{news} Eu li notícias literárias da semana

O que a Cosac Naify pode fazer com seu acervo
Dois advogados sugerem o que fazer com o estoque da editora, que tem até o fim de dezembro para decidir o destino dos 400 mil livros armazenados em depósito. Fonte: Estadão. Continue lendo

Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo voltará em 2017
O tradicional evento literário, cancelado em 2015, foi reformulado e chegará a sua 16ª edição. Fonte: O Globo. Continue lendo

Prestes a completar 80 anos, Verissimo mostra sua vida privada
O escritor mais tímido do Brasil mostra sua intimidade em Porto Alegre. Fonte: O Globo. Continue lendo

Veja o trailer final de Animais Fantásticos e Onde Habitam!
Newt Scamander saindo da maleta, animais fantásticos e, é claro, muita magia! Fonte: AdoroCinema. Continue lendo

Daisy Ridley, Michael Peña e Judi Dench entram para o elenco de Assassinato no Expresso Oriente
A Fox fechou um elenco de peso para Assassinato no Expresso Oriente, nova adaptação da clássica obra de Agatha Christie. Fonte: Adoro Cinema. Veja

24 estantes que vão provocar arrepios em qualquer amante de livros
Imagens quase eróticas. Fonte: Buzzfeed. Veja

Dan Brown lança novo romance policial em setembro de 2017
LANGDON VOLTA EM 2017 – Robert Langdon, o professor de simbologia de Harvard criado por Dan Brown, já tem data para voltar a investigar mistérios. Segundo matéria publicada no jornal The Guardian, o próximo romance policial da série foi confirmado pela editora Doubleday para o ano que vem, com o título de “Origin” (Origem, em tradução livre). No Brasil, os livros de Dan Brown são publicados pela Editora Arqueiro. Fonte: AdoroCinema. Continue lendo

Terminou o #SETEMBROPOLICIAL

Veja todos os posts do #SETEMBROPOLICIAL!

{tag} Literatura Policial

Oi pessoal! Hoje apresento a vocês a minha primeira tag, a tag Literatura Policial, que criei para esse mês de setembro. Quem quiser responder fique a vontade, o pessoal que está participando ficou de responder e vou deixar os links aqui embaixo!

Perguntas:
1. Qual o seu detetive favorito?
2. Qual a melhor dupla?
3. Autor favorito brasileiro e estrangeiro?
4. Melhor livro?
5. Melhor adaptação para o cinema/série que já assistiu?
6. Se você fosse um ladrão de livros, qual roubaria?
7. Que personagem literário você gostaria que morresse? E quem mataria?
8. Dedução ou ação?
9. Assassino que te deixou com medo?
10. Já conseguiu adivinhar o culpado ou o motivo de algum livro? Qual?

Hoje é o último dia para vocês participarem do sorteio!

Beijos

Respostas: Gaveta Alternativa, Ponto para ler, Plataforma 9 3/4

{euLi} A sangue frio – Truman Capote #SETEMBROPOLICIAL

a_sangue_frio_1384353147bSinopse: Um homem religioso, uma mãe depressiva, um adolescente, uma garota dona de casa, um cachorro amedrontado e dois ladrões frustrados. Esses e outros personagens são os ingredientes chave para o romance jornalístico A sangue frio, de Truman Capote. O livro é uma reportagem investigativa sobre o assassinato de quatro membros da família Clutter, o casal e seus dois filhos caçulas, ocorrido em 1959 na cidade de Holcomb, no Kansas, Estados Unidos.

Resenha em vídeo no final do post, confira também nosso canal.

Oi pessoal! Hoje vamos falar sobre um livro incrível, o penúltimo da minha meta de #SETEMBROPOLICIAL. Estamos chegando ao fim de setembro e eu adorei as leituras que fiz, espero que vocês também tenham gostado. Amanhã (29) é o último dia para vocês participarem do nosso super sorteio.

A sangue frio é um livro de não ficção, um dos grandes nomes quando se fala em jornalismo literário. “O jornalismo é fato da realidade. A literatura, da realidade somada à ficção. O jornalismo literário, logo, é uma miscelânea de ambos. Cumpre a missão de informar, preservando a essência jornalística, porém com ganho em vocabulário, estrutura narrativa e aprofundamento de conteúdo. Esse trinômio alicerça e ornamenta o texto que é levado ao leitor” (Observatório da Imprensa). Truman Capote chegou a dizer que estava inaugurando um novo gênero, mas se sabe que o jornalismo literário já existia antes dele, talvez ainda não com tanta profundidade. E não há quem fale de jornalismo literário sem falar desse livro, eu ouvi muito sobre na faculdade e já queria ler há bastante tempo. “Ele não foi pioneiro, mas foi o primeiro na era moderna a jogar luz sobre essas técnicas. Outros escritores acabaram seguindo o exemplo” (Gerald Clarke, biógrafo de Capote).

