beijos literários

{lista} Beija eu – 10 beijos literários

Ontem foi o dia do beijo, me veio a ideia de listar vários beijos literários, não estava em casa ontem para fazer isso, então resolvi fazer hoje de qualquer forma… Quem não fica esperando pelo beijo dos personagens? Ainda mais aqueles que a gente sabe que vão acabar se beijando e está faltando um pouquinho… Também há os beijos inesperados, que surpreendem tanto o personagem quanto o leitor, que nos faz sorrir de surpresa. Uns cheios de luxúria, outros de timidez. Beijar é muito bom, seja nos momentos difíceis ou de pura felicidade, beijar sempre faz bem para os personagens e para nós. Que tipo de beijo literário você prefere? Qual seu beijo literário favorito?

Separei 10 beijos literários!

“Ele acaricia meu cabelo solto e seus dedos penetram cada vez mais fundo nele até que tocam o meu pescoço. Então ele vira meu rosto para beijá-lo.” A rainha branca – Philippa Gregory

“Alasca começou.
“Verdade ou Consequência, Gordo?”
“Consequência.”
“Me beija.”
Então a beijei.” Quem é você, Alasca? – John Green

“Ele se atira para cima de mim, empurrando-me contra a parede do elevador. Quando me dou conta, uma das mãos dele já está apertando com força minhas mãos acima da minha cabeça. Puta merda. Sua outra mão agarrar meu cabelo e o puxa para baixo, deixando –me com o rosto virado para cima, e seus lábios colam nos meus. Não é exatamente doloroso. Solto um gemido em sua boca, proporcionando uma abertura para sua língua. Ele aproveita inteiramente o espaço, a língua explorando habilmente a minha boca. Nunca fui beijada assim”. Cinquenta tons de cinza – E L james

“_Houve um estrépito quando os dentes de basilisco caíram em cascata dos braços de Hermione. Correndo para Rony, ela se atirou ao seu pescoço e chapou-lhe um beijo na boca. Rony largou os dentes e a vassoura que estava carregando e retribui com tal entusiasmo que tirou Hermione do chão.” Harry Potter e as Relíquias da Morte – J.K. Rowling

“Puxo Clare para mim e nos beijamos. É um beijo muito compatível, um beijo nascido de uma antiga conexão. Imagino o que andamos fazendo naquele campo Clare, mas afasto o pensamento. Nossos lábios se separam”. A mulher do viajante do tempo – Audrey N.

“Ela se aproxima dele, pegou seu livro de cabeceira e o pôs na mesa-de-cabeceira. Depois se curvou para a frente e o beijou na boca. As intenções dela não poderiam ser mais claras.” Os homens que não amavam as mulheres- Stieg Larsson

“Por um instante, seus olhos escuros encaram os meus, e ele fica em silêncio. Então, toca meu rosto e se inclina para perto de mim, roçando os lábios nos meus. O rio solta um ronco e sinto uma nuvem de água bater nos meus tornozelos. Ele sorri, depois aperta sua boca contra a minha.” Divergente – Veronica Roth

“Ela enfim escorregou a mão por baixo do lençol frio e carcomido que mal nos cobria e passeou pelo meu peito e abaixo dele até que nos beijamos e permitimos que nossa paixão nos consumisse”. O ladrão do tempo – John Boyne

“Não hesitei. Envolvi-a com meus braços e apertei seu rosto em meu peito, beijando-lhe os cabelos macios e ali pousando os lábios, aspirando o aroma delicado de seu perfume” O palácio de inverno – John Boyne

“Matthew me olhou com atenção. E como não mostrei sinal de histeria ou de que ia me retirar, inclinou-se e me deu um longo beijo na boca. Com o rosto colado no meu rosto, ele bebeu o meu cheiro de seiva de salgueiro e de madressilva. Quando se recompôs, seus olhos estavam mais enfumaçados que de costume”. A descoberta das bruxas – Deborah Harkness

Não esqueça de comentar! Já leu alguns desses livros? Qual seu beijo literário favorito?

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{lista} Beija eu – 10 beijos literários

Esse livro foi o primeiro escrito por um dos meus autores favoritos, John Boyne, e recentemente lançado pela Companhia das Letras. Eu acho que houve uma grande evolução do autor, se comparamos esse com os outros, mas o livro é muito bom! O personagem principal é Matthieu Zela, um homem com uma característica muito interessante, ele tem duzentos e cinquenta e seis anos de vida. Isso mesmo. Nosso ladrão do tempo, viveu bastante, teve muitas esposas e viu morrer todas elas, e curiosamente não conseguiu ter nenhum herdeiro. Com esse personagem surpreendentemente humano, apesar da peculiaridade, John nos leva por vários períodos históricos (característica de sua obra comprovada nos outros livros), por fatos marcantes como a Revolução Francesa, a crise de 29 e a Revolução Industrial e outros acontecimentos. Além de trazer nomes como Charlie Chaplin e o papa Pio IX.

