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{euLi} A promessa – Friedrich Dürrenmatt #SetembroPolicial

a promessa

Esse livro veio pra mim na tag de Agosto e traz duas obras reunidas em um mesmo livro do autor, suiço, Friedrich Dürrenmatt. E a primeira delas, A promessa, é uma novela policial bem interessante então resolvi falar no #Setembro Policial.

Temos dois personagens principais, um escritor e um ex-comandante da polícia que acabam se esbarrando em um bar de hotel. Na conversa o ex-comandante faz críticas aos romances policiais e também conta a ele um crime infantil que acaba mudando o rumo da vida de um de seus melhores investigadores, Mattahäi.

O livro é muito instigante em termos de metalinguagem (quando a linguagem usada, no caso o livro, explica a própria linguagem), já que temos um escritor falando sobre escrever com outra pessoa. E também ao mesmo tempo temos uma história dentro de outra, e ficamos querendo saber o que aconteceu no crime em questão. O assassinato é narrado com o intuito de mostrar como na vida real as investigações seriam muito mais complicadas que nos livros em que, segundo o policial, o detetive só precisa seguir a lógica e ir somando as evidências.

Vocês da escrita, não se preocupam com isso. Não tentam lidar com uma realidade que vive escapando pelos dedos, mas montam um mundo que é administrável. Esse mundo talvez seja perfeito, mas é uma mentira.

(…) É óbvio que nós da polícia, somos obrigados a proceder também logicamente, cientificamente; os fatores de interferência que entram em jogo, porém são tão frequentes que não é raro que apenas a sorte profissional e o acaso decidam em nosso favor.

O ex-detetive também põe em cheque a forma com que o escritor colocará essa história para frente, ele acredita que com certeza o autor a melhorará e fará as situações se encaixarem. Ele não crítica o fim em que o criminoso é capturado, mas como isso se dá de forma “fácil”.

(…) O senhor vai contar tudo de forma geral, como eu tentei contar, apenas de um jeito melhor, obviamente. Afinal, o senhor é o especialista, e apenas no fim o assassino será revelado, a esperança se concretizará, a fé triunfará para que a história seja ainda aceitável ao mundo cristão.

Esses trechos chão cheios de ironia e uma espécie de aceitação do próprio autor porque apesar de certo deboche sobre esse tipo de forma de narrar, o autor não foge muito dessa “revelação final”. Mas também não temos um endeusamento das ações da polícia, apesar da inteligência do investigador ser ressaltada pelo comandante.

Na história contada para o escritor, que nos prende até o final por sinal, acontece o assassinato de uma menina, há 9 anos, numa mata em uma cidadezinha erma. Ninguém viu nada, somente uma testemunha, um caixeiro viajante, sobre a qual paira a dúvida se foi o assassino ou se encontrou por acidente o corpo. O único que não acredita na inocência do suspeito é o investigador Mattahäi. E o leitor porque é muito esquisito a forma como tudo acontece em relação a ele e seria uma resposta muito simples. Mesmo com o caso encerrado, Matthäi fica obcecado em descobrir a verdade e muda tudo para isso, mesmo que signifique destruir a sua própria vida. Ele bola todo um plano, nada ortodoxo, que ficamos na expectativa se vai dar certo. Leiam para saber!

Gostei muito de uma passagem em que Mattahäi precisa defender a testemunha que por pouco escapa de ser linchada até a morte, crimes com crianças trazem a ira da sociedade, com razão. E o investigador consegue contornar a situação de forma inteligente. É uma história curta que vale muito a pena por vários pontos.