No livro não percebemos Truman, ele como personagem não aparece, na busca pela objetividade jornalística o autor não declara suas impressões escancaradamente. Mas é claro que a subjetividade está ali na forma de contar e no olhar do autor sobre a história. E que história seria essa? O assassinato da  família Clutter, o casal e seus dois filhos caçulas, Nancy (16) e Kenyon (15), ocorrido em 1959 na cidade de Holcomb, no Kansas, Estados Unidos, que abalou a cidade. A família era considerada queria e perfeita pela maioria, o Sr. Clutter um líder na comunidade, Nancy a menina que ajuda a todos, o único abalo é os problemas psicológicos da inofensiva mãe de família. Quem os mataria? Porque motivo?

Acompanhamos no começo do livro um pouco da história da família, seus amigos próximos e parentes. E ao mesmo tempo a história dos assassinos, o encontro entre eles e o rumo do assassinato. Até os dois pontos convergirem no crime brutal. Mas qual foi a motivação desses dois ladrões? Dinheiro? Capote teve a oportunidade de conversar e ficar amigo de Perry Smith e Dick Hickcock, mais do primeiro, um cara com uma história de vida conturbada, uma infância horrível, alguém com quem o escritor acabou se identificando. No livro a visão sobre os vilões é bem humanizada, o que mexe muito com o leitor, eu não consigo perdoar o que eles fizeram, mas acabei olhando para a história com uma visão bem ampla.

 Os assassinos são condenados a pena de morte, que no Kansas da época significava enforcamento. A parte do tribunal e o fato deles terem ou não problemas psicológicos levanta várias discussões sobre a justiça desse tipo de pena. Na época, no Kansas, havia também prisão perpétua mas com possibilidade de condicional em 15 anos. Seria justo eles serem condenados com possibilidade de serem soltos em 15 anos? Seria justo a pena de morte para alguém como Perry? Muitas questões fazem a cabeça do leitor girar. O próprio Capote ficou muito abalado com a execução dos assassinos e tentou ajudá-los.

Além das entrevistas com os assassinos, o autor entrevistou incessantemente e sem gravador ou anotações a maior parte dos moradores e dos investigadores envolvidos. Vemos a angústia da população, o medo de que algo aconteça novamente, a desconfiança de que alguém da própria comunidade esteja envolvido antes da verdade ser descoberta. A desconfiança com um motivo tão banal levaria uma família tão querida. A garra e o trabalho duro dos policiais tentando descobrir e pegar os criminosos. A mudança na sociedade local depois do crime é bem escrita e muito interessante. Capote era amigo de infância da autora de O sol é para todos, Haper Lee, e ela não só viajou com ele para o Kansas como ajudou a convencer as pessoas a falarem com ele. Truman era uma figura bem diferente dos moradores do interior e ela facilitou o contato.

Foi tudo verdade? Capote com certeza teve a licença poética de mudar falas e até algumas cenas, no fim do livro há um posfácil de Matinas Suzuki Jr. que discute isso. O livro recebeu várias críticas de que nem tudo aconteceu daquela forma, alguns moradores não gostaram de como foram retratados. Já outros acharam que ele alcançou mais do que eles disseram mas o que queriam realmente dizer. Não dá para levar o livro totalmente ao pé da letra, mas o que aconteceu acredito que esteja muito bem representado. Para mim o autor montou um livro que também interessasse o público como um romance e não necessariamente como uma reportagem, então teve a liberdade de adaptar situações.

Um autor Philip K. Tompkins, dedicou-se a pesquisar discrepâncias entre passagens do livro e o que ele diz ter apurado como fatos reais. No seu artigo “In cold fact” (“A fato frio”), ele conclui que Capote pôs suas próprias observações na boca e na cabeça dos personagens, e, para piorar, criou um retrato irreal e românico do assassino Perry Smith _ o qual o crítico Harold Bloom, que alega ficar deprimidos com a “imaginativa sublimação da identificação de Capote com os assassinos”, afirma ser o “demônio ou outro eu de Capote. (Posfácio)

É um livro que cada leitor deve tirar suas próprias conclusões a respeito disso. Capote esperou os quase seis anos entre a condenação e a execução dos assassinos, porque precisava de um desfecho para o seu livro. Primeiro a história saiu serializada na revista The New Yorker, em 1965, e só depois em livro.

