot, um nome que dá uma singular impressão de irrealidade. A única coisa que sabemos a seu respeito é que se interessa pela cultura de abóboras.

É um livro bem divertido de ler, quando Poirot encontra Caroline a troca entre eles é bem engraçada. O contraste entre os irmãos também é ótimo. O nosso narrador doutor, se sente um Watson e fica sempre ao lado de Poirot. Nesse livro não temos Hastings que está na Argentina, então James vira seu par quase fixo.

Também tinha um amigo… um amigo que durante muitos anos sempre esteve ao meu lado. De vez em quando dava provas de uma imbecilidade que chegava a ser assustadora, mas apesar disso gostava muito dele. Imagine só, sinto falta até de sua burrice. A ingênua honestidade com que encarava todas as coisas, o prazer de surpreendê-lo e encantá-lo com os meus talentos superiores… tudo isso me faz tanta falta que nem posso lhe dizer.

Não consigo não fazer comparações entre Poirot e Sherlock depois de tantas leituras do último. No método diria que os dois dão valores aos detalhes (e guardam muito da investigação para si), mas Poirot faz mais entrevistas com os suspeitos (que geralmente são vários). Enquanto as pistas de Sherlock estão mais nas evidências do que nos discursos. Poirot também é bem mais sociável e conversa fácil com outros. A relação dele com Hastings lembra a de Sherlock e Watson, mas Hastings em vários momentos quer bancar o mais esperto e acha que Poirot não está enxergando o que ele está (o que não acontece com o modesto Watson). A questão dos parceiros nasceu com Edgar Allan Poe como falei em outro post.

A suspeita como é comum nos livros de Agatha, cai para cima de quase todo mundo que mora com Ackroyd. Todo mundo como afirma Poirot está escondendo alguma coisa e ele vai descobrir. Mesmo que o segredo não esteja ligado diretamente a morte, lança sempre uma luz sobre algum detalhe. E o final como sempre é surpreendente, e no caso desse livro mais ainda, mas as pistas estavam ali o tempo todo.

Na biografia Agatha Christie From My Heart, escrita por Tito Prates (também está sendo sorteada) está que esse livro gerou muita polêmica e isso o promoveu. Parte dos leitores de Agatha se disseram enganados pela autora, o que é um absurdo já que quem gosta de romance policial deveria justamente esperar por reviravoltas. Mas acredito que era pessoas que só gostam da mesma coisinha sempre. Tito nos conta que o livro lhe rendeu mais leitores do que os que ela possa ter perdido e que o livro foi o best seller do ano dos romances policiais. Esse livro foi primeiro serializado pelo The Evening News, em 1925, e publicado em 1926 (isso era comum na época).

A ideia do livro nasceu de um comentário de seu cunhado, James Watts, sobre uma história de detetive que estava lendo. Quarenta anos depois, Lord Louis Mountbatten, primo do Príncipe Phillip, marido da rainha Elizabeth II, escreveria uma carta a Agatha, lembrando-a que foi ele quem lhe enviou a ideia do enredo do livro.
Agatha, muito elegantemente, reconheceu ter recebido a carta, agradeceu, pediu desculpas, justificou que não respondeu na época por estar doente e enviou um exemplar autografado de Noite das Bruxas ao nobre inglês.
As palavras de Agatha na Autobiografia falam como James Watts lhe dando a ideia do plot, na qual ela estava pensando há algum tempo, quando a carta de Lord Mountbatten chegou. (Agatha Christie From My Heart)

Falarei mais sobre a vida de Agatha e sobre a biografia no próximo post, mas já a recomendo para os fãs que não conhecem. No ano passado devido aos 125 anos da Agatha fiz vários posts sobre sua obra, então se quiser saber sobre outros livros dela só pesquisar seu nome na área de busca. Também tem uma playlist de vídeos no youtube.

E vocês o que estão lendo nesse #SetembroPolicial ? Comentem! beijos

 

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{euLi} O signo dos quatro – Arthur Conan Doyle #Sherlock2

SHERLOCK_HOLMES_1440117798520956SK1440117798BSinopse de O signo dos quatro: Sherlock Holmes encontrava-se entediado e deprimido quando uma bela jovem chegou com um caso fascinante. O nome dela é Mary Morstan. Todo ano, desde o misterioso desaparecimento de seu pai, ela ganha uma pérola de presente enviada por um desconhecido. Agora, seu benfeitor anônimo pediu um encontro e ela quer que Holmes e Watson a acompanhem. Juntos, eles vão descobrir uma história de tesouros inestimáveis e terríveis traições.

Olá pessoal, hoje vamos falar do segundo livro presente no primeiro volume do box Sherlock Holmes. Seguindo a ordem de publicação, essa é a segunda aventura de Sherlock e Watson (a primeira você confere aqui). Nesse livro Watson e Holmes ainda moram juntos e o médico continua descobrindo mais coisas sobre seu companheiro. Continua abismado com a dedução do detetive mas também preocupado com o que a falta de um bom caso causa ao amigo.

_ O que é hoje: morfia ou cocaína?

É claro que Watson é completamente contra o uso das drogas, como médico ele sabe os efeitos e tenta convencer Sherlock lembrando-o dos danos que elas podem causar. Fiquei bem surpresa com isso o personagem, a interpretação do Robert Downey Jr. no filme passou até a fazer mais sentido para mim.

_O meu espírito rebela-se cotra a estagnação. De-me problemas, muito trabalho, o mais complicado criptograma ou a mais intrincada análise e eu estarei no meu meio. Então, dispensarei todos os estimulantes artificiais. Detesto a rotina monótona da existência. Anseio pela exaltação mental. Foi por isso que escolhi a minha profissão especial. Ou melhor, eu a criei, porque sou único no mundo.