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{euLi} Uma janela em Copacabana – Luiz Alfredo Garcia-Roza #SetembroPolicial

UMA_JANELA_EM_COPACABANA_1350701291BSinopse: Copacabana, Rio de Janeiro. Três policiais são executados em curto espaço de tempo. Eram tiras medíocres, e suas mortes têm muito em comum. Foram eliminados por um assassino frio, que não deixa rastro e costuma disparar à queima-roupa.
De imediato, o mundo policial entra em rebuliço. Quem estaria disposto a correr o risco de sair matando tiras, ainda que inexpressivos? À própria polícia? E por quê?
Em meio às confusões de seu cotidiano de livros sem estantes e mulheres fugidias, o delegado Espinosa, titular do 12º DP, tem poucos elementos para desvendar o caso. Ele e sua equipe enfrentam olhares temerosos e desconfiados dos colegas, muitos deles comprometidos com a corrupção. Percorrendo as ruas de sua geografia predileta, entre os bairros do Leme e de Copacabana, o delegado irá deparar-se com outras mortes e com os mistérios da insinuante esposa de um membro do primeiro escalão do governo federal.

Eu acho que criei muitas expectativas sobre esse livro e por isso me frustrei um pouco. Em alguns momentos quase nada acontece na trama, a investigação em si é muito parada e o autor opta por contar muito do cotidiano do delegado Espinosa, como o fato dele nunca trocar a torradeira que é comentado umas 3 vezes. Mas apesar disso o mistério e sua solução são bons, achei bem interessante, cheguei perto de desconfiar, porque na verdade o livro trabalha com o que está na sua cara, enquanto os personagens estão dizendo muitas e muitas coisas.

É minha segunda leitura do #SetembroPolicial e a segunda em que o personagem principal já é um delegado. No anterior a figura era atípica e dividia a DP com outros 3 delegados (2990 graus – resenha), então nem mandava muito, mas Espinosa é quem comanda toda a 12ª DP de Copacabana, é o chefão. Então temos uma figura que delega o trabalho para 3 investigadores, formando uma equipe menor, que não acompanhamos totalmente e acabamos recebendo mais seus relatórios. O que para mim foi uma experiência diferente dos outros policiais que costumo ler que são mais focados no investigador, estava mais acostumada a acompanhar todos os interrogatórios, as saídas atrás de pistas. Acho que por isso que achei a situação mais parada, apesar de termos muitas mortes, pessoas em perigo e o ritmo melhorar mais para o final.

Não é um livro que dá para contar muito, um ponto levantado é como o clima azeda numa delegacia quando os próprios policiais são suspeitos já que no começo tudo parece uma queima de arquivo. E como a corrupção entre os policiais é tão comum que ninguém se surpreende que as vítimas possam estar envolvidas em algum crime. Hoje no Rio infelizmente a morte de policiais não é nenhuma novidade, então até temos uma pressão da mídia, mas nada comparado ao que acontece em outros casos mais impactantes para os jornais.

Outro ponto forte são as figuras femininas que aparecem no livro como testemunhas, são mulheres fortes e personagens misteriosas, apesar de acabarem no posto de mulheres em perigo ou assim parecerem.

O delegado Espinosa é um personagem bem interessante, um tipo que atrai várias mulheres no livro e acredito que isso seja recorrente pelo seu jeito de solteirão. É um personagem inteligente, mas não chega a ser soberbo ou se fiar em deduções como outros. Esse não é o único livro em que ele aparece, Luiz Alfredo Garcia-Rosa criou o personagem no livro  “O Silêncio da Chuva”, de 1997 e já o trouxe mais 9 vezes depois disso. Apesar desse não ter se tornado meu livro favorito do gênero, fiquei curiosa de acompanhar Espinosa em outras aventuras entre Copacabana e o bairro Peixoto.