p90443_p_v8_aaO filme Capote (2005) retrata os bastidores da apuração e escrita do livro: como a história mexeu com o autor, a ajuda da Haper Lee, todo o processo. É um filme excelente para conhecer mais sobre a personalidade e vida de Capote, tem um clima bem sombrio e sério, apesar de mostrar também que ele era famoso e frequentava várias festas. Quem interpretou o escritor, de forma brilhante, foi o ator Philip Hoffman (que faleceu aos 46 anos durante as gravações da parte 2 de Jogos Vorazes A Esperança). O filme foi baseado na biografia escrita por Gerald Clarke que conviveu com Capote, em entrevista ao Correio Braziliense ele fala da fidelidade do filme ao livro:

O filme foi fiel ao livro? Chegou a trabalhar diretamente com Philip Seymour Hoffman?
O filme foi, na maior parte, leal ao livro, mas houve algumas licenças poéticas. No longa, por exemplo, Perry Smith encara uma greve de fome e Truman o alimenta com papinhas de bebês para mantê-lo vivo. Perry, realmente, passou por uma greve de fome, mas Truman estava na Suíça na época. Eventualmente, eu conversava com Philip. Dei-lhe minhas fitas com as gravações das entrevistas com Truman, para que ele pudesse encontrar o tom ideal para fazer a voz. Philip fez um trabalho memorável. Na vida real, nem se parecia com Truman, mas quando o vi nas telas… Parecia que eu estava assistindo ao próprio Truman. (Correio Braziliense)

downloadCapote, cujo verdadeiro nome era Truman Streckfus Persons (ele adotou o nome do padrasto), começou a sua carreira em 1940 como colunista social numa revista nova-iorquina. Seu primeiro livro foi Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de Luxo no Brasil) publicado em 1958, que foi levado às telas em 1961, com Audrey Hepburn. Se fosse vivo, Truman Capote faria aniversário esse mês. Nasceu em Nova Orleães, nos Estados Unidos, a 30 de setembro de 1924. E morreu aos 60 em 1984 devido a problemas agravados pelo alcoolismo. Eu ainda não li a biografia do autor, no filme ele fala que a mãe se suicidou e que ele teve uma criação bem conturbada. Talvez por isso a grande identificação com Perry.

{news} Eu li notícias literárias

‘A Casa Torta’: Glenn Close e Gillian Anderson em adaptação de Agatha Christie
‘A Casa Torta‘ (Crooked House), livro escrito por Agatha Christie em 1949, será adaptado para as telonas com um elenco estrelar. Glenn Close (‘Guardiões da Galáxia’), Gillian Anderson (‘Arquivo X’), Christina Hendricks (‘Mad Men’) e Max Irons (‘A Hospedeira’) assinaram contrato para estrelar a adaptação. Fonte: CinePop. Continue lendo

Confira a entrevista com Tito Prates biógrafo de Agatha Christie no Brasil.

Ex-diretoras da Cosac Naify abrem nova editora
Fonte: Folha de SP. Continue lendo

JAMES PATTERSON MATA STEPHEN KING
A “picardia” entre Stephen King e James Patterson acaba de conhecer mais um capítulo. Depois de muito elogiar a obra do autor de livros como Bem-Vindos a Joyland e 22/11/63, Patterson decidiu agora publicar um livro intitulado The Murder of Stephen King (“O assassinato de Stephen King”), ficcionando a morte do autor. Fonte: Revista Fnac. Continue lendo

Jogo Perigoso | Livro de Stephen King vai virar filme na Netflix
A Netflix comprou a ideia de um filme baseado em Jogo Perigoso, livro de Stephen King e projeto antigo do diretor Mike Flanagan, que assinou o sucesso Hush: A Morte Ouve, uma das aquisições mais vantajosas nos últimos anos para a Netflix. Fonte: Obseratório do cinema. Continue lendo

Para mim é um crime: Livros da Cosac Naify serão destruídos na virada do ano
Diretor financeiro da editora diz que não pode doar os volumes para bibliotecas, porque isso gera ‘transtorno contábil’, nem dar aos autores. Fonte: Estadão. Continue lendo

Busca por restos mortais de García Lorca é retomada na Espanha
Iniciada em 2014, ela foi interrompida por problemas de logística. Fonte: Estadão. Continue lendo

Horrores da guerra da Bósnia são contados em quadrinhos
Conhecido por desenhar histórias de Tarzan e Batman, Joe Kubert tem obra “Fax de Sarajevo” lançada na Bienal de São Paulo. Fonte: O Globo. Continue lendo