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Sinopse: O ano é 1758 e Matthieu Zela resolve abandonar Paris e fugir de barco para a Inglaterra, depois de ter testemunhado o assassinato brutal da mãe pelo padrasto. Apenas um garoto de quinze anos na época, ele leva consigo o meio-irmão caçula, Tomas, criança que se vê impelido a proteger. Começando com uma morte e sempre em busca de redenção, a vida de Zela é marcada por uma característica incomum: antes que o século XVIII acabe, ele irá descobrir que seu corpo parou de envelhecer. Sua aparência é de um homem de cinquenta anos, mas o tempo passa e seu físico continua imutável. Ele simplesmente não morre e não faz ideia de qual seja a razão para que isso ocorra. Ao final do século XX, ele resolve olhar para o passado e rememorar sua experiência de vida, incomparável à de qualquer outro ser humano. Da Revolução Francesa à Hollywood nos anos 1920, da época das Grandes Exposições à quebra da Bolsa de Nova York, Zela transitou por inúmeros lugares, exerceu diversas profissões e conheceu pessoas notáveis, além de ter se apaixonado por muitas mulheres. Mas, mesmo séculos depois, ele continua certo de que seu verdadeiro amor foi Dominique Sauvet, uma jovem que conheceu no barco que tomou com o irmão para escapar da França. O trio se uniu para começar a nova vida na Inglaterra e Matthieu se viu totalmente encantado por Dominique. Mais.

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“Não sou um desses personagens imortais da ficção que imploram pela morte como libertação da clausura da vida eterna; os prantos e as lamúrias perpétuas dos mortos-vivos não são para mim. Afinal, minha felicidade é plena. Minha existência é construtiva.”

A história não é linear, aos poucos o leitor vai entendendo o passado de Matthieu, porque ele fugiu da França quando criança com o irmão do meio e como foi a sua primeira aventura amorosa com Domenique, a mais importante de sua vida mesmo depois de tanto tempo. você percebe que algo deu errado entre eles, mas fica esperando até o final para saber o que.

“Às vezes, você percebe que uma pessoa não merece o seu amor, mas a ama mesmo assim. Você cria um vínculo afetivo inexplicável com ela, que não se rompe nem mesmo quando o seu objeto de amor se quebra a confiança que você depositara nele. Às vezes, a pessoa que você ama é cega para os seus sentimentos e mesmo tendo à disposição todas as palavras do mundo, você não encontra palavras para expressá-lo.”

Intercalando isso tudo com outros períodos e situações que marcaram sua vida, amarradas com o presente (que se passa em 1999), onde ele tenta ajudar o “sobrinho” (tarataratara…) ator e dependente químico, para não ver acontecer com ele o mesmo que aconteceu com os antepassados Tommy.

“A epifania foi esta: eu faria alguma coisa que devia ter feito há muito tempo. Iria salvar um dos Thomas. Para ser mais específico, iria salvar Tommy”.

Enfim, vale muito a pena ler! Quem quiser saber mais sobre o John, pode ver nesse outro post que falei do livro  A coisa terrível que aconteceu com Barnaby Brocket, um pouco do autor e seus outros livros.

“Quando nasci, viajávamos em cavalos e em carroças. Agora viajamos para a Lua. Escrevíamos com canetas em papéis, mandávamos cartas para nos comunicarmos. não mais. Descobrimos uma maneira de escapar da única coisa que nossa existência nos garante_ a vida neste planeta.”

{eu li} O ladrão do tempo – John Boyne

“Enfeitiçara-me e dividiram-me:

Eu sou metade sua,e, o resto, sua;

Isto é, metade minha e ,sendo assim,

Sou toda sua porque o meu é seu.

É trisite que entre o dono e seu direito

Existam condições e obstáculos.” Pórsia – Cena II – Belmonte

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Ganhei esse livro inspirador da minha amiga, Camille Velloso, no amigo oculto. Digo inspirador porque além de ser um clássico, é tão, tão bem inscrito, cheio de passagens que da vontade de saber de cor. É minha primeira experiência com um texto “original” de Shakespeare Já tinha lido Sonho de Uma Noites de Verão, em versão para criança e outras histórias num livro que tem aqui em casa em quadrinhos que é uma graça. Gostei muito do livro, tá recomendado. É dos livros que todo mundo precisa ler pelo menos uma vez na vida para conhecer, mesmo que não goste. A história mostra muito a força da amizade, a importância de certos valores como: honestidade, caridade, humildade…etc. Mostra também o ante-semitismo da época.