Série de TV: Em 15 de outubro estreava no canal GNT, “Romance Policial Espinosa” uma série baseada no livro Uma janela em Copacabana. Eu não assisti, mas você pode conferir a crítica do Literaturapolicial.com clicando aqui. A série não teve tempo de ganhar continuidade por o ator Domingos Montagner morreu afogado no Rio São Francisco em Sergipe. (Saiba mais)

 

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{euLi} 2990 graus – Adilson Xavier #SetembroPolicial

2990_GRAUS_1503344504707234SK1503344504BSinopse: O jovem delegado Hermano está longe de ser um policial típico. Filosofa sobre a verdade, gosta de poesia. Inexperiente e orgulhoso por jamais ter usado sua arma, ele recebe a missão de investigar o assassinato de um deputado federal acusado de desviar verbas destinadas às vítimas de uma grande inundação.
A arma do crime foi um maçarico, usado com impressionantes requintes de crueldade. Outros políticos são mortos com o mesmo ritual torturante. Um pastor evangélico, ex-presidiário, surge como suspeito. A população batiza os assassinos como “Vingadores do Povo”. Pressão total. Ódio e desinformação esquentam os ânimos. A vida de Hermano se transforma num inferno.

Chegamos ao primeiro post do #SetembroPolicial! Não deixe de acompanhar tudo e participar dos sorteios no instagram @euliouvouler!

Esse livro me intrigou desde a sinopse, não é muito difícil na situação atual alguém pensar em se livrar de políticos corruptos. Sem dúvidas permeia o imaginário de muita gente! É claro que tem que parar no imaginário porque não podemos deixar que o ódio vire a solução, até porque no começo do livro logo paira a dúvida de quais foram os reais motivos para os assassinatos que acontecem. Tem sempre algo por trás em um romance policial, e gostei muito que esse não foge a regra e foge do óbvio.

O livro do Adilson Xavier levanta muitos pontos importantes sobre a situação atual, temos um policial bem inconformado com a sua situação. Naquele cenário bem complexo da polícia no Rio de Janeiro, casos de corrupção, vantagens que os políticos tentam tirar da resolução dos casos, pressão para que tudo se resolva rápido, alta divulgação da mídia sobre os casos, pressão popular… Um contexto bem explosivo, que o detetive Hermano tem que descobrir como lidar, sem servir de bode expiatório e sempre se arriscando.

Os assassinatos são bem cruéis, não vou descrever aqui, porque acredito que fazem parte da dinâmica de você ler esse tipo de livro. Mas envolvem um maçarico então fica aí na imaginação o tamanho da tortura. Os reais motivos você só tem certeza no final, então não vou contar, mas englobam vários temas como a política que se faz no Brasil e interesses financeiros. O que mais surpreende é o apoio popular aos assassinos, pessoas chegam a dar o nome de Vingadores do Povo e isso é bem discutido no livro: o fazer vingança com as próprias mãos; o condenar antes das provas; e se os justiceiros são mocinhos ou vilões?

Hermano é um ex-viciado em drogas, e foi na reabilitação que conheceu sua esposa, o casal já mora junto há algum tempo, mas acaba escondendo certas coisas um do outro. Então temos essa situação paralela e íntima junto ao caso, mas que surpreende no fim com a forma em que tudo está conectado. Hermano tem um lado machista, não é aquele personagem principal que você vai admirar o tempo todo, ele é bem real na verdade. Ele usa o estresse do trabalho como desculpa para trair, a forma como ele lida com essas relações me renderam aquela revirada de olho de irritação. Mas para com o personagem e não com o livro em si.

A companheira de Hermano também esconde uma situação com o ex-namorado, que não está ligada necessariamente há uma relação física e sim as artes. Em um outro caso que também vai por em cheque o limite das produções artísticas, o que pode ser exposto em um quadro, até onde a justiça deve intervir, o exagero de algumas reações e por aí vai.

Eu fiquei impressionada como o autor conseguiu lidar com tantos temas, em um livro que não é grande e dar conta. Teve uma ou duas passagens que fiquei na dúvida sobre quanto tempo tinha passado e se eu tinha deixado passar alguma informação, mas nada que atrapalhasse muito a leitura. Não é aquele livro em que a investigação é brilhante o tempo todo, Hermano e seus detetives subordinados vão dar muito com os burros n’água em quase o livro todo, fiquei até na dúvida se o livro ia terminar aberto ou se realmente alguém seria preso no final conforme as páginas que faltavam iam diminuindo. Recomendo muito a leitura, é um livro ousado que se propõe a tocar o dedo na ferida e falar de vários assuntos incômodos.

