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{euLi} Anatomia do mal -Harold Schechter #SETEMBROPOLICIAL

serial_killers_1372176734bEntre na mente dos psicopatas. O dossiê definitivo sobre assassinos em série. O que faz gente aparentemente normal começar a matar e não parar mais? O que move – e o que pode deter – assassinos em série como Ed Gein, o psicopata americano que inspirou os mais célebres maníacos do cinema, como Norman Bates (Psicose, de Alfred Hitchcok), Leatherface (O Massacre da Serra Elétrica, de Tobe Hooper) e Hannibal Lecter (O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme). Como explicar a compulsão por matar e o prazer de causar dor, sem qualquer arrependimento? De onde vem tanta fúria? As respostas estão no novo lançamento da editora DarkSide Books: Serial Killers – Anatomia do Mal, dossiê definitivo sobre o universo sombrio dos psicopatas mais perversos da história. Escrito por Harold Schechter – que pesquisa o tema há mais de três décadas e já publicou, inclusive, a biografia de Ed Gein, Deviant (1998) -, o livro é referência fundamental a todos os que se interessam pelo universo da investigação e da criminologia.

Tem vídeo no canal sobre o livro! Veja no final da página ou clique aqui.

Oi pessoal, seguindo com o #SETEMBROPOLICIAL hoje vamos conversar sobre um livro que trás histórias reais, muito piores que as ficcionais que você já leu. Eu quase desisti de ler, foi necessário muita persistência para chegar ao final do livro, a cada caso eu percebi que eu não precisava conhecer tantas histórias terríveis. Decidi ler até o fim para poder falar do livro com vocês, já que ele é um dos prêmios do próximo sorteio e nos foi enviado pela Darkside Books. Não pensem que eu estou exagerando, eu indico o livro para quem realmente tem interesse em saber desses casos e não tem estômago fraco. Além de casos de serial killers que devastavam o corpo de suas vítimas depois de matá-las e sentiam grandes prazeres com isso, o livro nos trás a história de alguns que torturaram suas vítimas antes, incluindo crianças e adolescentes. Então não pegue para ler levianamente.

O que salvou a minha leitura foram as explicações teóricas, o livro é bem didático, e traz informações muito interessantes. O autor começa definindo, ou tentando, o que é um serial killer, eles variam em alguns pontos. E também a diferença de assassinos em massa e assassinos relâmpago. Os dois últimos eliminam várias pessoas de uma só vez e podem ter diferentes motivações. A diferença é que o relâmpago ataca em mais de um lugar.

A definição mais próxima de serial killer:

Uma série de dois ou mais assassinatos cometidos como eventos separados, geralmente, mas nem sempre, por um criminoso atuando sozinho. Os crimes podem ocorrer durante um período de tempo que varia de horas a anos. Muitas vezes o motivo é psicológico e o comportamento do criminoso e as prova materiais observadas nas cenas dos crimes refletem nuanças sádicas e sexuais.

O autor também aponta características comuns entre eles como: maioria composta de homens brancos e solteiros, inteligentes (QI médio), ambiente familiar conturbado,  sofreram abusos, piromaníacos, fazem xixi na cama em idade avançada. Mas eles são bem variados em seus padrões, então não há uma regra exata. Na busca pela causa deles serem como são, o autor apresenta várias hipóteses científicas no campo da genética e até na formação do cérebro, mas a que mais me convenceu foi a do meio. A maioria deles foi abusada física e/ou psicologicamente na infância, tanto por pais biológicos, adotivos, lares ou lugares para correção. Temos histórias horrorosas de infância aqui.

O livro também tenta mostrar que eles estão em todos os lugares, classes, gêneros e cores. Nos Estados Unidos há muitos mas isso vem mais do tamanho da população, e segundo o autor o homem branco aparece mais porque costuma atacar pessoas brancas e essas, por preconceito, a sociedade se preocupa mais. Também é o motivo de serial killers que atacam prostitutas ou crianças abandonadas demorem mais a serem percebidos e ficam anos matando antes de levantarem suspeitas. Há um capítulo que mostra que eles também já agiram em dupla e em família, um de assassinos ao redor do mundo, e um dedicado as mulheres criminosas. Muitas mulheres não são tão sanguinárias e preferem o uso de venenos, mas também são cruéis e sentem prazer em matar. Há várias nos casos que se livraram de maridos, as “viúvas negras”, e de filhos.