Como podem ver a fala modéstia passa longe de Sherlock, que se considera o único detetive consultor particular. O último recurso nos casos criminais. E ele não vai ficar longe de um bom caso por muito tempo. A Srta. Mary Morstan procura Sherlock com um caso bem estranho e ele e Watson logo estão a ativa novamente. O médico ainda ganha um incentivo a mais para ajudar, fica totalmente encantado com Mary. E quem já conhece a personagem pelas adaptações já sabe onde isso vai dar. Fiquei boba dela já aparecer na segunda história.

O caso envolve o desaparecimento do pai de Mary que aconteceu há quase dez anos. Ele era oficial o regimento da Índia e a história envolve um grade tesouro de Agra. Quando ela recebe um bilhete de um sujeito que promete lhe contar o que aconteceu com o pai dela e reparar uma injustiça ela procura os detetives para atrás de conselhos. A história é bem nebulosa e vai se revelando aos poucos. Eu me evolvi menos com os dramas dos personagens do que o primeiro livro, mas ão deixou de ter uma história interessante por trás.

Do lado das forças policiais, nesse livro, conhecemos Athelney Jones, um cara totalmente descrente das habilidades de Sherlock e bem metido. Mesmo já tendo sido ajudado por Holmes ele tem a cara de pau de atribuir tudo a sorte e ficar chamando-o de o teórico. E é claro que Athelney vai ficar totalmente perdido na investigação e vai ter que contar com Sherlock.

O detetive mostra que para cada caso pode utilizar ferramentas diferentes, disfarces, crianças de rua e até mesmo um cachorro de olfato apurado. Tudo depende da situação, Sherlock pode até se disfarçar e ficar irreconhecível. Ele é um homem tanto de ação quanto de ideias. Watson por sua vez se mostrou um cara de autoestima baixa quando chega ao ponto de torcer para que Mary não receba nenhum tesouro, acreditando que se ficar rica ela nunca olhará para ele. E que ele não a merecerá, já que não tem nada a oferecer.

Eu gostei da história, mais por conhecer os personagens e seus métodos do que do mistério em si dessa vez. E você, já leu esse livro? O que achou? Não deixe de comentar! 😉

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{eu li} Marina – Zafón

MARINA_1317135768BSinopse: Na Barcelona dos anos 1980, o menino Óscar Drai, um solitário aluno de internato, conhece Marina, uma jovem misteriosa que vive num casarão com o pai idoso. Em passeios pela cidade, os dois presenciam uma cena estranha num cemitério e se envolvem na resolução de um mistério que remonta aos anos 1940. Numa tentativa inútil de escapar da própria memória, Oscar abandona sua cidade. Acreditava que, colocando-se a uma distância segura, as vozes do passado se calariam. Quinze anos mais tarde, ele regressa à cidade para exorcizar seus fantasmas e enfrentar suas lembranças – a macabra aventura que marcou sua juventude, o terror e a loucura que cercaram a história de amor.

Esse é o único livro do Zafón que me faltava ler, o último publicado pelo autor foi em 2008. Zafón, cadê você hômi? Fiz resenhas dos livros aqui no blog, vou deixar os links no final. Marina foi escrito em 1999, e é um dos favoritos do autor (segundo a capa). Os livros do autor tem muito em comum e se passam a maioria em Barcelona e escondem sempre um mistério, desvendado por jovens e adolescentes, mas com uma história profunda. Esse mistério sempre toca nas mazelas humanas, na dificuldade dos sentimentos.

Os suspenses e histórias nunca são de graça e sempre mostram um pouco da nossa humanidade, no sentido de defeitos e até onde uma pessoa pode chegar por medo, amor, ambição… E esse livro não é diferente, o mistério que Oscar e Marina vão investigar é bem complexo e rico. Não tem como não se interessar na história de um homem (com muitas faces) e um talento para construir e elaborar próteses, mas com uma história de ruína.

E ao mesmo tempo não se interessar pela vida de Marina e seu pai, que vivem em uma Barcelona já esquecida e abandonada. Mas eu confesso que esperava mais dos motivos para o parzinho se envolver nesse mistério, fiquei esperando uma ligação mais forte entre eles e o passado investigado. A relação é mais a base da reflexão e do sentimento de perda, que não é mole de lidar, acho que no fim é um livro sobre perda e isso é muito bem trabalhado com o exemplo da história. Mas fiquei querendo um link mais tcham. Outra coisa que nesse livro não curti também são as cenas de ação, resolvidas sempre no corre corre dos personagens. Mas vale a pena ler para conhecer o mistério e a história do passado que Marina e Oscar encontram, que é como nos outros livros do autor criativa e tocante. Se você ler todos os livros do autor, você consegue perceber a evolução da sua forma de narrar, há uma mudança significativa da Trilogia da Névoa para Marina e de Marina para A sombra do vento. Deixei os links das resenhas no final.

 

Trilogia da Névoa (qualquer ordem)
As luzes de setembro – https://euliouvouler.wordpress.com/20…
O palácio da meia noite –
https://euliouvouler.wordpress.com/20…
O príncipe da névoa – https://euliouvouler.wordpress.com/20…

Trilogia A sombra do vento (melhor nessa ordem)
A sombra do vento – https://euliouvouler.wordpress.com/20…
O jogo do anjo – https://euliouvouler.wordpress.com/20…
O prisioneiro do céu – https://euliouvouler.wordpress.com/20…

Já leu algum livro do autor? Gostou? Quer ler? Não deixe de comentar! Suas críticas e sugestões são importantes.

beijos