Saiba mais sobre o #SetembroPolicial e seus participantes clicando aqui.

TBR #Setembro Policial – Livros que falarei aqui no blog e no canal

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Vocação para o mal – Robert Galbreith

VOCACAO_PARA_O_MAL_1459883276576254SK1459883276BSinopse: Quando um pacote contendo a perna decepada de uma mulher é entregue a Robin Ellacott, seu chefe, o detetive particular Cormoran Strike, suspeita de quatro pessoas de seu passado que poderiam ser capazes de tamanha brutalidade. Ele e Robin precisam correr contra o tempo para descobrir a verdade. Depois de O chamado do Cuco (resenha) e O bicho-da-seda (resenha), o terceiro romance da aclamada série escrita por Robert Galbraith, pseudônimo de J. K. Rowling,  estreou em segundo lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times. Com o título e os nomes dos capítulos retirados de músicas da banda Blue Öyster Cult, cujas letras são baseadas na literatura de horror e tratam de temas como maldições e ocultismo, Vocação para o mal tem um clima sombrio, que mistura pedofilia, assassinatos em série e Transtorno de Identidade da Integridade Corporal (TIIC), distúrbio psicológico raro que faz uma pessoa querer amputar seus membros saudáveis. Será que a dupla de investigadores consegue identificar seu perseguidor e sair ilesa?

Essa leitura foi um pouco mais difícil nesse #SetembroPolicial depois de ter lido dois livros seguidos com narrativas muito ágeis. Os livros de “Galbreith” são livros com uma trama mais lenta, em que sentimos a passagem de tempo com mais calma, uma investigação que dura meses. Então não temos cenas de ação de tirar o fôlego o tempo todo, temos alguns “quases” ao longo do livro, já que nosso assassino decide caçar Robin, mas os grandes confrontos ficam para o final da história.

Já a história é excelente, vale a pena essa leitura mais tranquila porém não sem peso e sem choque. Um livro recheado de detalhes em que você se acostuma com o ritmo e a ficar raciocinando junto com os personagens. Temos 4 suspeitos e ficamos até o final com dúvida sobre pelo menos 3, e olha que há capítulos que acompanham o serial killer, mas mesmo assim a dúvida é grande. Porque são 3 personagens perversos, com histórias brutais, todas muito ligadas a história do Strike, para mim todos os 3 eram possíveis, variando conforme a leitura, mas sem descartar ninguém. O final para mim foi uma surpresa.

Nesse livro nos aprofundamos mais nos sentimentos de Cormoran e Robin, o passado dos dois guardava vários segredos que eles acabam revelando um para o outro. Quem acompanha a série sabe que eles ora estão próximos ora mais reservados, Strike, principalmente, não quer que Robin saiba de todos os seus demônios. E também quer manter uma amizade controlada, algo que não passe do limite, mas ao mesmo tempo eles passam por muitas coisas juntos então isso fica complicado.

O noivo de Robin também não ajuda, muitas vezes é um cretino, o que faz ela reconsiderar a relação. Eu shipo Robin e Strike, mas acho que como a autora já previu uma série longa isso vai demorar a acontecer. Me lembra muito o casal da série policial de tv Bones, que fiquei bastante tempo vendo eles se relacionarem com outras pessoas, brigarem e sentirem ciúmes, até ficarem juntos. Se Robin e Strike forem ficar juntos em algum momento, percebemos nesse livro que vai demorar bastante. Faz sentido, não é uma história de amor, e poderia até não haver envolvimento, mas a própria autora sugere isso em alguns momentinhos.