Finalistas do Man Booker Prize 2016 são anunciados
Autores britânicos, canadenses e americanos disputam o prêmio de R$ 215 mil. Fonte: O Globo. Continue lendo

Criação e crítica se encontram na 15ª edição da Abralic
Evento literário quer reafirmar universidade pública como espaço de discussão. Fonte: O Globo. Continue lendo

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{euLi} Mr. Mercedes- Stephen King #SETEMBROPOLICIAL

mr_mercedes_1454350725379602sk1454350725bSinopse: Nas frigidas madrugadas, em uma angustiante cidade do Centro-Oeste, centenas de pessoas desempregadas estão na fila para uma vaga numa feira de empregos. Sem qualquer aviso um motorista solitário irrompe no meio da multidão em um Mercedes roubado, atropelando os inocentes, dando ré e voltando a atropelá-los. Oito pessoas são mortas, quinze feridos. Em outra parte da cidade, meses mais tarde, um policial aposentado chamado Bill Hodges é ainda assombrado por um crime sem solução. Quando ele recebe uma carta enlouquecida de alguém que se auto-identifica como privilegiado e ameaça um ataque ainda mais diabólico, Hodges acorda de sua deprimente e vaga aposentadoria, empenhado em evitar outra tragédia. Brady Hartfield vive com sua mãe alcoólatra na casa onde ele nasceu. Ele adorou a sensação de morte sob as rodas da Mercedes, e ele quer aquela corrida de novo.

Vídeo no final da página!

Primeiro preciso dizer que achei esse livro sensacional, virou um dos favoritos com certeza! É um daqueles que você precisa chegar até o final e que traz agonia a todo momento durante a leitura. Aquela preocupação com os personagens que você rapidamente passa a se importar e se preocupar em pouco tempo. Ele é o primeiro de uma trilogia do autor Stephen King, depois dele vem Achados e Perdidos e Último Turno ( que está em pré-venda, o lançamento é em 3 de outubro).

Curioso pegar esse livro depois de Anatomia do mal, me vi fazendo comparações de Brady Hartfield com outros psicopatas e serial killers. E posso afirmar que King criou um assassino bem realista, com suas próprias excentricidades mas que também revela traços típicos de um serial killer. Como uma relação familiar perturbada, um comportamento de fachada, um prazer em matar e uma falta de moral.

A maioria das pessoas recebe Botas de Chumbo quando criança e precisa usá-las pelo resto da vida. Essas Botas de Chumbo são chamadas de CONSCIÊNCIA. Não tenho isso, então me permito fazer mais coisas do que a Galera Normal.

O perfil de Brady é muito interessante, e esse livro traz seus pensamentos e o que está acontecendo com ele ao mesmo tempo que mostra o que acontece do lado do detetive. E Hodges é um daqueles personagens que são heróis, mas não perfeitos, cheios de questionamentos e problemas. Para mim o detetive no caso não é nem um pouco ofuscado pelo vilão, os dois prendem o leitor.

Hodges é tirado de sua aposentadoria por uma carta do assassino do Mercedes, uma carta enviada com muita má intenção, mas que acaba afastando alguns pensamentos suicidas do detetive aposentado. Ele resolve fazer a investigação por conta própria, mesmo infringindo algumas leis, e avisar a polícia quando tiver algo concreto. É claro que essa decisão vai sendo adiada por muitos motivos. Ele faz umas análises muito boas e tem um faro incrível para pistas, gostei muito de acompanhar um detetive inteligente na medida certa.

A pista que ele segue no início tem a ver em como Brady roubou o carro, não havia sinais de arrombamento, a dona do carro que se suicidou depois jurou que não esqueceu a chave ou o carro aberto. Ou ela teria mentido? Porque ela se matou? Isso tudo leva o leitor por vários caminhos que mostram que a crueldade do assassino é bem grande. Os companheiros de investigação que o detetive agrupa na sua jornada também são bem curiosos e espero vê-los no próximo livro.

A narrativa é feita em terceira pessoa por um narrador que revesa a observação sobre Brady e sobre Hodges, então em alguns momentos sabemos mais sobre o assassino do que o detetive e isso inclui o perigo se aproximando. Então a torcida e o coração aceleram. Stephen King sabe usar a terceira pessoa como se fosse primeira, nos sentimos na cabeça dos personagens e a leitura flui com incrível rapidez. King usa várias referências no seu livro há crimes reais e ficcionais e até ao seu próprio livro It, quando temos de novo uma máscara de palhaço rondando suas histórias, ele gosta muito de lincar seus universos. Aproveite a leitura!

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