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Sinopse: “O mercador de Veneza”, comédia em cinco atos, figura entre as obras mais famosas de Shakespeare. Bassânio, nobre veneziano que malbaratou seus bens, pede ao amigo Antônio, rico mercador, três mil ducados para poder prosseguir com dignidade o noivado com a rica herdeira Pórcia. Antônio se dispõe a tomar emprestado o dinheiro a Shylock, agiota a quem antes havia insultado por causa da usura que exercia. Este consente em emprestar o dinheiro sob uma condição: se a quantia não for paga no prazo fixado, Shylock terá direito a uma libra de carne do corpo de Antônio.

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19961929_jpg-r_160_240-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxTem filme:

http://www.youtube.com/watch?v=bKKuPYcaDt4

(EUA – 2004 – Direção de Michael Radford )

{eu li} O mercador de Veneza

untitled“Foi o leve pânico e a maneira suave como ela falou essas palavras que me fizeram saber que meu pai era uma pessoa magoada, que seu amor por mim era verdadeiro, imenso e permanente como o céu, que esse amor sempre pesaria sobre mim. Era o tipo de amor que mais cedo ou mais tarde nos obriga a uma escolha: libertar-se à força ou ficar e resistir ao seu rigor, mesmo que nos reduza a algo menor do que nós mesmos.” (Pari, página 318)

O silêncio das montanhas, é um conjunto de histórias incríveis, apesar de uma trama central a separação de dois irmãos que são verdadeiras almas gêmeas o livro trás vários personagens que roubam a cena o tempo todo. Primeiro roubam o papel de narrador e aos poucos nos dizem “Ei nós também somos importantes! Você já já vai saber o que aconteceu com Pari e Abdullah, mas antes me deixe te contar uma puta história da minha vida.” E isso vai se sucedendo e você fica apaixonada querendo saber mais daquele personagem e depois fica sabendo já pela voz de outro eu tão cativante e marcante quanto. (Também tem os que somem e você fica com aquele gostinho de quero mais…) Em uma terra de misérias mas também de uma cultura rica, surgem personagens fortes que enfrentam situações dramáticas mas que ensinam muito. São histórias de amores sem fronteiras, amores eternos, amores passageiros, melancólicos, visíveis e invisíveis, possíveis e impossíveis, realizados e platônicos, políticos e apolíticos. O que dizer da história de Nabi, que começa despretensiosa e rouba a cena? Da diferença social dos meninos que são ao mesmo tempo só meninos dividindo uma camisa? Da história de uma irmã que deixa a outra para sobreviver? De pais que precisam dar os filhos para ter o que comer e não ver os outros congelarem no inverno? Vários temas são abordados assim com muito sentimento: refugiados, imigrantes, guerra, talibã, pobreza, e muito mais. Além de ser uma forma de olhar a cultura asiática com olhos bondosos diferentes dos midiáticos.

Também acredito que o livro traz muito do próprio autor, a vivência de quem volta as raízes, um dos temas do livro, e tenta assimilar todo aquele sofrimento causado pelas guerras internas e externas de um país que vive em conflito como o Afeganistão, mas com um olhar de quem não estava lá mas que ainda sim faz parte daquilo tudo.

khaled-hosseini_612x462O autor: Khaled Hosseini vendeu mais de 38 milhões de exemplares, com os seus três brilhantes e comoventes livro: O caçador de pipas e A cidade do sol e O silêncio das montanhas. Nascido em Cabul (capital do Afeganistão), filho de diplomata viveu em muitos países quando criança, e quando a família ia voltar à vida no Afeganistão, o país sofreu um golpe de Estado e ele  foi mandado ao exílio nos Estados Unidos. Gostaria de saber o que ele pensa da guerra de Bush contra o Iraque…. Khaled foi nomeado Voluntário do Alto Comissariado de Refugiados das Nações Unidas, em 2006. E criou a Fundação Khaled Hosseini, uma instituição sem fins lucrativos que oferece assistência humanitária aos afegãos.

As sinopses estão no meu primeiro post aqui no blog, quando tinha acabado de ganhar esse livro, também estão dos outros livros dele só clicar aqui para ver. 

“Encontrei uma fadinha triste
Na sombra de uma árvore de papel
Conheço uma fadinha triste
Que foi soprada pelo vento a noite.”

(Canção de ninar inventada pelo autor para o livro, foi inspirada por um poema do poeta persa Forough Farrokhzad, pena que ele não diz o nome do poema.)

Uma inspiração