O mais importante no momento é resolver as funções de Robin, ela vem deixando de ser a secretaria, e quer muito isso. Ela quer ser a parceira, uma investigadora em pé de igualdade com o chefe. Os acontecimentos e a ameaça a ela podem jogar um balde de água fria nisso, pela necessidade natural de que ela seja protegida. Mas nesse livro temos uma Robin cada vez mais corajosa, desafiadora e que vem estudando para conquistar seu sonho e ser valorizada. Amei isso. Ela não é um acessório, não quer só ficar no escritório, e toma sim a rédia da situação em muitos momentos no livro. Já estou curiosa com o quarto!

E esse transtorno que faz a pessoa querer amputar partes do corpo? Muito louco isso! Nem vou contar como se encaixa na trama para não quebrar o suspense.

>> A resenha em vídeo sai semana que vem, acabei a leitura domingo, então não tive tempo. Deve sair junto com minha última leitura do mês policial que foi Bufo e Spallanzani do Rubem Fonseca.

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Suicidas – Raphael Montes #SetembroPolicial

imagemSinopse: Um porão, nove jovens e uma Magnum 608. O que poderia ter levado universitários da elite carioca – e aparentemente sem problemas – a participarem de uma roleta-russa? Um ano depois do trágico evento, que terminou de forma violenta e bizarramente misteriosa, uma nova pista, até então mantida em segredo pela polícia, ilumina o nebuloso caso. Sob o comando da delegada Diana Guimarães, as mães desses jovens são

reunidas para tentar entender o que realmente aconteceu, e os motivos que levaram seus filhos a cometerem suicídio. Por meio da leitura das anotações feitas por um dos suicidas durante o fatídico episódio, as mães são submersas no turbilhão de momentos que culminaram na morte dos seus filhos. A reunião se dá em clima de tensão absoluta, verdades são ditas sem a falsa piedade das máscaras sociais e, sorrateiramente, algo muito maior começa a se revelar.

Minha primeira leitura do Raphael Montes não poderia ter sido melhor e foi justamente da primeira história escrita pelo autor, que vem marcando seu nome na Literatura Policial brasileira. Suicidas é um livro forte, fácil de ler, empolgante, envolvente, marcante, trágico e pesado.

Esse livro é uma história de reconstituição em que já de início “sabemos o que aconteceu”, mas isso é ilusório já que muitos detalhes são cruciais para completar o cenário dessas mortes. Como está na sinopse do livro, esse esclarecimento vem através de um narrador no caderno de um dos jovens. Alessandro estava escrevendo um livro sobre o dia, registrando cada movimento e diálogo. Seu sonho era ser um escritor famoso. Também temos uma parte da história nos diários do mesmo, para entendermos o relacionamento dos personagens antes do dia fatal.

Os capítulos intercalam esses dois relatos de Alessandro com as reações das mães ao descobrirem o que os filhos estavam fazendo, disseram e em alguns casos até vislumbram seus pensamentos e intensões. É claro que reunir as mães de jovens que se suicidaram para discutir se alguém tem culpa nisso gera muita confusão. Elas vãos das lágrimas às acusações ferozes conforme a história vai se desenrolando na frente delas, é cruel, quase como se elas estivessem assistindo a morte de cada um deles. A história narrada é muito pesada, os filhos fizeram coisas que elas nem imaginavam possíveis e sofreram muito também.

Ao descobrir os passos desses jovens, aparecem também suas angústias, relações, uso de drogas e álcool exagerado e perversidades. Principalmente as do personagem Zek, melhor amigo de Alessandro, um típico filhinho de papai. Acostumado ao luxo e a conquistar todas que quer, e depois de passar por uma tragédia familiar, o personagem tem os piores atos da história. Tem que ter estômago para seguir até o fim do livro, uma curiosidade mórbida nos impede de parar. Em alguns momentos algumas reviravoltas podem parecer novelescas, mas acredito que o autor fez isso funcionar bem. Pista gincana: pegue as letras em negrito e forme a frase (já estão na ordem).

Participe!