O autor é contra argumentos de que a televisão, filmes violentos, jogos violentos e outras coisas interfiram na criação de um serial killer. Ele mostra através de exemplos que nunca se conseguiu fazer uma ligação direta a respeito disso. Apesar de admitir que as pessoas tem atração por violência por outros motivos. Ele também desacredita a pornografia como vilã, isso já descordei um pouco, não seria possível um jovem que tem acessoa a pornô misturado com violência contra a mulher ter a mente maculada? Já li um artigo que mostra um aspecto bem complexo em relação a isso.

Também é traçado um caminho de serial killers através da história para nos mostrar que eles sempre existiram. O autor trás desde a Roma Antiga, com Nero (totalmente louco), passa pelo século XV e nos mostra quem teria inspirado a história do Barba Azul (assassino de mulheres), pelo tempo antes da escrita em que essas histórias eram orais repassadas em cantigas. Tudo nos remete a tempos em que o termo nem existia, mas eles existiam, em alguns momentos na história tinham até permissão da sociedade para agirem.

O Jack Estripador, e outros famosos casos que nunca foram revelados também tem lugar nesse livro.

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Há muitas informações interessantes sobre assassinos famosos e que inspiraram filmes e livros, principalmente aqueles que enviaram cartas a polícia como Jack e o Assassino do Zodíaco. Mas também mostra que a maioria preferia ficar em total anonimato para nunca parar. Há capítulos aqui dedicados aos métodos, como eles faziam para se livrar dos corpos e como eles não são infalíveis (graças a deus). Um capítulo sobre a captura analisa como eles vão parar atrás das grades e também os famosos perfis psicológicos que ficaram tão famosos nas séries, o autor levanta que nem sempre eles apontam para o lado certo. Também são explicados termos como: sadismo, necrofilia, pedofilia, canibalismo, gerontofilia e etc. E como alguns deles praticavam essas coisas.

14256482_1177735135633805_363581023_nO livro traz muitas ilustrações de jornais e artistas, é muito bem diagramado e destaca várias partes. Alguns casos estão destacados como “Estudo de caso” e outros em uma “Galeria do mal”. Mas, contando as espalhadas pelo texto, são muitas histórias o que me cansou e fez nojo ao mesmo tempo. Um dos piores que li é o de Albert Fish que torturava crianças antes de matar, chegou a escrever há mãe de uma menininha e também no caso de um menino de 4 anos escreveu à polícia.

Chicoteei suas costas nuas até o sangue escorrer pelas pernas. Cortei suas orelhas, o nariz e cortei sua boca de orelha a orelha. Arranquei seus olhos. Ele estava morto nesse ponto.

O último capítulo do livro é um capítulo mais light, fala da presença dos serial killers na cultura pop em músicas, livros, filmes e até na arte. A última é a mais polêmica, com quadros como esse da foto que provocam revolta em algumas pessoas. E também fala do dinheiro que alguns criminosos fizeram com suas artes produzidas na cadeia, e também de que compra relíquias desses loucos. E no fim uma lista de filmes, séries e livros bem bacana. Então é isso, acho que com o que falei aqui você pode pensar se o livro realmente te interessa, a linguagem é bem direta e não poupa nos termos, mas não é sensacionalista.

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Quer ficar por dentro de tudo que já rolou no #SETEMBROPOLICIAL? Clique aqui ou na nossa aba com o mesmo nome. Também não deixe de participar dos sorteios, o primeiro do KIT Agatha Christie você pode se inscrever até o dia 14! Você também pode conferir as resenhas no canal do Eu li ou vou ler no youtube na playlist #SETEMBROPOLICIAL

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Autor:

Estudante de Jornalismo na UFF, leitora voraz, que gosta muito de dividir com os amigos o que lê, o que gosta de ler e o que amou ler.

6 comentários em “{euLi} Anatomia do mal -Harold Schechter #SETEMBROPOLICIAL

  1. Oiii Thamiris, tudo bem?
    Menina eu tenho tanta vontade de ler esse livro que você nem imagina, confesso que agora lendo a sua resenha e vendo suas opiniões fiquei mais interessada ainda, vou comprar assim que estiver em um valor acessível, pois acho meio carinho.
    Beijinhos

  2. Tenho que confessar, estou namorando esse livro já faz algum tempo. Tenho um verdadeiro fascínio por serial killers e psicopatas. Não consigo entender, mas tudo que tem alguma relação com eles me interessa.
    Gostei muito da sua resenha. Fiquei feliz em saber que esse livro corresponde, de certo modo, as minhas expectativas.
    Mal posso esperar para tê-lo em minhas mãos.
    Bjs, Mila.

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